Não lembro-me mais o nome dessa rádio. Mas fora algo absolutamente insignificante, mesmo. Uma pena, pois a boa vontade em ajudar foi total, da parte de seus mandatários. Em
relação às filipetas no show do Angra, tratou-se do show mais próximo em termos de público, que houve nos dias em que antecedeu o nosso espetáculo. Também
acho que não valia a pena, mas entre "filipetar" para o público do Angra, ou da
Ana Carolina, ou pior ainda, artistas brega, foi preferível o Angra.
Ineficaz,
é claro. Eu sempre procurei comandar equipes de divulgação com uma
logística, e um foco definido. Nesse caso, foi uma tentativa para
aproveitar o cenário menos ruim. Foi o melhor que tivemos na ocasião, ainda mais se pensarmos sobre a nossa infraestrutura, mediante os nossos parcos recursos financeiros.
Quanto aos meninos, eles não mostravam-se deslumbrados, de forma alguma. Estavam felizes, mas não havia nenhum exagero em sua postura cotidiana. O
período entre a divulgação e o primeiro show, foi bom, com exceção da
semana do show, pois uma onda de intempéries assolou-nos nesses dias terríveis que
antecederam a data de nosso primeiro show. Por conta disso, faltou pouco, para que o show fosse cancelado. Começamos a semana
felizes por ver Lambe-lambes com nosso show anunciado, mas dois fatos
terríveis aconteceram. O show ocorreria no sábado, dia 14 de agosto de 1999.
Na quarta-feira anterior, fomos surpreendidos com a notícia de que o Marcello
sofrera um acidente automobilístico, ao vir da faculdade onde estudava, para a sua casa. Ficamos apavorados, mas apesar do carro ter tido perda total, ele
sobreviveu, e não teve nenhuma contusão séria, apenas a apresentar um quadro
clínico a revelar dores nas costas, pois o caminhão que o abalroou, o atingiu pela
traseira. Ele estava parado no semáforo, quando ouviu o barulho
de um caminhão a frear e a seguir, colidir. O seu carro apresentou perda total.
Quanto ao seu estado de saúde, após exames, o médico constatou tratar-se de apenas
hematomas e o liberou. Todavia, pensávamos em cancelar, pois o
susto havia sido enorme. Porém, no dia seguinte algo pior
aconteceu. Recebi um telefonema do Júnior, desesperado, pois um problema
sério de saúde ocorrera com um familiar seu. Prefiro não entrar em
detalhes para não expor ninguém desnecessariamente. Digo apenas, que
foi algo ainda mais dramático do que o acidente do Marcello.
O ensaio
de sexta, convocado para dar o último apronto, foi realizado só por eu, Luiz e
os garotos, pois o Júnior realmente não apresentara condições para comparecer, entretido que estava em assistir o seu ente querido no hospital. Tememos que ele não pudesse ir fazer o show no sábado, e até a hora para reunirmo-nos para ir ao salão, pairou essa dúvida. E
assim, o clima ficou pesadíssimo para a estreia, ou seja, algo
diametralmente oposto ao que eu sonhara desde a criação do projeto Sidharta, quando
formatamos essa banda, e esse repertório. No próximo capítulo, falo do show...
Continua...






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