quarta-feira, 18 de junho de 2014

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 14 - Por Luiz Domingues

Foto de Rodrigo Hid, num momento de descontração no estúdio Overdrive, em 2005. Click de Grace Lagôa

Com o Rodrigo assumindo a guitarra, o Pedra encontrou o seu formato ideal. Mas esse não era o plano inicial, pois o Tadeu era (é) um excelente guitarrista, e não cogitávamos perdê-lo naquele instante tão prematuro da história de uma banda que mal nascera.
Foi surpreendente; chato; e de certa forma chocante, mas no final, deu tudo certo com o Rodrigo assumindo o seu lugar de direito na banda. O Rodrigo é um talento como multi-instrumentista, portanto, deixá-lo tocando só um instrumento, ou só cantando, seria desperdiçá-lo. Sorte do Pedra em poder contar com esse talento, portanto.


Rodrigo Hid e eu, Luiz Domingues, no estúdio Overdrive, em 2005, durante as sessões de gravação do disco. Foto de Grace Lagôa

Confesso que sinto uma certa revolta em ver tanta porcaria consagrada no mainstream, só por conta de lobby, e comprometimento com estéticas mancomunadas com jornalistas vendidos & empresários inescrupulosos, deixando à margem um talento como o de Rodrigo Hid. Cito aqui o Rodrigo, sem demérito aos demais, incluso eu. Apenas realçando seu talento de multi-instrumentista, cantor, compositor e letrista. No tocante ao direcionamento artístico do Pedra, se tivesse aparecido um produtor de peso... mas creio que hoje em dia as coisas não funcionam mais assim.

Sessão de gravação das guitarras de Xando Zupo. Click de Grace Lagôa

Por incrível que pareça, as coisas pioraram, pois antigamente os produtores de gravadoras pegavam bandas de qualidade, e moldavam-nas no padrão pop vagabundo. Hoje, bandas de qualidade nem chegam perto... eles preferem fabricar moleques emo, que já vem prontos no esquema, sem dar-lhes o menor trabalho. São ruins de berço, do jeitinho que eles gostam...
Os tempos eram outros, e nenhum produtor moderno desses que vampirizam, interessar-se-ia em produzir uma banda de veteranos, e com o som cheio de firulas. Para eles, é muito mais fácil e econômico investir em bandas de moleques que já fazem esse som, são absolutamente moldáveis, e tem a juventude ao seu lado, como condição sine que non.




Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário