sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Mandril - Por Julio Revoredo

O mandril em quebrangulo, um não orangotango e sim um  mandril.

Por vezes, as texturas e o anil, na terra as cores.

O que remete ao salto dele do arco, agora iris.

O flume brilha e estanca solombras.

Contra a maré, reflui o mandril caolho, que encontra o zarco cavalo
e o vento ceruleo.

No silencio, quando vem, vem o dia e a noite.

A melancolia, disfere contra a monotonia.
O mandril salta do eco, onde o xamã e o arco e a flexa, a sua umbra.

Por fim, neste segundo, o colorido mandril apreende o espelho,

em sua oclusa floresta.




Julio Revoredo é meu amigo desde 1982. Poeta e letrista de muitas músicas compostas em parceria, em três bandas onde toquei : A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço. Esta é a primeira participação dele no meu Blog, onde passa a publicar periodicamente, como colunista fixo. 

O poema "O Mandril" é pleno de imagens fortes, como costumam ser os poemas de sua autoria.

Ilustrações do Mandril : 1) Enrique Gutierrez ; 2) Eduardo Iotti

2 comentários:

  1. Texto interessante, diferente e original. Gostei! bjão!

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    1. Muito obrigado por ter lido e gostado. Sou suspeito para falar, pois admiro muito a arte do poeta Julio Revoredo, a quem acompanho desde 1982.

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