sábado, 13 de fevereiro de 2021

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 140 - Por Luiz Domingues

Da esquerda para a direita: Luiz Domingues, Kim Kehl e Carlinhos Machado. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Após um difícil ano de 2020, não apenas para Os Kurandeiros, mas para a humanidade, como é bem sabido por quem passou por isso ou estuda a história, se estiver a ler bem depois, eis que nós tivemos uma boa novidade logo no começo de 2021, mesmo com a situação da pandemia a se intensificar ainda mais, infelizmente.

Um evento "on line" pelo qual estávamos programados para participar desde 2020, e que sofrera diversas postergações dada a situação da pandemia mundial por conta do Coronavírus, finalmente foi confirmado para ser realizado entre os dias 8 e 10 de janeiro de 2021. Nós ficamos programados para filmar a nossa participação no dia 8, ao lado de alguns artistas bem mesclados, entre veteranos e novatos e a filmagem desse espetáculo ficou programada para ser realizada no mini teatro pertencente ao Estúdio Espaço Som, localizado no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Eu (Luiz Domingues), o guitarrista e produtor desse evento, Daniel Gerber e Carlinhos Machado. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Fui o primeiro a chegar e no agradável quintal do teatro, ao ar livre e sem aglomerações, pude passar um bom momento de espera pelos colegas a conversar com o grande guitarrista, Daniel Gerber, que foi um produtor associado do festival Rock in SP, nesta versão "on line 2021". 

O cronograma do dia em que filmamos a nossa participação no festival. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021.

Então, já com a presença dos meus amigos e desta vez apresentar-nos-íamos como Power-Trio, nós seguimos o protocolo da organização e o sanitário pela situação da pandemia, logicamente e após a apresentação da banda, "General Sade" (estava marcado o grupo "Trezzy", mas houve uma modificação de última hora na escala), que nos pareceu fazer um Rock no limite do Punk-Rock pela sonoridade, mas a observar um visual "Glam" que remetera ao New York Dolls, principalmente da parte de seu (sua) vocalista a se apresentar montada como "Drag Queen", nós assumimos o palco.

O set list que havíamos preparado desde 2020 para participarmos do festival. Quando ele foi finalmente confirmado, houve uma redução de espaço e assim, em 2021, tocamos apenas as músicas assinaladas com caneta, a caracterizar um show de choque. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021.

Apenas com os técnicos da operação do áudio e da filmagem, além de poucos membros da organização do festival ali presentes no pequeno auditório, a filmagem ocorreu de uma forma bem tranquila. 

A banda sob uma panorâmica no palco. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Daniel Gerber

Tocamos nesse especial as seguintes músicas: "A Noite Inteira", "O Filho do Vodu", "Cidade fantasma", "Bom Rock" e o "Grand Finale" esta última aliás, que é uma vinheta que integrava o então mais recente álbum que lançáramos em 2020, "Sonhos & Rosquinhas Suíte". Foi um show de choque, com uma música seguida da outra, sem interrupções em um auditório vazio com a dinâmica de um especial para a TV, e foi assim que atuamos, portanto.

Os Kurandeiros em ação! Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/ Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Alvissareiro, no entanto, pois o simples fato de que cansados pelo longo isolamento sanitário, proposto pela situação periclitante em que vivíamos por conta da pandemia, somente o fato de nos encontrarmos, foi o suficiente para comemoramos o nosso reencontro, pelo aspecto social, a se pensar no aspecto da amizade pela qual sentíamos saudade da convivência mútua. 

Mas também pelo fato de termos tido o prazer de tocarmos ao vivo, fator que não exercíamos desde o já longínquo dia 15 de março de 2020 e curiosamente em condições bem semelhantes a se observar um show gravado e filmado ao vivo nas dependências de um estúdio e ocasião essa em que garantimos a gravação do CD "Sonhos & Rosquinhas Suíte" em regime de gravação com tomadas únicas.

