terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 58 - Por Luiz Domingues

Por ser um bar de pequenas dimensões, não comportava um P.A. grande, e sendo assim, o Black Jack Bar não tinha uma estrutura de som e luz adequada para shows de Rock com muita potência. O soundcheck foi lento, com a inexperiência da garotada atrapalhando também, e lembro-me que o guitarrista do Equinox foi bastante grosseiro comigo, pois atribuiu à minha pessoa, a culpa pelo atraso, sendo que isso fugia à minha alçada. E o combinado era meia hora para cada banda apresentar-se, quando o Equinox tocou por quase uma hora e meia, talvez "vingando-se" da minha pessoa, mas apenas sendo deselegante com todo mundo que bocejava diante de seu show maçante, pleno de clichês oitentistas de Heavy-Metal.

Mas a primeira banda a apresentar-se foi o "Parental Advisory".
A despeito do som ser um Thrash Metal ultra agressivo, os garotos tinham uma postura muito engraçada, que arrancaram gargalhadas do público.
Entre uma música e outra, o vocalista, que era um garoto enorme e com o cabelo pela cintura, falava com uma voz de adolescente, em processo de maturação, ou seja, "desafinava" falando, mas quando cantava (ou melhor dizendo, "urrava"), nas músicas, parecia um troglodita das cavernas, matando dinossauros a gritos... hilário !!
E uma música arrancou gargalhadas extras. Quando anunciaram-na, fizeram a contagem para iniciá-la, e ela resumiu-se à um acorde de acento único...
Mais um fato engraçado aconteceu também sobre essa banda.
Assim como para todas as bandas de abertura presentes, havia muitos familiares dos músicos envolvidos. Parecia uma festa escolar de fim de ano...

E contaram-me que durante a performance do "Parental Advisory", o pai do meu aluno Ricardo Garcia, suava, literalmente, espremido na multidão, e só resmungava, dizendo : -"que merda... que merda..." Ha ha ha !!!


Continua...

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