domingo, 9 de dezembro de 2018

Advento - Por Telma Jábali Barretto


Advento... Que espécie de advento esperamos ? Vivemos num adaeternum, expectativa de um grande acontecimento, chegada ou fato que nos eleve a algum suposto paraíso...Um grande ser (físico ou espiritual...?!...), um portal, uma iniciação ou qualquer situação mágica que lá, naquele idealizado lá, nos coloque, instantaneamente... do minuto antes para o seguinte, num piscar de olhos... Próximo há 2000 anos atrás assim aconteceu...e, mesmo lá, naquele tempo, muitos não comemoraram como se, também assim, tivesse sido?!... Ainda há quem afirme, hoje, questione mesmo aquela vinda e o que tenha provocado... Igual há cem anos e o mesmo na virada do milênio... E, sim! muito viemos conquistando! Como não perceber e constatar ?!... Ainda que estejamos bem aquém das lições já ouvidas e não, totalmente, assimiladas, seguimos avançando ! 

Nossa humilde teoria (e teorizar costuma ser bem fácil, verbalizar mais... momento atual que, para tudo, temos voz !) passa pelo óbvio: os aparecimentos reveladores abundam ao longo de nossa vidinha, mas, dar sentido a eles, na prática, no pleno exercício rotineiro, exige o que mais tememos: mudança! Primeiro na própria atenção com que olhamos para os fatos, pessoas e nós mesmos... E não que não queiramos, necessário se faz, também, vencer a incrível inércia, piloto automático e zona de conforto para, enxergando, detectando, o campo minado que pisamos, não consintamos numa permanência lerda, pouco decidida, preguiçosa... aí então, só vencido esse primeiro sentimento conhecido (e quanto...) começaremos os diferentes passos. Cuidadosos, receosos e, via de regra, mesmo percebendo aos poucos, oscilaremos entre vícios que nos absorvem, dragam no automático e anseios libertadores a insurgir, despertar, estimular a que vençamos a normose, mesmice... provável, começando a trazer descontentamento. 
A cada dia uma assombração / fantasia a nos alcançar, reconvidando em nova aparição que continuemos investindo naquilo que o advento propiciou de vislumbre...ou, ainda, mostrando outros e diferentes... E, aí está o contínuo e encantador jogo da vida: se, perseverantemente, nos mantivermos, se bem nos conhecermos, onde deliberamos chegar, aprimoraremos a experiência, fazendo valer o insight, iniciação... aprofundaremos e daí mesmo tiraremos a essência, assinando e comprometendo-nos mais... Caso sigamos cada novidade, nunca chegaremos a saborear cada fruto, reconhecendo cada perfume sem nunca tê-los absorvido, assimilado... numa contínua insatisfação, à espera de outro e novo milagre... Re inventar em meio ao conhecido, cobra de nós mais primor, atenção... 
Cansamos facilmente das diferentes teorias porque enquanto não as experimentamos, não as respeitamos... não as retivemos na alma... e, com tal, continuarão sendo bonitas teorias, arquivadas numa memória pouco produtiva, não enriquecida pela magia da vivência. E, em nossa manutenção da segurança, enchendo o peito de confiança, afirmaremos que continuamos na busca... que não desistimos do intento, num passar superficial por inúmeras condições, circunstâncias sem delas beber da fonte... Sem nunca chegar ao âmago ! Desistimos das aparições, encantamentos que outrora nos encantaram ?!...Não !!! Motivaram, mas morrem na praia por falta de retroalimentação, que essa deve acontecer de dentro para fora, inverso do advento propiciador do starter, e, esse, SIM ! já cumpriu sua função: despertar ! Sair, então, do espectador e bem usar o efeito revelador, exige de nós o tal empenho coerente, sem trairmos a aparição, numa denodada conquista de nós, dando espaço para o desabrochar em que o abrir das pétalas de nosso lótus sejam ações conscientes, saindo do processo, puramente ,passivo e buscando encontrar o compasso da dança entre o agir e o fluir, atentar e aquietar... Quanta inovação será necessária a cada etapa, a cada terreno desconhecido desbravado, mergulhando ... com diversas respirações e pulsares, até aqui, estranhos, assenhorando-nos de outros terrenos internos. Aí começamos a desvendar os surgimentos interiores e os chamativos externos que, antes, nos mantinham à expectativa dos acontecimentos fora de nós, parecem bem menos convidativos... Aí e sim!!! a aparição, iniciação, terá, finalmente, cumprido sua função! Que o ano novo venha muito além dos fogos do 31... trazendo, principalmente, beleza e colorido de quem se move numa esperança consolidada nas pequenas conquistas da trajetória, sabendo honrar os próprios propósitos num significativo e continuado alvorecer! Que assim seja... na mas tê!

