domingo, 28 de dezembro de 2014

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 218 - Por Luiz Domingues


Por incrível que pareça, tínhamos um compromisso a ser cumprido no mesmo espaço onde faríamos os shows de lançamento do EP.

Aparentemente, isso era um baita de um anticlímax, mas aceitamos fazer um show avulso no Lira Paulistana, exatamente porque não dispensávamos oportunidades nessa época, e também porque não achávamos que essa coincidência atrapalharia nossos planos.

De fato, era uma outra época e shows de música autoral haviam aos borbotões, e quase todos os dias pela cidade. Realmente não me lembro de termos ventilado sequer, que a proximidade de datas, e sobretudo o fato de ser no mesmo espaço, automaticamente pudesse inviabilizar as próximas datas. 


O produtor Antonio Celso Barbieri, em foto bem mais atual
 
Outro fator, era por ser mais uma ação perpetrada pelo produtor Antonio Celso Barbieri, e animava-nos ver que entre tantos produtores que entraram e saíram de nossa vida, o Barbieri era de longe, o mais sério e empenhado em fazer a cena ir para a frente.

Dessa maneira, subimos no palco do Teatro Lira Paulistana, no dia  15 de setembro de 1985, dividindo a noite com a banda "Excalibur", no evento que recebeu o nome de "Pátria Amada / Pátria Irada", numa alusão à data cívica de 7 de setembro.




Era um dia de semana, e não atraiu um grande público, apesar dos esforços do Barbieri, mas curtimos tocar com os amigos do Excalibur e sua performance "quase Doorsziana", apesar do ranço Heavy-Metal...

Apenas 50 pessoas desceram a famosa escadaria do Lira Paulistana nessa noite.

Agora, tínhamos os três dias do lançamento do EP, e muitos compromissos de mídia, para divulgar o novo álbum, e também os shows.

O cartaz ficou (mau)dividido, pelo tamanho mínimo da minha impressora...e foi xerocado de um exemplar do acervo do poeta Julio Revoredo, que gentilmente me foi emprestado.

Continua...

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