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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Atalho, saídas... - Por Telma Jábali Barretto

Muitas vezes buscamos, outros acontecem e sempre cobram de nós flexibilização, alguma cintura já que representam caminhos que fogem ao usual, os conhecidos e pavimentados. Às vezes somos surpreendidos por desvios de rotas inimagináveis que viram rota de incríveis descobertas, desafiando... ou mesmo ao contrário, grata surpresa de trajetos facilitadores. 

Como não perceber como a vida brinca conosco, nesse jogo de tirar o chão, quebrar e desarmar planos tão bem organizados, quantos até milimetricamente projetados que desabam bem à nossa frente e... lá vamos ou estamos nós diante situações em praias desconhecidas, inóspitas ou encantadoras, só absorvendo o impacto e buscando amortecedores interiores para bem ou espantados, decepcionados ou pagando para ver como administraremos o estrago ou aventura. 

Fato é que cada qual tem lá seus próprios processos internos tendo seus porquês de, às vezes, buscar tais atalhos e mesmo e até de como responder aqueles armadilhas da vidinha. Quando buscados, sempre entendendo as nossas escolhas são mais ou possam ser mais chamativas e sedutores formas de por ali transitar para chegar onde queiramos e, muitas vezes quando assim, mais difícil de absorvermos as peças da quebra delas advindas naturalmente pelo jogo da andança. 

Qualquer que seja a maneira que sejamos convidados, obrigados ou surpreendidos por tais saídas da tal rota principal, sempre maneira por onde aprendemos e abrimos olhar para perspectivas inusitadas e nem sempre buscadas deliberadamente e, por isso mesmo, testam nossos neurônios, caraminholas e interrogatórios que fluirão de dentro para fora e o inverso idem que, dependendo de quem somos, floresceremos, oxigenaremos e voaremos por ares respirando novas fragrâncias felizes onde chegarmos. 

Outros se rebelarão, fazendo do impacto movimento de rebeldia, confronto e dores levando até patologias, assim como outros viverão com um tipo de resignação, paralisação levando a inércia pouco confiante, desconfiando de tudo e todos pela vida daí em diante... e tantos outros e quantas possam ser formas e respostas a nos impactar.

Afinal somos únicos ... nesse caminho do aqui estar sempre foi, parece ser e será a didática dessa partida evolutiva a que somos submetidos e cabe a nós ser peças, as vezes cérebro, as vezes o próprio jogo e também o jogador entendendo que esse descortinar de horizontes tem meios infinitos, eternos, criativos que, sempre promotores de aberturas de portas e fechar de outras, testar perseverança misturando perdas e ganhos sempre num intuito desbravador qualquer que seja a vestimenta, roupagem que aqui chegarmos deixando a certeza de um caleidoscópio de experiências, consciente ou inconscientemente aceito. Abracemos como pudermos, saibamos e... aprendermos, apreendermos!!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga

sábado, 12 de agosto de 2023

Oportunidade - Por Telma Jábali Barretto

Normalmente olhamos para elas quando parecem, impactam, de maneira mais efetiva, quase sempre deixando de valorizar aquelas corriqueiras e menores e, essas, quão abundantes são. Nossa atenção ou... não atenção, mecanismo dispersivo ou até ansioso, nostálgico, enfatuado ou em contínuas expectativas, pouco observa o tal presente, o agora. 

Vemos lembretes, textos e mensagens muitos sobre o assunto mas, fato é que, pouco atentamos, reverenciamos e cuidamos dele com a devida importância de quem é alertado que é no dia a dia, na sagrada rotina que construímos as mesmas e tais memórias que, muitas de forma saudosa, depois de tempos idos e até questionamos como deixamos escapar no vão dos dedos aquela boa época que não mais volta... ?!.. 

Todos os dias temos inúmeras chances, se mais observadores formos, respeitando a pequenas escolhas necessárias no cotidiano e pudermos transformar em boas oportunidades hábitos passageiros, trocas de agendas, conversas corriqueiras e até compromissos da vidinha, ampliando e mudando nosso olhar, foco, se, real e simplesmente, estivermos “presentes”, naquele valorizado e continuado agora, elegendo a cada um deles como significativo. 