Kim Kehl em destaque! Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Ora, que maravilha então nos sentirmos "Still Alive and Well" como dizia o grande Johnny Winter, portanto, para nós, além da oportunidade concedida pelo festival em si, foi uma autêntica festividade para todos.

Mais uma panorâmica da banda em ação. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Encerrada a gravação, nos despedimos dos muitos amigos ali presentes e entre nós, o trio base d'Os Kurandeiros, combinamos marcar um ensaio para o dia 14 de janeiro e assim retomarmos os esforços para gravarmos o próximo álbum da banda e curioso, sem ao menos termos feito shows de lançamento do anterior, ainda inédito nesses termos, digamos mais convencionais dentro do espectro do show business.

Da esquerda para a direita, o guitarrista e produtor desse evento, Daniel Gerber, eu (Luiz Domingues), Carlinhos Machado e Kim Kehl. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Em suma, ao tomarmos todos os cuidados protocolares no âmbito médico/sanitário, certamente o simples fato de termos iniciado o ano de 2021 com tão boas novidades em contraste diametral à situação tétrica em que o Brasil e o mundo viviam, foi sem dúvida um grande presente que Os Kurandeiros receberam dos Deuses do Rock. 

Eu, Luiz Domingues a esperar o pessoal da filmagem dar o sinal verde para começarmos. Kim Kehl & Os Kurandeiros no Festival Rock in SP/Versão on line 2021. 8 de janeiro de 2021. Click, acervo e cortesia: Kim Kehl

Que o ano de 2021 frutificasse com alentos no campo da saúde a ser preservada para todos e que tivéssemos mais novidades boas para a nossa banda!

Continua...

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Resiliência - Por Telma Jábali Barretto

Capacidade dos materiais de resistir, sem romper, quando submetidos a maiores solicitações... e tal termo que era algo conhecido em laboratórios de física, com o tempo, alcançou as conceituações nas relações humanas. Mesmo aqueles que não se dizem consumistas, fomos acostumados a tudo aquilo que quero onde posso adquirir?!...e, prontamente, muitos caminhos para que, também, prontamente sejamos atendidos e... ai, ai, ai ... se não chega na velocidade da ansiedade com a prontidão que nossa vontade seja satisfeita. Atualmente, tudo que mais rápido nos responda e sirva,admiramos e acolhemos porque sacia mecanismos mal- acostumados e, talvez, ‘mimados’ pelas conquistas que a tecnologia propiciou e jaya!!! ótimo mesmo e motivo para festejo!!! mas...deixamos de exercitar muitos e necessários músculos e mecanismos de nosso pacote de competências e habilidades. 

Felizmente, no contexto do “tudo é necessário”(aforismo fundamental e milenar da escola de autorrealização que participamos) há sempre uma contrapartida para que esse equilíbrio aconteça. Para toda urgência, sempre percebemos um movimento igual e contrário, espontâneo e natural, surgindo na direção desse equilíbrio primordial, eixo e fiel da balança da Vida Cósmica que, ela mesma, em Sua Maestria, ensina. Para cada fast food surgem ‘miles’ de ensinamentos gratuitos do passo a passo de comidinhas bem básicas forjadas no tempo e paciência nossa e daqueles que contamos que, também, a tiveram com sol/chuva e tanto mais para trazerem o alimento à nossa mesa (nós que podemos tê-la quando tantos não a tem?!...) e, mais, a infinita rede daqueles que a fizeram chegar a nós.

Tantas dessas mágicas soluções apreciadas por nós são parte de uma malha gigante e maravilhosa que, agraciados por elas, nem sempre percebemos e mesmo agradecemos ou...respeitamos e reverenciamos! Ainda não disponibilizam paciência, perseverança, boa vontade, confiança e até fé via cartão de crédito na internet, e igual... são muitos, centenas e milhares de caminhos oferecidos para que tudo isso seja conquistado. Da mesma forma, existem profissionais que, no cumprimento de seus papéis, para aliviarem a dor daqueles necessitados de tais doses por via artificial, até possam oferecer, com os devidos cuidados das contraindicações, anunciados ou não, levando alívio para tais saídas rápidas que, idem, a Vida em Sua Grandiosa Magnitude e Beleza trará proporcionando ajustes imediatos, mas, convidando, perseverante que é, àquelas que não têm preço quando acessadas no pleno exercício da vontade, deliberação, empenho e contando com a magia do tempo, grande Mestre quem nos concede abertura para irmos além nós mesmos, sendo senhores da própria jornada, única para cada um de nós, desafiando dia a dia a mais um passinho, pondo em prática facetas adormecidas da alma, mais conscientes, sendo, vencendo novas e maiores solicitações rumo ao infinito!!! E vamos lá, seguindo... despertando eternamente!!!