Telma Jábali Barretto é engenheira civil e também uma experiente astróloga; consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Neste artigo, fala-nos sobre o "advento", sob luzes nunca antes vistas.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Os Kurandeiros + Edy Star - 9/12/2018 - Domingo / 18 Horas - Turnê Toca Raul - Sala Olido - Centro - São Paulo / SP

Os Kurandeiros + Edy Star

9 de dezembro de 2018  -  Domingo  -  18 Horas

Turnê Toca Raul

Sala Olido
Avenida São João, 473
Centro
Estação República do Metrô
São Paulo  -  SP

Entrada Gratuita

Edy Star : Voz

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo

Participações Especiais :
Michel Machado : Percussão
Renata "Tata" Martinelli

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Autobiografia na Música / Atualizações - Patrulha do Espaço - Capítulo 325 - Por Luiz Domingues

Ainda em Curitiba, quando estivemos pouco dias antes, a visar prolongar a nossa viagem para apresentarmo-nos posteriormente em Caçador / SC, havíamos conversado sobre o repertório que faríamos no último show da história da banda, na cidade de São Paulo, em 3 de novembro. Desde o começo dessa turnê, sabíamos, e sem nenhum demérito aos outros espetáculos feitos em outras cidades, incluso dois na própria capital paulista, em maio último (na verdade, três, visto que o show que fizemos para gravar a nossa participação no programa radiofônico, "Live on The Rocks", da Webradio Stay Rock Brazil, houvera sido perante um significativo público, no melhor estilo dos programas de rádio de outrora, perante um auditório lotado), esse derradeiro, em novembro, precisava ter algumas modificações essenciais a promover uma carga emocional condizente com a despedida da banda em sua cidade natal. Especulamos mais músicas da nossa formação Chronophágica, não para impormos a nossa estética em detrimento a outras fases que essa banda passou, mas por sermos a banda base da turnê, portanto nada mais natural para nós três, Luiz; Marcello e Rodrigo, que assim procedesse-se. O Junior não haveria por reclamar disso, protagonista igualmente como nós e a Marta, na qualidade de membro mais nova e a representar as últimas formações da banda, também mostrara-se admiradora confessa de nossa formação e por conseguinte, da obra. E claro, um apanhado bom dos discos clássicos da formação Power Trio com Rolando; Serginho e Dudu. E por fim, planejamos tocar algum material dos primórdios, com Arnaldo Baptista na formação, é claro. Seria imprescindível tocar o material inicial, através do seu "Elo Perdido", o mítico primeiro LP. Bem, em maio, no show que realizamos na dita "Virada Cultural" de São Paulo, fizemos uma versão emocionante da canção : "Sunshine". Essa peça composta pelo Arnaldo, faz parte do primeiro álbum, o "Elo Perdido", de 1977, e tem duplo significado, visto que a regravamos com um arranjo ligeiramente diferente, no CD Chronophagia, que foi o primeiro trabalho da nossa formação, lançado em 2000. E claro que tal canção credenciou-se naturalmente a fazer parte do último show em São Paulo, mas também cogitamos fortemente incluir : "Sexy Sua", igualmente do primeiro álbum com Arnaldo Baptista e muito executada pela nossa formação, em nossos shows entre 1999 e 2004. E além disso tudo, combinamos em executar alguns temas progressivos da nossa formação e nesse caso, "Sendo o Tudo e o Nada", tornou-se quase uma certeza, mas também cogitamos a inclusão de "Terra de Minerais" (CD ".ComPacto", de 2003), e 'Véu do Amanhã", do CD "Missão na Área 13" (de 2004).  
Todavia em tal conversa travada em um quarto de hotel de Curitiba, em 11 de outubro de 2018, eis que o Junior comentou conosco que já havia convidado alguns músicos para participar do show final em São Paulo e que por conta de tais participações, o repertório teria que privilegiar a presença desses convidados. Por exemplo, no caso dos guitarristas, Rubens Gióia e Xando Zupo, a carga emocional pela presença de ambos dar-se-ia pelo fato deles ter feito parte da formação do álbum, "Primus Inter Pares", lançado em 1992. Bem, como já expressei amplamente em minha autobiografia, em capítulos anteriores sobre a Patrulha do Espaço, eu tenho inúmeras restrições a esse trabalho da banda e creio ser enfadonho repetir tudo aqui. Dessa maneira, ao leitor que não acompanhou desde o início desta narrativa, fica o convite para buscar tal argumentação de minha parte, em tais capítulos anteriores, alojados no arquivo do Blog (ou no índice do livro impresso e / ou E-Book). Portanto, a rigor, tal convite obrigar-nos-ia a incluir músicas mais pesadas, versadas pela estética do Hard-Rock oitentista, e no limiar do Heavy-Metal. Pelo lado pessoal e emocional, eu não tive nenhuma restrição, no entanto, pois achei que por esse lado humano, ter Zupo e Gióia a participar, seria bonito para a banda e para eles próprios, como ex-membros da nossa tripulação, por esse aspecto, e além de muito justa a homenagem sob mão dupla, eu comemorei também pelo fato de eu ter uma história particular e longa com ambos, como companheiros que foram em dois trabalhos muito significativos da minha carreira, no caso, respectivamente |: "Pedra" e "A Chave do Sol". Perfeito, tive ambos como colegas em trabalhos tão marcantes; acumulei muitas histórias e sobretudo, gravei três discos com o Rubens e três com o Xando, dos quais, muito orgulho-me como peças artísticas que representam um legado cultural eterno e parte do tesouro acumulado da minha carreira. Então, de antemão, o Junior pediu-nos para providenciar três músicas para dar vazão a estes dois convidados, Duas seriam da fase deles com a Patrulha do Espaço : "Gata", um Hard-Rock que originariamente fora gravada no álbum, "Patrulha' 85", com a presença do astro argentino, o guitarrista, Pappo Napolitano, e regravada por ambos, no LP "Primus Inter Pares", em 1992. A outra, seria : "Serial Killer", um single que nunca teve execução ao vivo, pelo que o próprio Junior recordava-se e a terceira música, uma ideia enfim que achei boa, aliás, ótima. A canção : "Livre Como Você" foi uma parceria entre o Xando Zupo e a Patrulha do Espaço para o seu disco solo, Z-Sides, lançado em 2003. Toda a história dessa parceria e a produção da gravação desse single, está amplamente relatada no capítulo dos "Trabalhos Avulsos", correspondente a tal história e basta o leitor procurar no arquivo do Blog. E por nunca ter tido uma execução ao vivo com a Patrulha, em meio a formação que a gravou (O Xando salienta no entanto que a tocou certa vez com uma banda cover em uma apresentação de casa noturna e com a participação do Marcello Schevano), eis que a ideia do Rolando foi ótima. O Xando relutou um pouco, talvez preferisse tocar mais um tema pesado do LP Primus Inter Pares, mas o fato é que tal canção é muito boa, bem mais amena em termos de sonoridade e mais próxima da nossa realidade chronophágica e não só por tal demanda de ordem estética, mas eu comemorei a sua inclusão, também pelo exotismo em tocarmos e possivelmente gravar para um disco ao vivo, uma canção que fez parte da nossa banda e da nossa formação, mas praticamente manteve-se obscurecida ao grande público, portanto, seria um achado. E assim, absorvemos a ideia de que o repertório não seria o que projetáramos inicialmente e que haveria uma certa aura mais pesada para esse Concerto final e justamente no berço natal da nossa banda...