Às vezes esperamos aquela comemoração, viagem ou encontro e... viemos vivendo antes numa espera alimentadora dele que, parece precisamos rotular, designar situações “lá” e... não poucas vezes, enquanto festejamos pouco ali ‘estamos’, nos dias atuais até muito preocupados mais em registrar e documentar, compartilhar do que experimentar, sentir, mergulhar e viver aquele desejado então agora, finalmente acontecendo e ... Não tem melhor registro do que aquilo vivenciado quando inteiros ali e, esses ficam conosco ecoando emoções, sensações boas ou... nas doloridas demandando trabalho nosso para sua transposição. 

Às vezes, seguimos para a próxima agenda futura que nos entreterá novamente e... ?! ... desperdiçando tantos agoras tranquilos, fugazes mas apaziguadores ou sustentadores de tantos empenhos continuados que nos mantêm em curso, fortalecendo a trajetória, muitas vezes desafiadora. Que, mais passado nas imagens, estejam vivas dentro de nós cenas, falas, aprendizados e resultados que sabemos quais momentos e marcos fizeram em meio a importantes, pequenos e/ou passageiros instantes definiram e nos trouxeram a esse hoje, buscando, lembrando, alertando-nos e atentos a isso, dar outro colorido às rotinas que envolvem o contexto maior de nossa jornada. A oportunidade é sempre agora e todo dia... vivamos!!!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 10 de junho de 2023

Presente - Por Telma Jábali Barretto

Presente, agora e ... oportunidade! Palavras, textos e ditados que, mesmo ditas sempre, corriqueiras do linguajar, muitas vezes, caem, ecoam e ainda que familiares e bastante comuns, são de verdade pouca ouvidas e valorizadas pela maioria de nós. Ouvimos e não escutamos, reconhecemos mas não ‘conhecemos’, não sabemos aquilo que de fato exprimem ou... deixamos numa espécie molho, conserva, estranho marasmo de já sendo ‘familiares’ e aquilo que mais convida, mais e muito mais atualmente, são as novidades ou o vir a ser, que mora no depois aguardado, num ‘futuro feliz’ que passamos impunes, a margem de cada agora. Existem e sim! falas de apologia ao viver num agora enaltecido que, muitas vezes vem recheado folclores, alusões também fugidias e pouco apoiadas. 

Claro que esse nosso entender pode ser contraposto e por vários caminhos mas e sim... de nossa perspectiva temos algum motivo para assim pensar, assim e igual, sabemos, imaginamos, para que os demais e suas argumentações. Muitas são as ansiedades, expectativas, anseios e empenhos que tiram sono, levam as terapias, medicação, pré ocupação e mais uma infinidade de fatos constatáveis, geradores de nossas convivências em meio a essas nossas e demais realidades que estamos mergulhados e cercados. 

Nosso também olhar teima em reconhecer nesse jogo que submersos vivemos que há algo interessante de analisar, perceber, sentir movendo essa maneira apreensiva de estarmos com o não desperdiçar oportunidades, acontecimentos que, quase sempre beiram a uma estranha urgência, um tipo de perdeu, passou, deixar escapar e não confiar que a mágica da vida permanece atenta, alerta e traz com incrível prontidão, num vai e vem de maré onde lição não aprendida, certamente, volta, volta, volta e volta... até que tenhamos dessa ou daquela forma absorvida a matéria por ela proposta, ainda que vista com outra e as mais inusitadas formas de fazer sua didática infalível conosco. 

Temos uma interessante arrogância de comando que, também e aí, gostamos de refletir, buscar interpretar e decodificar essas linguagens de aprendizado a que estamos submetidos, quer saibamos ou não...?!... que constatando que crescemos em pensar e analisar, buscar dirigir e conduzir nossa novela e como não perceber patamares novos de consciência, auto- com- ciência acessando e ainda tomando posse desse igual alcance vivemos margeando entre o quanto já podemos e... o quanto ainda nos falta conhecer, entender, vislumbrar nessa sempre surpreendente, criativa e convidativa magia do existir entre o micro e macrocosmo, o aprender, apreender e ser apreendido, entre ser aluno e mestre, ser submetido e submeter, entre a humildade e o poder, entre o ser finito e Eterno num perene vir a ser e... Agora, presente, PRESENTE!!! Seguimos e... em curso!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Rótulos - Por Telma Jábali Barretto

Como gostamos deles né? Vestidos dos mais diversos jeitos e por tantos caminhos. ‘Facilitam’ a identificação para muitos de nós buscando ser rápidos para categorizar, quase sempre e também, colocar nas nossas caixinhas igualmente rotuladas. Olhar a cada um tal como se apresente com as informações que traga sobre si, seja em seus maneirismos, linguagens que são muitas e até como pela própria autodefinição e ser capaz de ouvir e deixar que suas mensagens possam ir forjando quem aquele ser será para nós não costuma ser tarefa fácil. 