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora a a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, a colunista nos fala sobre a questão da resiliência, uma ferramenta essencial para enfrentarmos as agruras da vida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 414 - Por Luiz Domingues

Logo no início de 2021, a perspectiva em termos de vendagem e repercussão dos Bootlegs, não poderia ter sido melhor. Consultas sobre o preço e condições para a aquisição dos discos, não paravam de chegar via inbox da rede social Facebook e mais do que isso, a sinalização sobre reportagens a abordar o lançamento e convites para eventuais entrevistas em talk-shows e podcastings de internet, ocorreram.

Ao mesmo tempo, o irmão do guitarrista Kim Kehl, Juja Kehl, fez uma bela sessão de fotos a registrar as capas dos discos, já a visar um material de apoio para a divulgação do Kit completo com seis álbuns.

E mais uma novidade muito boa, por conta do lançamento principalmente do primeiro disco, "Ao Vivo 1982/1983", um fã do trabalho que abordou-me para consultar sobre as condições de pagamento e logística para a aquisição, aproveitou para me contar que tinha a persona da Verônica Luhr como sua amiga no Facebook. Ora, que providencial, ele passou o link do perfil dela e eu de imediato solicitei a amizade da ex-vocalista da nossa banda.

Alguns dias depois, eis que ela respondeu-me e foi muito emocionante conversarmos, após trinta e oito anos de hiato, sem comunicação entre nós. Bem, nos atualizamos e nesse aspecto ela me contou que vivia de música há muitos anos, a cantar pela noite e a ministrar aulas de canto e que seu marido, Jean Trad e o filho do casal também faziam parte de sua banda familiar, a exibirem um repertório todo baseado nos standarts de Jazz, com ambos a tocarem guitarras e ela a cantar. 

Tal combo recebera o sugestivo nome de "Jazz em Família" e eu recomendo ao leitor e aos fãs d'A Chave do Sol em geral, esse trabalho, que é feito com muito bom gosto, ótima escolha de repertório e virtuosismo da parte do trio, com o marido e filho a tocaram guitarras, com muita destreza e conhecimento teórico e ela, Verônica, a matriarca da família, a cantar muito.

Eis o canal do ótimo combo "Jazz em Família" para ser visitado e bem degustado:

https://www.youtube.com/channel/UC3QhRwigCjmGm7qXt83oJpg

Concomitantemente, eis que as pessoas que estavam a adquirirem os álbuns, enviaram-me muitas impressões e em 99%, absolutamente fantásticas sobre os bootlegs, a elogiarem tudo, incluso o áudio, que a despeito de ter sido obtido através de velhas fitas K7, armazenadas em armários e por anos a fio a estragarem, não apenas foram digitalizadas e a salvar os seus respectivos conteúdos, como a ganharam uma surpreendente qualidade que encantou a maioria esmagadora das pessoas que os adquiriram até ali. 

O único rapaz que teceu uma crítica, foi de uma forma construtiva, no entanto, pois ele falou que decepcionara-se com a simplicidade da capa em formato "envelope", pois não esperara essa apresentação simples, visto que imaginara uma caixinha de acrílico e um encarte mais robusto a conter informações e fotos em fartura. Poxa, quisera eu ter tido recursos para fazer um encarte recheado de fotos e ficha técnica detalhada.