Continua...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 98 - Por Luiz Domingues

Antes portanto de mais um show na continuidade da turnê, "Toca Raul", com Edy Star, eis que tivemos mais um compromisso regular dos Kurandeiros. O local, um velho conhecido da banda, e posso afirmar sem receio em errar, uma casa que tornara-se um refúgio natural da banda, já de algum tempo, a ocupar o lugar que fora um dia do Magnólia Villa Bar, em termos de ancoragem para a nossa banda. E desta feita, a iniciativa partira da cúpula da Webradio Stay Rock Brazil, pois no domingo posterior, tal emissora realizaria a festa de seu aniversário e entre outras bandas, convidara uma banda de Brasília, chamada : Brazilian Blues Band e a aproveitar a vinda dos colegas brasilienses para São Paulo, quis promover um show extra dessa banda na capital paulista e assim, surgiu o convite para que Os Kurandeiros pudessem dividir a noite com esses artistas oriundos da capital federal.
Uma panorâmica da banda no palco. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Rogério Utrila 

Flagrantes da banda em ação. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Clicks; acervo e cortesia : Cleber Lessa 

Bem, claro que aceitamos de pronto e o mais interessante foi constatar in loco, que mais que ser um prazer tocar no Santa Sede, foi igualmente um prazer atender o convite dos simpáticos amigos da Webradio Stay Rock Brazil e ao longo da noite, o contato com os colegas de Brasília foi dos mais agradáveis, tanto no aspecto social, sob extrema camaradagem e empatia instantânea, quanto pela ótima surpresa da banda ser muito boa e o seu show ter agradado-nos em cheio e quero crer, à todos que estiveram presentes no Santa Sede Rock Bar.
Mais uma foto da banda sob panorâmica no palco. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click : Lara Pap 

O nosso show foi feito com extrema energia. Tocamos poucas releituras e privilegiamos mais o repertório autoral. Teve excelente receptividade do público presente e dessa forma acredito que pudemos esquentar muito bem a plateia para receber a contento os rapazes do Brazilian Blues Band.

A banda de Brasília / DF, "Brazilian Blues Band", em ação na primeira foto. Na segunda, em confraternização final com Os Kurandeiros. Da esquerda para a direita : Stivenson Neves Canavarro; Leonardo Vilela; Marçal Pontes; Kim Kehl; Renato Menez (Webradio Saty Rock Brazil); Carlinhos Machado; Luiz Domingues e Luiz Kaffa. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Foto 1, click de Lara Pap. Foto 2 : Click, acervo e cortesia : Cleber Lessa 