Também e necessário que saibamos que, como nós, estamos em processo... conscientes ou não das mudanças que a vida propõe, buscadas, desejadas ou mesmo muitas e tantas outras trazidas sem consulta prévia ou anuência nossa mas, por um contexto da didática do próprio curso dos fatos e circunstâncias já resultante de anteriores posicionamentos... e, por consequência, plagiando a conhecida frase que diz que ‘o rio não é o mesmo’ quando passando por ele logo após, como nós, complexos seres humanos seríamos iguais infinitamente?!...

Ainda e assim, preferimos dar lugares, cargos, funções e denominações de forma prévia e estabelecida por nossas classificações, denominações e critérios ‘agilizando’ a comunicação permitindo dessa forma com mesma rapidez possamos responder ao contato sem grandes interações de aprendizado de ambas as partes. Essa permissão continuada em todas as nossas trocas acaba caracterizando uma maneira imediatista e mecânica, onde não estamos nunca funcionando no presente, não respeitando quem somos a cada aqui e agora e menos, bem menos ainda diante de quem estamos. Algo de não valorizar o que os processos sigam promovendo em nós, nos demais e no próprio contexto que nos cerca que reage, reverbera e cria incríveis e diferentes inovações em seu fluir. 

Quanto mais rico seria o viver se as atenções não fossem tão fugazes, mais que isso, viciadas e empobrecidas pela nossa preguiça da escuta, da percepção, de olhar aberto e atento a cada aqui e agora afrontando essa maneira acomodada de ser e estar com tudo e todos que nos cercam. Quão mais intenso e maior o evoluir, o acessar patamares verdadeiramente de consciência oxigenados, inovadores que aboliriam uma enormidade de doenças, síndromes, traumas que acometem essa humanidade em meio a tantos de alertas, sinais e alarmes... 

Somos postos frente a frente, quase sempre, quando fatos ou situações bastante inusitadas (doloridas e/ou incomuns) chegam a nós e, rapidamente, acostumamos e já saímos dessa constatação após colocarmos na sua devida caixinha e... finalmente, voltamos à nossa normalidade tão estimada e... idem e novamente, não digerimos, assimilamos seguindo e, consequentemente, nada mudamos, nada crescemos, nada aprendemos e nada e também nada mesmo apreendemos!!! 

Rotulamos, encaixamos e fechamos mais uma vez assunto, pessoa... Sabemos que a vida, Vida, os Planos Maiores, Deus, chamemos como quisermos a essa força, essa chama não desiste de nós e seguirá paciente, Paz Ciente, cutucando, estimulando e convidando até que despertemos e reverenciemos tudo e todos com olhar mais aprendiz, discípulo, iniciante e iniciado!!!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 8 de outubro de 2022

Perspectivas e Horizontes - Por Telma Jábali Barretto

Quais costumam ser esses sonhos fazem aliviar e acalmar seu coração? A depender de características naturais de personalidade, aí aparecem vestidos das mais diversas formas seguindo por muito tempo em nossa vida afora...

Levados a transformações que o curso do amadurecimento vai sutilizando, endurecendo, aperfeiçoando e... tanto mais, revestindo do quanto permitimos ou, mesmo e até, quebras reveladoras, nem sempre desejadas, onde circunstâncias se impõem enterrando paradigmas e abrindo nortes nunca antes pensados. Quase sempre a forma como aqui desembarcamos, carrega de marcas significativas onde muitas expectativas ali germinam, pulsam permanecem como sementes latentes. 

Esperas de milagres, salvadores, com efeitos multicoloridos e arrebatadores alimentados, já em outras situações tais efeitos surreais nem fazem parte de encantos e a jornada, para alguns, forjada só e simples...?!... vem da própria autorrevelação, construída e elaborada num passo a passo de conquistas valorizadas a cada etapa, dando espaço que, outras e, outras tantas mais sigam em sequência em sonhos homeopáticos, transmutados lenta e seguramente. 

Aqueles também existem a didática do existir se apresenta abrupta, em rompantes que devem ser absorvidos pelo próprio instinto de sobrevivência, seja físico ou até psicológico, amansam, acalmam gênios e humores ou trazem à superfície bravuras no seu melhor e pior sentido... de onde submergem processos adormecidos, amortecidos prontos para vir à tona e pedem cura, paciência em si e naqueles com quais convive. 

