terça-feira, 17 de setembro de 2019

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 112 - Por Luiz Domingues

Em junho de 2019, voltamos ao Santa Sede Rock Bar e anunciamos mais uma vez um show a conter a presença de convidados especiais. Desta feita, contamos com dois amigos guitarristas, Geraldo "Gegê" Guimarães e Nição Altino. Ora, que prazer tocar com ambos a  representar duas gerações distintas. Gegê em nossa faixa etária e Nição, a representar a juventude total e o mais interessante nessa junção, com todos a comungar dos mesmos ideais na música.



Flagrantes da atuação dos Kurandeiros como um quarteto, no Santa Sede Rock Bar, de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Foto 1 : Kim Kehl & Phill Rendeiro na linha de frente, com Carlinhos Machado e Luiz Domingues, na retaguarda. Foto  2 : Kim Kehl em destaque. Foto 3 : Phill Rendeiro em destaque. Foto 4 : Luiz Domingues em destaque. Foto 5 : Carlinhos Machado em destaque. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Clicks, acervo e cortesia : Tili Roxy Andreotti

Além dos convidados, tivemos a presença de Phill Rendeiro a contribuir conosco, e assim a tornar Os Kurandeiros como um quarteto, mais uma vez. Dessa forma, tocamos uma entrada completa a mesclar o trabalho autoral da nossa banda com alguns clássicos internacionais do Rock e do Blues. E na segunda entrada da noite, tivemos a presença dos nossos convidados especiais. Primeiramente contamos com o amigo, Geraldo "Gegê" Guimarães, que quis tocar conosco uma clássico de Rita Lee & Tutti-Frutti : "Corista de Rock". Ele também executou conosco, a nossa canção, "O Filho do Vodu"
Da esquerda para a direita : Geraldo Gegê" Guimarães (a usar camiseta azul e tocar com uma guitarra Fender Stratocaster); Kim Kehl e Phill Rendeiro. Na retaguarda, Carlinhos Machado na bateria e Luiz Domingues. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Acervo e cortesia : Kim Kehl. Clicks : Lara Pap

Com uma massa de guitarras, visto que Phill Rendeiro continuar a tocar conosco, foi uma versão animada, e que emendou com o som de Alce Cooper, quando executamos, School's Out, com bastante vigor. A seguir, foi chamado ao palco, o jovem, Nição Altino.
Na primeira foto, Nição Altino no destaque, com Kim Kehl, atrás e na segunda foto, Kim Kehl; Nição Altino e Phill Rendeiro na linha de frente, com Carlinhos Machado e Luiz Domingues, na retaguarda. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Clicks, acervo e cortesia : Pat Freire 


Com Nição, tocamos uma versão livre para "Red House", do Jimi Hendrix, além de "Minha Vida é o Rock'n' Roll" do Made in Brazil e mais duas canções dos Kurandeiros. E a presença de tais convidados foi um enorme prazer para nós, a revelar um clima de camaradagem muito grande e que de certa forma fez com que lembrássemos com saudade do tempo em que Os Kurandeiros usaram a vestimenta diferente, como "Magnólia Blues Band" e a cada quarta-feira dos idos de 2014 a 2016, recebíamos um convidado diferente. Pois foi parecido desta feita e com a intensidade de tratar-se de dois amigos com os quais tínhamos um convívio fraternal, há tempos. 
"O Filho do Vodu" (Kim Kehl), com Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, no dia 20 de junho de 2019. Convidado especial : Geraldo Gegê Guimarães. Filmagem : Ana Cristina Domingues

Eis o Link para assistir no You Tube : 
https://www.youtube.com/watch?v=6Dd3xnKe9ps 
"Beber até Cair" (Kim Kehl), com Kim Kehl & Os Kurandeiros, no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Filmagem : Lara Pap

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=zRlnTEqlqms
"Rabo de Saia" (Kim Kehl) (parte 1), com Kim Kehl & Os Kurandeiros, no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019.  Filmagem : Ana Cristina Domingues

Eis o Link para assistir no You Tube : 
https://www.youtube.com/watch?v=CEJif5ngswg
"Rabo de Saia" (Kim Kehl) (parte 2), com Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Filmagem : Ana Cristina Domingues