Banda muito boa, gostei da versatilidade e excelente nível técnico de todos os seus instrumentistas e do vocalista. Gostei das suas boas composições, bem compostas e bem arranjadas, e tudo versado pela observação clara em prol de timbres e escola estilística em torno de estética setentista. Apesar de levar o Blues como mote principal, a banda mostra-se eclética e transitou também pelo Rock de uma maneira geral; R'n'B; Soul Music etc. Logo em uma das primeiras canções, com acento meio funkeado a la anos setenta, o guitarrista, Rubens Gióia, meu amigo e velho companheiro d'A Chave do Sol, que estava a assistir comigo na mesma mesa, falou-me, : -"lembra-me o som do Mandrill". De certo que lembrou mesmo, assim como "War"; "Little Feat"; Buddy Miles e outros tantos artistas com essa sonoridade, oriundos bem no início dos anos setenta. Enfim, o Brazilian Blues Band, agradou-nos muito, de certo. Uma surpresa boa, ao executar vários clássicos do Blues brasileiro mais moderno, eis que anunciaram que tocariam : "Má Noite", do repertório do Nasi & Os Irmãos do Blues, e cujo arranjo original dessa releitura com Nasi, foi de sua responsabilidade e que também faz parte do repertório dos Kurandeiros. Inclusive, nós havíamos executado-a naquela mesma noite, durante o nosso set regular. Bem, foi bem bonita versão deles, mais próxima da sonoridade do Nasi e melhor ainda quando tiveram a simpática atitude em convidar o Kim Kehl para cantar junto ao seu vocalista. Momento bonito do show, portanto.
Salve o batuque dos Kurandeiros ! Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click : Lara Pap 

A canção "Má Noite", na interpretação da Brazilian Blues Band de Brasília / DF e a contar com a participação especial de Kim Kehl, no show realizado no Santa Sede Rock Bar de São Paulo. Filmagem : Lara Pap

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=ZFTvl2YcUj4 

Eis que após o término do show dos rapazes, conversamos bastante e a boa impressão inicial só reforçou-se com a constatação de que todos são artistas muito conscientes, com formação muito boa no tocante às suas influências pessoais (o que já ficara patente diante da sua apresentação), mas sobretudo, são ótimos seres humanos. Portanto, foi um prazer total dividir a noite com esses artistas e posso dizer, amigos, doravante.
A artista plástica e artesã, Pat Freire, com Carlinhos Machado, nos bastidores do pós show. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click : Lara Pap
Carlinhos Machado e Marçal Pontes (tecladista da Brazilian Blues Band). Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cleber Lessa
No primeiro plano, Aguinaldo Lerente e Carlinhos Machado. Atrás, sentados, Lara Pap; Ana Cristina Domingues (encoberta) e Kim Kehl. Em pé, intermediário, Kico Stone. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cleber Lessa
Kim Kehl conversa com Renato Menez (Webradio Stay Rock Brazil); e Luiz Kaffa (vocalista da Brazilian Blues Band). Kim Kehl & Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, em 26 de outubro de 2018. Click, acervo e cortesia : Cleber Lessa      

E assim procedeu-se : noite de 26 de outubro de 2018, no Santa Sede Rock Bar de São Paulo, com a prazerosa participação da Brazilian Blues Band, direto de Brasília / DF. Aí sim, o próximo compromisso dos Kurandeiros, dar-se-ia com a continuidade da turnê "Toca Raul", com Edy Star e Michel Machado e mais uma vez em uma Casa de Cultura da prefeitura de São Paulo, localizada em um distante bairro do extremo da zona leste da capital paulista.

Continua...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Autobiografia na Música / Atualizações - Patrulha do Espaço - Capítulo 324 - Por Luiz Domingues

Bem, soubemos que um soundcheck seria inviável, pois o festival estava em pleno curso e programaram-nos para tocar no horário de uma hora da manhã. Portanto, cerca de dezesseis horas apenas, quando chegamos à cidade, o jeito foi repousar no hotel e nem daria para pensar em conhecer a cidade, visto que chovia e fazia um frio considerável. Pois muito bem, foi o que fizemos. E no horário combinado, cerca de meia noite, lá estava a comitiva reunida dentro da Van e mediante GPS, fomos ao local do show, que mostrou-se um clube mediante pequena proporção, encravado em um mini bosque charmoso, apesar da condição atmosférica não mostrar-se nada favorável naquele instante, para uma melhor avaliação in loco. A experiente produtora, Manu Santana, que estava conosco na condição de convidada, no entanto, tomou a dianteira para facilitar a nossa logística ali e foi providencial contar com a sua força de trabalho eficaz. Chegamos perto ao local e de fato havia muitos jovens a circular pelo local e assim que descemos e fomos em direção ao camarim, eis que cercaram-nos e eu culminei em desgarrar-me da comitiva, momentaneamente, quando fui bastante assediado para tirar fotos e ouvir elogios rasgados ao trabalho e o quanto estavam contentes por estarmos ali. Ora, como não ficar gratificado em exercer na prática, aquela máxima preconizada pelo grande, Milton Nascimento ? Pois é, o artista tem que estar aonde o povo está... 
A aguardar o início do show, enquanto os preparativos da troca de set up da banda anterior para a nossa fosse concluída, Algum fã sinaliza-me. Patrulha do Espaço no Festival Hunterstock, na Arena Mix de caçador / SC em 13 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cristiano Rocha Affonso Costa

