segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 84 - Por Luiz Domingues

Recebemos o telefonema de um funcionário do Centro Cultural São Paulo, convidando-nos a ocupar a data de um artista que repentinamente havia desistido dela. Era bastante em cima da hora, mas aceitamos assim mesmo, e de uma forma arrojada, resolvemos colocar em prática a ideia de fazermos algo além do tradicional show, apesar de ser paradoxalmente ainda mais difícil produzir algo mais sofisticado, com pouco tempo para tal. Convidamos então uma nova banda recém formada, mas por músicos experientes e talentosos, que gravitavam na nossa órbita, costumeiramente.

                      O grande Cezar de Mercês, do "O Terço" 

Eram : Marcião Gonçalves (Guitarra / Baixo e Voz); Caio Ignácio (Bateria / Percussão e Voz), e Cezar das Mercês (Baixo / Guitarra e Voz). Essa nova banda que formara-se, recebeu o nome de "Parabelum", nome que designava uma gíria antiga para identificar a pistola "Luger", muito usada por oficiais nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial.
Outro convidado, foi um grupo de Teatro, chamado "Comédia de Gaveta", com a proposta de fazer dois sketches, um no início do espetáculo, e outro, entre as apresentações do Parabelum e do Pedra, aproveitando a troca de set up das bandas. E a quarta atração, seria intermitente, com a presença ao vivo do artista plástico, Diogo Oliveira, que pintaria diversas telas, num ritmo frenético, deixando o público sem saber para onde olhar, literalmente.
Todo o conceito, evocava os happenings dos anos sessenta, e como há décadas tal concepção estava obscurecida, principalmente aqui no Brasil, tinha tudo para surpreender o público. Mesmo parecendo muita coisa para um curto espaço de duração, de apenas uma hora e meia, realizamos uma reunião com todos os artistas envolvidos, e ficou claro para todos, a necessidade de haver um rigoroso controle de tempo.


Continua...

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