Fato é que carregamos marcas, no corpo e mais além, na alma, recém elaboradas ou longinquamente cravadas, deixando cicatrizes abençoadas (aquelas que honramos ter acontecido) ou aquelas que ainda sangram, pedem curativos e não somente remédios, que aliviem mas não sanam... 

A forma como acostumamos buscar saídas e refrigério definem quanto de cura ou somente alívio rápido, que apazigue a dor e poupe das transformações que fugimos, insistindo numa espera da mágica de fora para dentro, prospectando sempre romantismos pouco maduros e, aí e sim, salvadores do desconforto, aflição, ausência de paz que a vida, Vida, segue confiando, acreditando, estimulando para que percebamos dentro de nós o manancial de horizontes, possibilidades, sempre ali, perene e seguras capazes de não só curar, sendo fonte, ali mesmo e também, a sempre base primeira da confiança e coragem, equilíbrio e serenidade, necessários para um existir em plenitude se rompida essa semente, no cerne do próprio existir onde as perspectivas e horizontes são caminhos e não mais esperas, são nossos passos e não mais expectativas, são, então, vitoriosamente, o florescimento! JAYA!!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Pessoas... - Por Telma Jábali Barretto

Cada um de nós abriga um universo de conteúdos, informações e experiências com nossas novelas, trajetórias carregadas dos caminhos trilhados. Somos livros ambulantes, bem vivos, recheados das dores transpostas, desafios com vitórias e derrotas envolvidos das muitas emoções, aprendizados que vêm vestidos de conquistas enaltecidas antes, assim, e perdas reconhecidas só depois, às vezes bem depois, como os verdadeiros ganhos... Jogo natural da Vida! ... ... por essas percepções acumuladas no andar, sentir, trocas de lugares marcados e motivações novas que antes incomuns, em meio a revelações e quebras vamos escrevendo, parágrafo a parágrafo, saídos alguns numa rapidez da luz, reveladores e outros arrastados, lentos, lerdos e concisos. 

Algo de nós surge do nada... quase que brota espontâneo e causando, em meio a lentas e investidas mortes necessárias, sabidas e autenticadas como necessárias, marcadas pela falta de coragem de mais um luto que, mais adiante, reconheceremos como o fecho para abertura advinda que, então, trazem o florescer, possibilidades que tais cinzas propiciaram os tais humus, ricos dos adubos para aquela abertura não vislumbrada, nem desejada e tão bem-vinda quando nascida. 

E... por essas sequências, vividas e vívidas para todos nós, talvez devêssemos ser mais confiantes nas cartas, propostas trazidas por essa mágica experiência do aqui estar, fluindo mais e naturalmente que, muitas vezes, em esforços homéricos, tudo fazemos para resistir, segurar e prender aquilo conhecido nesse agora numa apreensão, medo, muitas vezes e novamente, insanos, imaginando, elucubrando que o desconhecido a convidar signifique sempre perda, desconforto e alguma dor... numa continuada e alimentada expectativa pessimista. 

Embora em meio a discursos de fé, confiança e até positivismos que margeiam do surreal inocente/romântico ao acreditar motivador saudável, constatamos quão abastecidos por bases ainda bem pouco racionais e bem mais primitivas seguimos, muito e muitos na espreita, ameaçados por qualquer sinal, cheiro e som diferente similares aos que usávamos na condição instintiva e animal, mesmo equipados que estamos hoje de maquininhas, atualmente, super mágicas e ágeis a enfumaçar, iluminar ou ofuscar seguida e perseverante, por todas as vias ao nosso redor num acompanhar e combinar com enredos interiores de nossa própria bagagem de histórias que enlevam, somam, apavoram, amedrontam, incitam do melhor ao mais sofrido, pulsando em nossas almas criando as mais diversas sintonias, frequências, melodias das mais harmoniosas às mais dissonantes. 

Quanto cada contato pode desvendar em nós e no outro... Tão fundamental, mais que sempre e antes, estar atento ao que reverberamos, onde mais responsabilidade de nos é esperada com a notas, pitacos e intersecções que façamos para que novelos pessoais promovam enlaçar de beleza no enriquecimento do todo que somos parte! Assim possamos, assim sejamos, assim seja, AMÉM! Sonoro e reverente NA MAS TÊ!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

sábado, 5 de março de 2022

Linguagens - Por Telma Jábali Barretto

Quer saibamos ou não, várias são as mensagens que emitimos e por tantos caminhos, formas e sutilezas que, aqueles mais atentos por perceber, quase sempre, muitas vezes ou... outros com algum esforço, farão lá, de onde nos olhem, saberão ler aquilo que transparece, mesmo que tenhamos cuidados e estejamos buscando ser cautelosos, delicados, educados ou neutros... 