Fui o mais simpático possível; tirei fotos; conversei, mas se não tomasse uma atitude, ficaria retido ali e então, tive que pedir licença e procurar o camarim. Não era um clube com grandes dependências, mas essa dispersão deixou-me sem orientação momentânea. Errei o caminho em princípio e senti-me como um componente da banda fictícia / humorística, "Spinal Tap" a procurar o camarim em meio ao público, mas eis que logo o descobri. Bem, o improviso gerado pela mudança de endereço, ficara visível, pois era para ter sido um festival com grande proporção, mas ali naquele pequeno clube, o bastidor bem mais modesto, fez-me recordar dos anos noventa, quando eu toquei no Pitbulls on Crack e enfrentei diversas maratonas assim, com muitas bandas a apresentar-se em clubes de média proporção. Tudo bem, foi pela força das circunstâncias, não fiquei incomodado. As pessoas responsáveis pela produção do festival, mostraram-se solícitas e esforçaram-se para proporcionar-nos o máximo de conforto e suporte, que foi possível. Uma constatação apenas desagradável, assim que chegamos ao ambiente, uma banda tocava covers. Enquanto aguardamos a nossa vez, outra apresentou-se a tocar covers e assim que encerramos, outra entrou no palco e ... mais covers internacionais. Ora, tudo bem, eram bons músicos a executar covers oriundos do cancioneiro do Rock setentista em predominância, ou seja, era sempre agradável ouvir Led Zeppelin e contemporâneos dessa estirpe, mas alto lá : em casa, a ouvir os discos dos artistas originais, não é mesmo ? Um festival com tantas bandas, a conter uma banda da tradição da Patrulha do Espaço e outras com razoável fama (Carlos Daffé; Os Replicantes; Brasil Papaya...) e um monte de bandas sem uma única música autoral sequer, no seu set list ? Fiquei desapontado com tal predisposição do festival, ainda mais ao saber que este contava com o apoio público estadual e federal, ou seja, o fomento à cultura não sendo melhor aproveitado. E falta de artistas locais bons, não foi. Espalhados por Santa Catarina, eram / são muitos, e só para citar alguns poucos dessa ocasião : Epopeia; Os Depira; Das Aranha, o guitarrista, Pevê etc. Nada contra os garotos que tocaram, mas um festival deveria existir para dar espaço para artistas mostrar o seu trabalho autoral e não ambiente para baladas, ainda que o set list proposto, fosse agradável aos meus ouvidos Rockers e vintage.
Flagrantes do nosso show. Patrulha do Espaço no Festival Hunterstock, na Arena Mix de caçador / SC em 13 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cristiano Rocha Affonso Costa

Bem, sem soundcheck, mas a contar com a boa vontade da equipe responsável pelo som, e o providencial apoio do amigo, Cristiano, tudo foi montado com relativa rapidez e eficácia. Em poucos minutos, iniciamos o nosso show e este transcorreu com muita energia. Não havia uma super multidão como fora projetada pelos idealizadores do festival, mas quem estava ali, vibrou muito e houve uma comovente interação de um grande contingente que aglomerou-se em frente ao palco e cantou todas as músicas com todo o vigor de seus respectivos pulmões. Chegamos a ficar impressionados e mais ainda por constatarmos que eram bem jovens, com a aparência em ter nascido bem depois da fundação da nossa banda, quiçá fossem crianças quando vivemos a formação chronophágica da nossa formação.  
Mais flagrantes do show. Patrulha do Espaço no Festival Hunterstock, na Arena Mix de caçador / SC em 13 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cristiano Rocha Affonso Costa

Fomos a tocar com essa resposta sensacional; teve boa margem para improvisos; interação com a plateia, com distribuição de alguns brindes da parte da banda e todo mundo ficou feliz ali. No palco, o som estava compactado. Não foi uma monitoração dos sonhos, mas o técnico deu o seu melhor ali, ao mostrar-se solícito às nossa reivindicações. Teve uma pressão boa e no meu caso, toquei em um amplificador exótico cujo nome nem recordo-me. Não era "handmade", tampouco alguma marca e modelo clássico que fosse facilmente identificado, entretanto, apesar desse exotismo todo, eu consegui extrair peso e timbre, portanto, fiquei satisfeito. E o Rodrigo, apesar de ter à sua disposição um amplificador de segunda linha, tirou um som espetacular, o que despertou até comentários de outros músicos ali presentes. De fato, ele foi feliz no ajuste, pois que em via de regra é difícil tirar som de um combo Marshall Valvestate. Missão cumprida em Caçador / SC, encerramos com comoção e pedido de bis. Foi uma ovação e ficamos contentes, certamente.
Missão cumprida, uma das últimas dessa nave ave... Patrulha do Espaço no Festival Hunterstock, na Arena Mix de caçador / SC em 13 de outubro de 2018. Click; acervo e cortesia : Cristiano Rocha Affonso Costa
 