Esse rapaz alegara que eu não alertara adequadamente os consumidores sobre se tratar de um CD-R e com uma capa tão singela, exatamente por ele ter visto uma postagem mais simplificada que eu mesmo fiz em um grupo temático dentro do Facebook.

E eu lhe pedi desculpas, pois o fizera precisamente para não violar o regulamento de certos grupos que não permitem postagens extensas, mas na contrapartida, o texto que eu colocara no meu perfil pessoal, era completo a alertar o público em geral sobre as condições técnicas dos álbuns. Eu reconheci a minha falha, naturalmente, mas aproveitei para lhe explicar sobre o ocorrido e lhe falar sobre a minha postagem mais detalhada. 

Claro que eu tomei essa observação como um aprendizado e depois disso, eu melhorei a comunicação, exatamente para atender os compradores mais exigentes que faziam questão de saber sobre tais detalhes e sim, o consumidor típico de discos com caráter "Bootleg", era (é) antes de tudo, um colecionador em potencial. 

Tudo caminhava muito bem na questão da promoção e vendas, aliás, muito acima da minha expectativa, visto que até meados de janeiro eu já havia praticamente recuperado o investimento feito para lançar o primeiro álbum dessa safra com seis discos e a vislumbrar um pequeno lucro para dividir com os colegas da banda e também com o Kim Kehl que tanto contribuiu para materializar tais discos. 

Eu estranhara, no entanto, que a segunda remessa de cópias com caráter de recordação, oriunda da cota para os membros, que eu enviara para o Rubens Gióia ainda no início de dezembro de 2020, não tivesse tido da parte dele um retorno, mesmo que o site do correio desse como entregue ao destinatário. No entanto, o fato foi que ele não se manifestara pelo "whatsApp" d'A Chave do Sol criado para conversarmos sobre o show reunião da nossa banda e assuntos relacionados aos bootlegs.

No dia 15 de janeiro de 2021, eu fui à agência do correio perto de minha residência para enviar mais dois pacotes com discos solicitados por fãs/colecionadores que haviam me encomendado na noite anterior. Quando eu cheguei em casa e fui providenciar o "scanner" do código de rastreamento para repassar aos amigos que haviam adquirido os álbuns recém postados, eu olhei o meu celular e vi que no grupo de whatsapp d'Os Kurandeiros, havia uma mensagem dramática postada pelo Kim, com uma frase terrível: "-vocês já souberam o que ocorreu com o Rubens Gióia?" 

Pois dali em diante a sucessão de notícias a repercutir tal tragédia, tratou por chocar-me por completo: Rubens Gióia, o meu velho colega d'A Chave do Sol, houvera falecido nesse dia, uma sexta-feira e tal notícia foi muito difícil de ser absorvida.

Continua...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Entrevista de Luiz Domingues no Programa "Vamos Tomar Uma?" - Jornalista Tony Monteiro

 

Amigos: foi um prazer participar do programa: "Vamos Tomar Uma?", do meu querido amigo, Tony Monteiro, um jornalista e crítico de Rock que eu muito admiro, desde os anos oitenta. 

Prepare a sua bebida favorita (eu como abstêmio convicto, optei por um sabor doce da infância), e acompanhe a conversa que foi muito boa!

Eis o Link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Z5SP9iMEQFY

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 139 - Por Luiz Domingues

Chegamos enfim ao mês de dezembro de um ano muito difícil e quero crer, não apenas para a nossa banda, mas para o planeta inteiro, vide a catástrofe de uma pandemia de escala mundial, violenta e virulenta. 

Termos tido conquistas em um ano tão difícil, pode ser tranquilamente computado como uma grande vitória, portanto, em meio ao caos sanitário em que a ordem do dia foi lutar para nos mantermos vivos e compute-se como dado o fato de com exceção do guitarrista, Phill Rendeiro, todos os demais componentes já eram sexagenários (com o tecladista, Nelson Ferraresso, ainda na faixa cinquentenária). Portanto, encontros presenciais, ensaios e que tais estiveram proibidos até segunda ordem.