E neutros, bem poucos são atualmente onde parece?!... demonstramos, queremos, todos, ter direito a expressar (e importante não percamos esse direito!), alguns esbravejam e até entram em conflitos pelas ‘sagradas, honrosas e tão necessárias’ opiniões. Percebemos é que, como viemos dizendo, não precisamos muito de gestos, respiros, olhares e posicionamentos e, mesmo e ainda, quando silenciamos, algo de nós transpira, ecoa, transpassa por poros e diria mais, nossa aura parece irradiar.

Pequenas atitudes, a forma e o que observamos, a posição de olhos, o conforto que permanecemos em nós desde postura, da entonação da voz, intervalos entre nossos parágrafos na escrita ou fala, tempos e continuidades sequenciando a comunicação e tanto, tanto mais caberia aqui a enumerar... Mais recente viemos sutilizando esses caminhos de percepção que já foram bem mais evidentes somente com as convivências físicas que, por certo, mais enfáticas e rápidas, imaginamos, aconteciam, pois convivíamos com mais abundância desses sinais e linguagens. 

Fato é que mesmo dessas mais formas que aprendemos a conviver nos tempos recentes, de maneira mais virtual, as nossas emissões seguem acontecendo e... tudo indica que por aí e também viemos sutilizando percepções, outras leituras e bem além até queiramos, muitas ou algumas vezes?!... algo de nós acha caminhos de informar, comunicar ... ... Daqui nossa perspectiva, quem se julga investigadora fascinada pela alma humana, incansável nessa incrível jornada de auto-interpretação e... por consequência, encantada quanto somos tão diversos, únicos, ’bonitos pela própria natureza’ e ao mesmo tempo algo em nós é tão similar e a beleza que cada encontro, cada tangenciar e contato pode propiciar de ganhos, aprendizados e... quão exuberante é a Vida. 

Toda Ela emite sinais por meio de toda Sua manifestação, das plantas (quanto mais lidamos, observamos), animais já com mais complexidade de informações já que são providos de instintos trazendo maior número de trocas e entre nós, humanos, que acessamos a outras e mais complexas formas de comunicação em que poderiam e devem, deveriam?!... trazer mais riqueza de aprendizados mas... talvez, pela enorme quantidade de caracteres, sentimentos, linguagens múltiplas que, lidando, interpretando dentro e fora nós, ainda em processos de absorção, entendimento têm sido multiplicados e rapidamente por todo um contexto de circunstâncias, buscando sempre eixo e harmonia, melhores caminhos de ser e estar na própria pele, confundimos, atropelamos, enraivecemos e amortecemos, intuímos e imaginamos, entre o apaziguar e enaltecer, tendo insights reveladores e/ou perturbadores, nos amamos e atritamos nesse looonnngoooo, eterno e desafiador ler, LER (leia-se experimentar!!!), conhecer e conviver!

Rico mais que nunca e desafiador florescer, despertar, acordar para um co-existir com auto-ciência, com critérios em meio a quebras de paradigmas pessoais refletidos no coletivo que, consequentemente, com aberturas e fechos, revelações e decepções intrínseco da jornada do crescer, amadurecer e nova posse de autonomia, responsabilidade acessada. Jaya!!!

Não importa quantas línguas, idiomas, símbolos e arquétipos, vibratoriedades e ressonâncias a que, por evolução, tenhamos que conhecer, desvendar, aprender e apreender e... que ninguém desista de si, do outro, do sentir e ser, do conhecer a si para estar e Ser nesse outro Viver!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga

sábado, 5 de fevereiro de 2022

A Bênção Nossa de Cada Dia - Por Telma Jábali Barretto

Hábito antigo e pouco ou nada quase usado no presente, era frequente, antes, por nossos mais velhos, pais, avós e até quaisquer mais idosos que convivíamos, sempre que saíamos ou até mesmo quando no momento de recolher antes de dormir... e, até e, sempre que precisássemos de apoio, proteção ou também de ânimo para quando a coragem ou atitude fossem necessárias. Uma infinidade e gama desses bons fluidos aconteciam no oferecimento desse cuidado que, muito e tanto, muitas vezes, fortaleciam num sentimento amparador que daí parecia vir a nós. Bastante comum era e ainda segue, de alguma maneira, acontecendo por sacerdotes quando, em suas funções, nos fechos de seus trabalhos, ofertando seu bendizer para após distanciarmos. Como se fossem permanecer conosco ... ou ... para que assim sentíssemos... 