Voltamos para o hotel, extenuados. Apesar do conforto da Van e da direção ultra segura da parte do motorista, Mauro, a verdade foi que a viagem cansara-nos. Bem, descansamos bem e no domingo por volta de onze horas da manhã, pusemo-nos a circular rumo a Curitiba / PR. Nesta altura, eu e Rodrigo já sabíamos que não voltaríamos através de avião para São Paulo e já estávamos conformados com a ideia de viajarmos no uso de um ônibus de linha. Mas quando vimos a opção mais próxima para ônibus leito, só disponível para a alta madrugada de segunda-feira, decidimos enfrentar o ônibus tradicional. Despedimo-nos dos amigos e dito e feito : com chuva e bastante frio na rodoviária de Curitiba, eis que entramos no bólido das 19 horas e assim, cansados, mas com vontade acentuada para voltar logo para a casa, foi por volta de 1:30 da manhã que entrei em minha residência, enfim, e senti-me feliz por ter cumprido mais uma etapa nesse esforço final para que essa banda repousasse no hangar, definitivamente. Próxima parada : Sesc Belenzinho, em São Paulo City, o último show na terra natal dessa banda...
Nos bastidores do pós Show : Luiz Domingues; Cristiano Rocha Affonso Costa e Marta Benévolo. Patrulha do Espaço no Festival Hunterstock, na Arena Mix de caçador / SC em 13 de outubro de 2018. Acervo e cortesia : Cristiano Rocha Affonso Costa. Click : Lorena Rocha Affonso Costa

Continua...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 97 - Por Luiz Domingues

Além de realizar mais um show dos Kurandeiros, o que sempre foi um prazer, por si só, eis que o nosso próximo compromisso seria mais um da turnê que iniciáramos em setembro, em conjunto com Edy Star e reforçados pelo ótimo percussionista, Michel Machado, a homenagear, Raul Seixas. Desta feita, visitaríamos a Casa de Cultura Hip Hop Leste, no bairro de Cidade Tiradentes, um logradouro longínquo do extremo da zona leste da capital paulista. 
Fui o primeiro a chegar ao equipamento cultural citado, após uma longa jornada e não sem antes estabelecer um estudo prévio mediante o Google Map, pois eu achava que o ponto mais longínquo da zona leste que eu atingira em minha vida, teria sido o bairro de São Mateus, por conta de tantas vezes em que busquei ou levei o motorista, Walter "Alemão", que ali morava, e no tempo em que este senhor servira a Patrulha do Espaço, entre 2002 e 2004. Entretanto, quando vi que o bairro da Cidade Tiradentes posicionava-se muito além de São Mateus, realmente tive que preparar-me bem, mediante indicações e sobretudo, no dia, ter muita paciência em enfrentar o longo percurso, sem familiaridade alguma com o ambiente e também pelo tráfego intenso, mesmo em um sábado vespertino. Dei sorte no entanto, pois sabia que o endereço dessa Casa de Cultura ficava muito próximo do terminal de ônibus desse bairro e assim, quando passei por São Mateus e fitei o enorme fluxo de ônibus a seguir por uma avenida, não preocupei-me mais em seguir as minhas anotações, e simplesmente segui os bólidos. Pois bem, eis que o terminal surgiu, após uma longa jornada e de fato, logo adentrei a rua que eu procurava, no entanto, o número indicado, simplesmente não existia. Parei e pedi informação em alguns estabelecimentos comerciais e ninguém nunca ouvira falar da Casa de Cultura Hip Hop Leste, contudo, não senti-me desamparado por tal manifestação coletiva em sinal de desconhecimento, mas apenas tive a certeza que por ser a rua em questão, o local devia estar ali em algum lugar, mesmo com a numeração errada, mas ao mesmo tempo, fiquei entristecido por verificar que tal desconhecimento popular revelara-me a falta de apreço pelo equipamento cultural disponibilizado pelo poder público, da parte dos moradores do bairro. Entrei no carro e pus-me a procurar o local, cônscio de que estava perto e aí, ao passar de novo pelo enorme terminal de ônibus já citado, eis que vejo um pequeno largo acoplado ao terminal e pergunto a um guardador de carros, onde ficava o espaço e o rapaz falou-me que não fazia a menor ideia. Contudo, a memória visual do mapa que eu analisara, ocorreu-me e o espaço estava ali, cerca de trinta metros de onde o rapaz alegara não conhecê-lo. Bem, falta de interesse por cultura a parte, o fato é que a sinalização do local mostrou-se bem tímida. Uma faixa improvisada no portão principal foi a única certeza que eu tive, mas sem vacilar, entrei no espaço e constatei tratar-se de um micro sítio encravado em pleno terminal de ônibus da Cidade Tiradentes, bairro super populoso da zona leste de São Paulo. 
Flagrantes da apresentação. Kim Kehl & Os Kurandeiros + Edy Star na Turnê "Toca Raul". Casa de Cultura Hip Hop Leste. Bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo / SP. 20 de outubro de 2018. Acervo e cortesia de Edy Star. Click : Celso

