quarta-feira, 7 de maio de 2014

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 15 - Por Luiz Domingues

Voltando a citar os irmãos Fazano, recordo-me que o José Fazano era guitarrista também, e costumava ir às minhas aulas, aos sábados, que definitivamente, tornou-se um ponto de encontro, e de onde muitas amizades foram solidificadas; bandas se formaram; negócios foram feitos; e até namoros começaram.

O José Fazano era (é), um cara extremamente prestativo, e dali em diante, virou um colaborador da Chave em vários aspectos, acompanhando-me em outras andanças na minha carreira pós-Chave, quando saí da banda no final de 1989. 

Já seu irmão, Carlos Alberto Fazano, era naquela época, aficionado do Deep Purple. 

Ele já demonstrava aos 14 anos de idade que era um cara obstinado, pois sabia tudo, absolutamente tudo sobre a carreira do Purple, e evidentemente que isso não é uma coisa tão fácil de se conhecer na ponta da língua, pois trata-se de uma banda de carreira longeva, várias mudanças de formação, e discografia grande.
 

Imagino como deve ter sido estimulante para o Carlos, que era muito jovem, acompanhar as aulas, conhecer um monte de músicos que transitavam nos ensaios da Chave, e meus alunos, aspirantes a músicos, como ele. 

E no tocante às aulas, o segundo semestre foi de expansão nesse quesito. 

Fui aumentando o número de alunos, progressivamente para solidificar na virada de 1989, uma média muito boa e estável, que dava-me um suporte financeiro bom, pois a Chave estava em declínio, e logo eu sairia definitivamente, para ficar em trabalhos avulsos, e bastante errantes nos anos de 1990 e 1991, só voltando a ter uma banda autoral sólida a partir de 1992, quando recebi o convite de Chris Skepis, e fui ser membro do Pitbulls on Crack.

Um fato engraçado, e que não tinha nada a ver com com as aulas, tampouco com a Chave ou comigo, tornou-se uma brincadeira muito engraçada, que ajudou a descontrair as aulas nessa época. 

Conto no próximo segmento...


Continua...

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