sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Leandro) - Capítulo 25 - Por Luiz Domingues

A capa do disco foi muito criticada por todos. 

Era uma foto do Leandro num parque público (Horto Florestal, na zona norte de São Paulo), sentado à beira de um lago, encostado numa árvore. 

Trajado com um visual bem careta, parecia capa de artista brega.
O repertório era legal, mas não parecia haver uma mola mestra definindo uma direção. 

Haviam canções; sambas; sambão; samba de breque, e ritmos nordestinos. 

Talvez na concepção dele, a intenção fosse demonstrar ecletismo, mas sem orientação artística alguma, mais parecia uma coletânea de vários artistas, cada faixa com um estilo, e um time de músicos diferentes.

Infelizmente, o Leandro não conseguiu nada com esse disco, conforme fiquei sabendo pelo Lizoel Costa.

O disco não vendeu nada, não tocou em rádio alguma, e ele mal conseguiu fazer uma sequência mínima de shows.

Uma pena, pois era gente boa e tinha o sonho. E pessoas que tem o sonho, e correm atrás, sempre tem a minha admiração.

Ele tinha (tem ainda, assim espero), uma irmã que era cantora também.  Se chamava Tereza Cida, e chegou a gravar um compacto simples, ainda no início dos anos 1980, e seu negócio era o Blues. Era fã de Janis Joplin, e dos artistas clássicos desse estilo.

Nunca mais vi, ou tive notícias do Leandro. Espero que esteja bem.

Continua...

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