Nesta altura, o Língua de Trapo possuía uma dinâmica de show sincronizada. Havia diversas trocas de figurinos, intervenções com piadas gravadas em áudio; intervenções de vídeo com filmagens em Super 8; intervenções com locução ao vivo; intervenções do ator, Paulo Elias... enfim, era tudo milimetricamente sincronizado, para estabelecer um tempo de teatro, ao show. No início, sem possuir nenhuma técnica teatral, achei que não conseguiria adaptar-me com todos esses detalhes, mas pelo contrário, não só decorei, como em pouco tempo, estaria até a improvisar. Mas não quero atropelar, contarei na hora certa.
Ha ha ha... sentia-me o "Brasilino" (um personagem de história em quadrinhos que representava o garoto propaganda de uma famosa fábrica de móveis residenciais populares, chamada "Fábrica de Móveis Brasil") ...
Quando as luzes acendiam-se, e o público via-nos com essa roupa ridícula, já riam antes da primeira nota a ser tocada. Lembro-me em ter ido algumas vezes à essa costureira, para tirar medidas, e fazer ajustes.
Continua...