Aí veio a parte boa da experiência em rodar tanto. Assim como houvera ocorrido no show anterior, na Casa de Cultura M'Boi Mirim, no extremo da zona sul de São Paulo, todo o pessoal da Casa de Cultura Hip Hop Leste recebeu-me com uma simpatia tremenda. Uma ativista da casa, por exemplo, logo mostrou-me as dependências e apresentou-me ao coordenador do espaço, além de abrir o camarim que ocuparíamos, porém não sem antes trazer-me um ótimo café, feito na hora. Fui ao salão onde tocaríamos e constatei que um filme infantojuvenil estava a ser exibido sob um telão e havia poucas crianças acompanhadas de seus pais a assisti-lo. Mas antes disso, uma trupe de circo havia feito uma apresentação. De fato, assim que estacionei, notei que tais artistas estavam a guardar o seu material em seus carros particulares e assim a articular a sua partida do local. Rapidamente, em conversa com o segurança da Guarda Municipal  que ali está de prontidão, fui informado que existia um projeto de ensino de agricultura doméstica, mediante uma pequena horta comunitária. E também uma casa em anexo que servia como biblioteca. Na casa central, eram muitos os cursos oferecidos, com oficinas de artes plásticas; literatura; teatro; dança; música e informática. Continha também atividades lúdicas para crianças e para a terceira idade. Sou informado também que aquele pequenino sítio, o mini bosque e as duas casas, foram preservados propositalmente, pois a área toda fora uma fazenda cafeeira, no século XIX. Bem, fiquei bastante impressionado com tudo o que presenciei e ouvi da parte das pessoas que ali trabalhavam. Haveria uma atração musical antes de nós.
Mais flagrantes de nosso show. Kim Kehl & Os Kurandeiros + Edy Star na Turnê "Toca Raul". Casa de Cultura Hip Hop Leste. Bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo / SP. 20 de outubro de 2018. Clicks; acervo e cortesia da equipe da Casa de Cultura Hip Hop Leste

Vi no programa oficial da Casa, tratar-se de um cantor chamado, Diego Moraes. Confesso, não o conhecia anteriormente e torci para que fosse um artista com qualidade, não só para eu apreciar, mas para abrilhantar a noite. Logo em seguir, vejo uma van entrar no espaço e a seguir, descer de seu interior uma trupe formada por artistas e roadies. Era Diego e sua banda a descarregar o seu equipamento e iniciar lentamente o soundcheck no salão de apresentações. De imediato, intuí que seria um som sob qualidade perpetrado por tal cantor e sua banda, pela aura da banda e educação com a qual cumprimentaram-me. Enfim, já simpatizei, antes mesmo de ouvir o trabalho. Eis que chega à casa, Edy Star, acompanhado de um amigo seu que forneceu-lhe a carona, um produtor musical chamado, Celso. Cerca de meia hora depois, vejo Lara Pap e Kim Kehl a estacionar o seu automóvel no mesmo local onde eu perguntara a um guardador de autos da rua, onde ficava o espaço e ele respondera-me que não o conhecia. Fui até bem perto e chamei por ambos, para sinalizar que era ali e que poderiam estacionar o seu carro dentro do complexo. Carlinhos Machado chegou a seguir e por fim, o percussionista, Michel Machado. 
Nesta altura, o som de Diego Moraes & banda já estava em curso. Sonoridade híbrida, com forte influência retrô, mas com algumas timbragens e referências modernas, pareceu-me uma MPB contemporânea, mas muito robusta, com fortes doses de Soul Music; Blues; Jazz e ritmos brasileiros no seu bojo. Eu (e todos, incluso, Edy Star), fiquei / ficamos impressionados pela qualidade das canções, arranjos e performance ao vivo. Cantor com muita qualidade técnica, Diego também era / é um performático artista no palco. E o seu visual, mediante um figurino ultra anos setenta e no uso de uma cabeleira Black Power imensa, não deixou-me dúvida que mostrara-se fortemente influenciado por música de qualidade. E a banda, ótima, gostei muito. Uma formação exótica pela ausência de um baixista, pois o seu tecladista supriu os graves com a sua mão direita e o uso de samplers modernos a imitar a sonoridade tradicional de um baixo, apresentou também : bateria; guitarra e dois sopristas, um trombone e um saxofonista. De fato o tecladista supriu a necessidade de uma massa com frequências graves, mas um baixista de ofício na banda, encorparia ainda melhor, mesmo por que, com esse forte aceno para a Soul Music que o som dele exibiu, um bom baixista a "swingar" forte, cairia como uma luva no trabalho e para quem acha que "suprir" grave é a única função do baixo em uma banda, tenho a convicção de que é um ledo engano essa avaliação. Bem, apreciamos, aplaudimos e apoiamos a exibição de Diego Moraes & Banda, mas a constatação de haver menos de dez pessoas a assistir um show tão bom, além de ser frustrante para o artista no palco, em via de regra, acendeu uma luz amarela para nós, visto que a perspectiva não seria melhorar tal contingente, apesar da maior fama e tradição do Edy Star e sobretudo pelo apelo mais popular do nosso show, a evocar Raul Seixas.
Michel Machado e Luiz Domingues na primeira foto e Kim Kehl & Carlinhos Machado, na segunda. Kim Kehl & Os Kurandeiros + Edy Star na Turnê "Toca Raul". Casa de Cultura Hip Hop Leste. Bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo / SP. 20 de outubro de 2018. Clicks, acervo e cortesia da equipe da Casa de Cultura Hip Hop Leste

