Infelizmente, os esquerdistas achavam que o seu cinema era colaboracionista com a direita, pois seus grandes filmes retratavam a esperança de pessoas humildes, em meio à depressão dos anos trinta. Passavam mensagens de otimismo, e os simpatizantes do socialismo interpretavam isso como conformismo capitalista orquestrado pela elite, para manobrar o povo sofrido, via "New Deal". Continuo a discordar desse ponto de vista e enxergo no cinema do Capra, otimismo e fé no Ser humano.
Mas tirante essa pequena divergência (que aliás nem houve, pois guardei a minha opinião internamente, jamais a suscitar conflito), ficamos amigos, e nos camarins; viagens; e corredores de rádio e TV, conversar com o Louis Chilson foi sempre muito prazeroso nesse sentido, em falarmos sobre cinema. E o Laert e o João Lucas também apreciavam, sendo cinéfilos, também. Turma boa essa do celuloide, que ali formamos...
Continua...