Aqueles que acostumados a isso cresceram, amadureceram, seguem valorizando e exercendo uns com outros numa forma de atenção, de intervenção a favor daqueles para quem expressam e... agradecendo quando assim, de forma igual, recebem. Tem outras parecidas bênçãos, não nomeadas que, sempre e em abundância, nos cercam e sobre essas gostaríamos de falar um pouco para, talvez, diferenciar e mais valorizar. 

São aquelas trazidas pela Vida em Sua fartura atenta, sempre presente que a cada espaço e oportunidade disponibilizado por nós, permitindo irrigar, refrigerando e alimentando nossa alma das mais diversas maneiras nas pequenas circunstâncias que percebemos fomos poupados de algo difícil, agraciados por uma especial facilidade, transpomos situação desafiadora, num abraço, sorriso ou olhar que conforta em determinado momento crucial, numa atenção gratuita que nos surpreenda, alivie ou comova e, mesmo e até e... por que não?!... uma repreensão que nos desperta, acorda e empurra para crescer assim como aquele tipo de silêncio que traz a trégua que parecia impossível e... sem computarmos as ‘miles’ e infinitas formas que a natureza, por si só, nos brinda gratuita e fortuitamente com sons, imagens e perfumes. 

Preciso é que estejamos abertos, observadores daquilo e daqueles que nos cercam com apurada disposição receptiva e... num estado grato, merecedor, sabendo acolher, ‘deixando’ que esse fluxo nos alcance e deixando também que aconteça através de nós, entendendo e sentindo que esse ir e vir permeie nosso existir, sendo parte dessa maré de contínuas trocas, bênçãos chegando e saindo, imantando a tudo e todos com esse frescor acalentador! Que haja percepção alerta e aberta para que essas boas vibes encontrem ressonância em nós, através de nós e o reconhecimento e a satisfação desse fluir harmonizador seja desafio, conquista e perene na vidinha nossa cheia de graça, de Graças... Amém, amém, amém e... assim seja agora e sempre!!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, orientadora sobre a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pares e opostos e... pares de opostos!!! - Por Telma Jábali Barretto

De uma Unidade Absoluta surgimos e, genética e biologicamente, de um par e opostos aqui estamos habitando num corpo físico. Desse encontro harmônico (esperamos e desejamos?!...) gerador dessa explosão nesta Vida podemos agora usufruir dessa existência que, sabemos, ainda há quem, também, duvide que seja somente a superfície, a casca e vestimenta de quem somos... mas é a casa e roupa que pensamos ser quem somos. 

Usamos aquilo dessa polaridade criadora dessa passagem e que, somente, agora nos contém das muitas e tantas experimentadas antes da sagrada mágica nem sempre reverenciamos gratos... Do mesmo Um viemos e no transitar pela matéria e por isso mesmo é na temporalidade desta condição, quase que por uma graça maior, viramos dois, trinos, quadrúplos e...acessamos, gradativamente, a multiplicidade da manifestação em toda sua beleza e esplendor se, e somente se, tivermos abrangência, amplitude e tamanho olhar, percepção... subjetividade que não significa um surreal fora de contexto, mas...palpável, real. Muitas vezes tamanha grandiosidade longe de encantar, assusta... fragiliza e quão pequeno acaba ficando a existência. 

Queremos e mesmo dizendo amantes da liberdade, somos capturados inocentes daqueles da via única, bem longe da Vida Una. Buscamos e aceitamos teoricamente e mas, não gostamos nada da insegurança que os pares de opostos nos apresentam... pois a proposta da dúvida é sempre incomoda porque ameaça aquilo mantenedor do piloto automático e o pensar, questionar e se indo mais além, se ainda formos investigar, cria as tais abençoadas batalhas que são a verdadeira raiz do próprio vir a ser... fonte primordial do desabrochar, despertar, existir! 

Que entre os pares ‘e’ opostos (soma, agrega) e os pares ‘de’ pares de opostos (diminui, desagrega) possamos ampliar percepção, alargando entendimentos sobre o fluxo natural e original do curso essencial do Um que se faz muitos, multiplicando, infinitamente, e sem perder o sentido e conexão com o Indivisível, Cerne de onde todos surgimos! Na mas tê!!!

 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.