Então, o pessoal de Diego Moraes liberou o palco e nós rapidamente montamos o nosso backline e empreendemos um soundcheck bem simples. O público de fato não melhorou, mas nós fizemos o show normal, sem nenhum prejuízo à performance. Inclusive, foi mais firme do que o show anterior em M'Boi Mirim, fator inclusive que o percussionista, Michel Machado salientou-me ao término de nossa apresentação. Verdade, a tendência doravante seria a segurança total, para os próximos e em novembro e dezembro, teríamos muitos. Foi um show feito com bastante segurança e onde o Edy brincou muito com os poucos que ali tiveram a boa ideia em passar sessenta minutos de um sábado a ouvir-nos. Os Kavernistas; Raul Seixas e o próprio Edy foram bem homenageados, e até mesmo os Kurandeiros, certamente. O equipamento disponibilizado deu conta, o nosso backline era bom, mas o salão mostrou-se inadequado, certamente. Sujeito a uma forte reverberação e ainda por cima com pouca gente presente, é claro que tivemos que observar dinâmica acima do normal e mesmo assim, o som não ficou cristalino. Paciência, foi o melhor que pudemos fazer e o técnico local teve boa vontade em colaborar.
Uma panorâmica da banda no palco. Kim Kehl & Os Kurandeiros + Edy Star na Turnê "Toca Raul". Casa de Cultura Hip Hop Leste. Bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo / SP. 20 de outubro de 2018.  Click; acervo e cortesia da equipe da Casa de Cultura Hip Hop Leste 

"Rock'n Roll é Fodaço" (Zeca Baleiro / Edy Star), ao vivo na casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=kyv6URHvwWk


"Rockixe" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=PkPQgsUcL7Y

"Pro Raul" (Kim Kehl / Osvaldo Vecchione), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=O7xOJm_nSD8

"Rua Augusta" (Hervê Cordovil) / "O Bom" (Eduardo Araújo), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube
https://www.youtube.com/watch?v=rONc08gIJEM

"Sociedade Alternativa" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=MYHLUhd2RmY

"Sessão das Dez" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste do bairro Cidade Tiradentes em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=G7Tf3ccmDMM

"Toca Raul" (Zeca Baleiro) / "Como Vovó Já Dizia" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste, no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo, em 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=NLx1RW_cpo0

"Metamorfose Ambulante" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=JxtQgUNy7KM

"Rock das Aranhas" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste, no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=w-sHLgC-gZE

"Al Capone" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste, no bairro Cidade Tiradentes, em São Paulo, no dia 20de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=IL36UldhSKQ


Solo final em "Sociedade Alternativa" (Raul Seixas), ao vivo na Casa de Cultura Hip Hop Leste, em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :




Melhores momentos do show completo na Casa de Cultura Hip Hop Leste, em São Paulo, no dia 20 de outubro de 2018. Com Edy Star e Michel Machado.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=O7xOJm_nSD8&t=147s 

Quase dez da noite e já estávamos a deixar a simpática Casa de Cultura Hip Hop Leste. Sem aplicativos ou GPS, não tive alternativa a não ser seguir a orientação do carro de Lara Pap e Kim Kehl, que segui e como eles costumavam obedecer fielmente o que o aplicativo indicava-lhes, foi um caminho permeado por passagens por ruas estreitas e escuras, até atingirmos uma avenida larga e fartamente sinalizada, caso da Avenida Jacú-Pêssego e dali até atingir um ponto da própria zona leste, onde eu tivesse uma mínima familiaridade visual, foram muitos Kms percorridos. Eis que vejo uma placa a indicar um caminho que levaria para alguma parte do bairro da Penha, mas daí a atravessar os demais bairros menos periféricos da zona leste e finalmente vislumbrar o centro da capital e uma saída para a zona sul, realmente demorou. Portanto, a constatação, aliás, duas : 

1) São Paulo é muito maior do que aparenta ser na teoria de sua dimensão geográfica e;

2) Uma Casa de Cultura encravada em um bairro tão longínquo e carente; administrada por pessoas que tem o idealismo em torno do seu ativismo, com tanta predisposição, e a apresentar tantas opções ricas em suas atividades, e tudo absolutamente gratuito, realmente não merece ter tão pouco apoio da comunidade que a cerca e pela qual, foi fundada.
Da esquerda para a direita : Kim Kehl; Carlinhos Machado; Edy Star; Michel Machado na percussão (encoberto) e Luiz Domingues, só pelo detalhe do baixo. Kim Kehl & Os Kurandeiros + Edy Star na Turnê "Toca Raul". Casa de Cultura Hip Hop Leste. Bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo / SP. 20 de outubro de 2018.

E ao chegar em casa, faço uma rápida pesquisa no Google e descubro que Diego Moraes está na luta, como nós. Tem muitos vídeos no You Tube; apresenta-se onde é possível, tem apoio moderado de pequenos programas de internet e já tentou a fama em programa de calouros na TV, desses que dizem revelar cantores para o mundo mainstream, mas que na prática só proporciona-lhes a fama efêmera. Enfim, é mais um bom artista que merecia um espaço melhor, mas está aí no limbo do underground. Que tenha boa sorte nessa luta, que eu sei bem, é muito árdua, para não dizer inglória, ante as adversidades. Bem, o próximo show dessa turnê com Edy Star, seria dali a quinze dias, e a ser realizado em uma outra Casa de Cultura de um bairro distante da zona leste, mas antes disso, estava programado mais um show regular dos Kurandeiros em sua rotina, extra "Turnê Toca Raul".

Continua...