segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Jungô) - Capítulo 27 - Por Luiz Domingues

Era para ter sido uma banda, e ter assim, capítulo próprio, mas minha estada na banda Jungô, foi tão curta, e terminou de forma tão insólita, que relaciono-a apenas como um trabalho avulso.

Preciso dar uma explicação sobre a história pregressa dessa banda, para o leitor entender bem como fui parar ali.

Meu amigo Cido Trindade, que conheci em 1977, e era um pouco mais velho, tinha uma bagagem musical mais avançada quando nos conhecemos. 

Eu dava meus primeiros passos na música, e era ainda um mero aspirante a músico, enquanto ele já tinha uma desenvoltura maior.

Dessa forma, enquanto eu engatinhava com o Boca do Céu, minha primeira banda de garagem, ele já havia encerrado atividades com sua banda de garagem inicial, e se embrenhava em voos maiores.

No início de 1978, conheceu uma trupe de teatro (Grupo Vereda), e foi se apresentar com uma peça teatral, como músico, e com pequenas inserções cênicas.

Daí, evoluiu para acompanhar a carreira musical do diretor desse grupo, chamado Tato Fischer, e no final de 1979, convidou-me a integrar a banda de apoio desse artista, conforme já relatei com detalhes, neste mesmo capítulo dos "trabalhos avulsos".
                     Tato Fischer em foto bem mais atual

Ocorre que nesse ínterim, em 1979, o Cido conheceu outros músicos, e formou-se aí a banda de apoio do ex-vocalista dos Novos Baianos, Paulinho Boca de Cantor, que iniciara sua carreira solo.

Após alguns shows, o Paulinho resolveu voltar para a Bahia, e a banda então passou a acompanhar uma cantora de MPB emergente, chamada Eliete Negreiros.


Eu cheguei a assistir um ou dois ensaios nessa fase, e a banda passou a se chamar "Jungô".
 
O baixista, cujo nome vou omitir, tinha um belo Fender Precision branco (se não me engano, era um Olympic White, de escudo tartaruga, e braço Rosewood), e tocava bem, era gente boa, mas tinha um problema muito comum nos anos setenta : era doido de xarope Pambenil, um xarope contra a tosse, que era consumido como droga, e viciava rapidamente, deixando o usuário, literalmente, "xarope"...
E o detalhe, é que o xarope não era ilícito. Era um produto autorizado, e vendido nas farmácias, livremente.

Demorou para as autoridades se ligarem que ele dava "barato"...


Continua...

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