Mesmo assim, convites para shows virtuais ou semipresenciais com protocolo de segurança minimamente assegurado, surgiram, mas por uma questão de mudança de faixas de quarentena de uma forma constante da parte dos governos estadual e municipal, tais eventos foram todos cancelados. 

Sei que todos estavam ansiosos para retomarmos as atividades culturais em geral, mas particularmente eu nunca achei prudente forçar a barra nesse sentido e o ideal em minha opinião, sempre foi melhor aguardar com paciência a resolução definitiva da pandemia e retomar a produção cultural a posteriori.

Bem, conforme eu já salientei, tivemos uma grande conquista ao lançarmos um álbum com músicas inéditas em plena pandemia e esse feito foi extraordinário, não tenho nenhuma dúvida. "Sonhos & Rosquinhas Suíte" foi mais que um sonho, mas uma concretização para um ano tão improvável.

Ficamos prejudicados naturalmente por não termos feito shows para promovê-lo adequadamente, mas dentro do possível, tivemos uma repercussão razoável pelos meios virtuais. 

Em termos individuais, Kim Kehl, eu (Luiz) e Carlinhos Machado, tivemos ações em termos de entrevistas, participações em "lives", curadoria para elaborar playlists de webradios e assim, essa movimentação também colaborou para nos manter em boa evidência midiática.

Carlinhos Machado, Kim Kehl e Luiz Domingues no estúdio "Mad", localizado no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo em 10 de dezembro de 2020, a última e na verdade, uma das poucas atividades presenciais que nós tivemos nesse ano tão problemático. Acervo e cortesia: Kim Kehl. Click: Lara Pap

Eis que mediante todos os cuidados sanitários possíveis, nós marcamos um ensaio, pois houve a perspectiva de um espetáculo virtual ao final do ano, mas o governo endureceu novamente as medidas de segurança e o evento foi cancelado. Paciência, ao menos tivemos o privilégio de nos vermos e tocarmos para extrair um pouco da ferrugem que o indefectível "Coronavírus" nos obrigou a acumular.

Surpresa boa no estertor do ano, a Webradio Stay Rock Brasil anunciou o lançamento virtual de uma gigantesca coletânea virtual, com quatro volumes e Os Kurandeiros foram inseridos nessa obra com a música: "Bom Rock", esta, recentemente lançada no álbum: "Sonhos & Rosquinhas Suíte", portanto, uma canção nova em folha. 

Chamada como: "Coletânea 2020", tal obra quádrupla premiou uma centena de bandas e artistas solo que bravamente passaram o ano de 2020 sob perplexidade e penúria, dado o fechamento da vida cultural, com shows e eventos ao vivo cancelados e a dificultar até a produção de ensaios e gravação de novos álbuns, demo-tape & afins.

E assim, eu creio que em face ao que a humanidade passou, o saldo do ano de 2020 foi ótimo para Os Kurandeiros. Com a perspectiva de uma novo disco com inéditas para 2021, a se mostrar garantida, inclusive mediante estúdio reservado para tal finalidade, a esperança foi renovada. 

Na virada do ano, a torcida mais fervorosa foi para que a solução científica nos tirasse do perigo maior do contágio e aos poucos, pudesse tornar possível a retomada da vida normal e em nosso caso, da plena atividade de uma banda de Rock que sempre foi estar a atuar ao vivo. 

Como dizia o saudoso baixista do The Who, John Entwistle: -"Banda que não toca ao vivo, não é uma banda". Claro que não foi por nossa culpa, mas ficamos muito tempo afastados dos palcos e em 2021, ansiamos por tal retomada!

Continua...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 138 - Por Luiz Domingues

Avançamos sobre novembro de 2020, com novidades boas. Em primeiro lugar, ocorreu que finalmente conseguimos nos reunir para promovermos um ensaio presencial após longos oito meses sem interação concreta entre os companheiros, tirante visitas esporádicas de um ou outro, incluso eu mesmo, Luiz, à residência e QG do Kurandeiro-Mor, Kim Kehl, que ocorrerem com a extrema parcimônia sanitária. 