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=v4vPzmeWDWM
Na primeira foto, Kim Kehl & Os Kurandeiros com o convidado especial, Nição Altino e na segunda, a banda com o outro convidado da noite, Geraldo "Gegê" Guimarães. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Foto 1: acervo e cortesia : Kim Kehl. Click : Lara Pap. Foto 2 : Click; acervo e cortesia : Pat Freire

Bem, foi uma noitada notável pela euforia gerada e pelo prazer que tivemos em receber e tocar juntamente com dois amigos fraternais de longa data.
Confraternização pós show. Da esquerda para a direita na foto 1 : Kim Kehl; Carlinhos Machado; o convidado especial, Nição Altino; Luiz Domingues e Phill Rendeiro. Na foto 2 : na mesma configuração, a não ser pela presença de Tili Roxy Andreotti no lugar de seu namorado, Nição Altino. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 20 de junho de 2019. Acervo e cortesia : Tili Roxy Andreotti. Clicks : Tili Roxy Andreotti (foto 1) e Nição Altino (foto 2)  

Em julho, teríamos mais uma execução radiofônica e dois convites bons para shows a ser cumpridos em agosto e setembro de 2019.

Continua...

sábado, 14 de setembro de 2019

Uma História Moderna - Por Luiz Domingues


Esta é a história de um menino, cujo perfil denotava uma capacidade de liderança agressiva, algo notado desde os tempos em que frequentara a escola infantil. Seus pais não achavam isso errado e pelo contrário, tomavam tal característica natural de seu filho como uma qualidade, praticamente um dom. Isso por conta de que o casal tinha em mente um estilo de vida no qual a ideia da extrema competitividade era encarada como algo salutar e nesses termos, se os seus pais enxergavam o mundo como se fosse uma pista de atletismo e somente o vencedor da corrida merecia os louros da vitória e os demais, a pecha de “perdedores”, foi natural que ambicionassem tal meta para o seu filho, ou seja, competir e sobrepujar os demais, sempre foi a palavra de ordem no Lar dessa família, e portanto, ponto pacífico a ser introduzido na educação de seu filho. Ele tinha que ser o melhor bebê da creche; o melhor da escola infantil; o primeiro entre os seus primos e pior ainda, instruído a desprezar os seus concorrentes derrotados. 
Forjada tal mentalidade, não foi surpresa que tenha chegado à idade escolar de maneira a encarar todos os seus colegas como adversários para ser abatidos e assim, em todos os quesitos, só colocou-se a fomentar a sua agressividade, cada vez mais. Todavia, não ficou apenas nesse senso de disputa, pois a reboque, veio também a arrogância; a soberba e claro, o complexo de superioridade. Se todos estão abaixo e mostram-se inferiores, em sua linha de raciocínio, sem saber ele criou algo além da antipatia da parte de seus colegas; mas o senso de vazio, com o qual não sabia lidar, visto que sem amigos, mas apenas a encarar os demais como adversários, simplesmente não tinha amigos, a não ser os bajuladores, pelos quais ele também nutria desprezo, pelo fato de os considerar criaturas abomináveis pela própria subserviência vergonhosa com a qual devotavam-lhe a atenção. Em suma, só havia uma maneira dele ter uma amizade que fosse, ou seja, se encontrasse alguém que pensasse absolutamente igual à ele. Entretanto, a mostrar-se o supra sumo do paradoxo, ele raciocinou bem e chegou à conclusão de que se encontrasse alguém à sua altura, não haveria por que nutrir amizade, nem que fosse em termos de pacto de não agressão mútua, pois a natureza de ambos haveria por impeli-los a competir e daí, a travar um embate mortal, pois apenas o vencedor mereceria sobreviver, por uma questão de coerência.
Em suma, o mundo em que ele acreditava só fazia sentido se em cada segundo houvesse uma nova disputa. Tratava-se de um mundo selvagem, regido pelo mais animalesco sentido de egoísmo, travestido como um instinto de sobrevivência, portanto, algo primitivo, digno de uma mentalidade pré-histórica, onde o homem dera os seus primeiros passos em relação à construção da civilização e por conta disso, ao raciocinar de uma forma torpe, poucos graus acima do instinto animal pela sobrevivência.

