quarta-feira, 18 de junho de 2014

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 13 - Por Luiz Domingues

Visto hoje em dia, acho que até tenho um diagnóstico, mas na época parecia algo surreal. E no caso do Alex, não é que estivesse desanimado.
       Alex Soares num ensaio de 2005. Foto de Grace Lagôa

Ele queria muito que desse certo, mas a sua expectativa era diferente. Ele queria um caminho pop acentuadamente popularesco. Nós tínhamos uma meta, e ele pensava em outra, era isso. Quanto aos demais, claro, estávamos empolgados. 
Meu diagnóstico é o de que o Tadeu Dias, apesar de ter uma tremenda bagagem em MPB e Black Music, com sólida formação teórica, inclusive, gostava era de Heavy-Metal. Logo nos primeiros ensaios, ele fazia brincadeiras nesse sentido as vezes, puxando Riffs de Metal, só para brincar e nós divertíamo-nos, tratando disso exatamente dessa forma, ou seja, como brincadeira.
Mas logo que o ano de 2005 virou, o Tadeu surpreendeu-nos, pois alegava estar atolado de serviço com o Simoninha; faltava aos nossos ensaios, mas arrumou tempo para fazer shows com bandas oitentistas de Heavy Metal, como "Centúrias"; "Harppia", e "Salário Mínimo", em festivais saudosistas realizados no Bar Blackmore. Ora, se estava muito comprometido em trabalhar com tal artista da gravadora Trama, encontrava tempo para tocar com essas bandas e logicamente ensaiar antes ?  Aí começamos a perceber que as brincadeiras eram na verdade, o seu gosto pessoal...
Uma das últimas fotos de Tadeu Dias conosco, em 2005. Click de Grace Lagôa

Logo depois que deixou o Pedra, acabou entrando numa banda de Metal chamada "Cavalar". Vimos matérias em sites como o Wiplash, por exemplo, e aí entendemos finalmente o por quê dele ter entediado-se com o rumo que o Pedra adotaria.





Continua...

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