Bem, foi ótimo nos reencontrarmos para ensaiarmos cinco músicas novas, já a visarmos a preparação posterior à demo-tape gravada e no momento pré-estúdio, a projetar a gravação do novo álbum, assim que possível, ante a situação sanitária dramática advinda da pandemia mundial.

Da esquerda para a direita, na linha de frente: Phill Rendeiro, Kim Kehl e Luiz Domingues. Atrás na bateria: Carlinhos Machado. Uma banda para tocar no "baile de máscaras"? Não, Os Kurandeiros a ensaiarem com protocolos sanitários em meio a pandemia mundial. 17 de novembro de 2020. Acervo e cortesia: Kim Kehl. Click: Lara Pap

E assim, a noite de 17 de novembro de 2020 preconizou esse reencontro histórico, com a banda quase completa, a faltar apenas o tecladista, Nelson Ferraresso, que por motivo de saúde observado em sua família, não pôde estar conosco para tal ação. E tivemos a sempre prazerosa presença da produtora da nossa banda, Lara Pap, que filmou e fotografou o trabalho.

Bem, nos reunimos em um bom estúdio de ensaio localizado no bairro da Vila Romana, na zona oeste de São Paulo (Mad Studio), com todo o protocolo médico assegurado e assim, não nos cumprimentamos com aperto de mãos e/ou abraços e apenas o Kim tirou a máscara para cantar. As nossas respectivas temperaturas corporais foram medidas pelo funcionário do estabelecimento e todos lavamos as nossas respectivas mãos várias vezes com álcool em gel. Ou seja, cumprimos tudo o que esteve ao nosso alcance, além do distanciamento dentro da sala, ao acatarmos a recomendação, ainda bem, a se tratar de uma sala bem ampla.

Trabalhamos bem as cinco músicas novas e com todos a cumprirem a "lição de casa", chegamos ali com o mapa harmônico e divisão rítmica bem decorados de todas as canções e assim o trabalho ficou bastante facilitado. Dessa forma, foi uma grata surpresa ouvirmos as canções a soarem de forma orgânica, com bastante vivacidade e dessa forma, a nos dar esperanças que ficariam muito boas na gravação oficial que faríamos, assim que fosse possível marcar as sessões de estúdio.

Curiosamente, na mesma hora em que ensaiávamos, uma ótima entrevista do Kim Kehl estava a ser executada através das ondas da Webradio MKK, pela via do programa: "Rock'n' Brasil" do super prestigiado jornalista, Tony Monteiro. Conversa muito boa, o Kim falou bastante sobre o lançamento do então mais recente álbum da banda: "Sonhos & Rosquinhas Suíte" e também sobre a perspectiva de mais um álbum em vista, já com cinco canções novas em fase de pré-produção.

Ouça o podcasting dessa entrevista, através do link abaixo:

https://www.mixcloud.com/upload/mkkwebradio/programa-rock-n-brasil-n117-17112020-tony-monteiro/complete/?fbclid=IwAR3iKhjeJQPf6zUheHT7CPwSZbfJfzdL5X1BwH08X2k0gPMUecnKf1Fl4bk

Alguns dias depois, uma outra coincidência ocorreu, pois eu também fui entrevistado pelo mesmo jornalista, Tony Monteiro, desta feita para um outro veículo, o seu programa de YouTube: "Vamos Tomar Uma?", direto do seu canal próprio dentro dessa plataforma. Desta feita, eu falei sobre a carreira em geral, mas claro, com direito a repercutir o momento d'Os Kurandeiros ao final de 2020.

Assista também a minha entrevista ao ótimo, Tony Monteiro, através do YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Z5SP9iMEQFY

E tivemos mais uma boa nova ao final do mês de novembro: a música, "Oh Rita" fez parte da playlist da Webradio Crazy Rock, através do seu programa: "Só Brasuca". Foram sete execuções entre 28 de novembro e 4 de dezembro de 2020.

Continua...