Nesses termos, por uma extrema ironia do destino, tornou-se relativa a evolução da tecnologia, pois se se na questão mais trivial da vida em sociedade, o que rege os movimentos de todos, é o sentido da competitividade, na prática, ainda não saímos das cavernas, visto que a ideia da solidariedade ainda não é uma norma na sociedade, mas muito ao contrário, tratada como um conceito piegas, quiçá ingênuo da parte de pessoas que simplesmente não enquadram-se na grande competição. 
“Estão dizendo que é para competir... mas eu só penso em te ajudar”... título e frase da letra de uma música dos Mutantes, lançada no longínquo ano de 1974, mostra o quanto vislumbramos chegar perto de uma nova realidade, mas desperdiçamos a chance e voltamos a acreditar que precisamos “competir” uns com os outros, tendo no bojo, o desprezo aos semelhantes, que são “adversários”; “concorrentes” ou até pior, “inimigos”.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Os Kurandeiros - 14/9/2019 - Sábado / 14 às 22 Horas - Boteco Dona Jurema - Moema - São Paulo / SP

Os Kurandeiros

14 de Setembro de 2019  -  Sábado  -  Das 14 às 22 Horas

Crazy Rock Fest

Boteco Dona Jurema
Avenida Jurema, 90
Moema
Estação Moema do Metrô
São Paulo  -  SP

Participação das bandas : 
King Bird
Javali
Living Louder

Apoio : 
Programa Só Brasuca - Webradio Crazy Rock
Produção : Julio Cesar Souza

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Phill Rendeiro : Guitarra e Voz
Luiz Domingues : Baixo

sábado, 7 de setembro de 2019

Ser Parte - Por Telma Jábali Barretto


Pertencimento é algo produtor de conforto e aconchego que, quase sempre, buscamos satisfazer, encontrando nosso encaixe único num imenso tabuleiro de um quebra-cabeças. Ocupar determinado espaço respeitando as próprias arestas, encontrando onde caibamos num cenário já existente ou tomando forma, colocar a voz no apropriado momento, no tom harmonizador ou... nem tanto, quem sabe sendo cirúrgico e muitas vezes tão necessário para que a beleza ou equilíbrio sejam alcançados, finalmente, dignifica e enobrece. Dá sentido ao existir... 

Quanta confiança no próprio instinto natural e no do outro, em sua contribuição que, também, passa pelo lapidar, pelo amoldar e... até desapegar, deixando ir, numa consciência da importância do todo e daquilo que, esse mesmo todo, proporciona, sendo útero e abrigo para tantos outros retalhos como nós, igualmente, acolhidos, ajustados trazem essa certa dose que mensura nossa participação, computado em nome daquilo que cedemos, aprendemos, aquiescendo na valorização ao contexto que se impõe, naquela ideia que a muitos mais serve, cumpre seu papel... alimenta !!! 

Quanto disso vivemos, exercitando em nome da família, da harmonia, do projeto, ideal a quem de alguma maneira reverenciamos, submetendo-nos por circunstância momentânea ou como algo maior, norteador da trajetória em que fazemos valer nosso pedacinho, mas não menos significativo, de coexistir, participando... Nossa pequena gota que apaga o incêndio ou... argamassa que dá sustentação ao que ali, naquele quadro, importe, num agir consciente e determinado e /ou muitas vezes, fluindo num deixar-nos ir, permitindo que aconteçam através de nós, atravessando-nos... liberando e retraindo-nos para que, assim, resultem com essa mágica, previdência e providência da pura intermediação... elo gerador da química alquímica ! Quer saibamos ou não, esse é o tecer da Vida. Numa gigantesca e grandiosa composição em que cada um, com acertos e erros, belezuras e feiuras, participa dessa maravilhosa tecitura, bordado... e que delícia de descoberta! onde nunca mais seremos órfãos, sós, desnecessários... No processo cósmico não há margem ou ostracismo... Tudo é contribuição e TUDO É NECESSÁRIO ! Sarvam avasyakam !!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora a a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Neste reflexão, Telma discorre sobre a sensação de pertencimento.