sexta-feira, 16 de maio de 2014

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 9 - Por Luiz Domingues


Conhecia bem o Zé Luis, pois convivemos juntos quase diariamente por cinco anos, quando éramos companheiros de Chave do Sol.

Ele tinha pouca ou nenhuma identidade com a cena Rocker sessenta-setentista. O negócio dele era o Jazz-Rock, quase que exclusivamente.

Eu tinha certeza de que seria difícil ele se encaixar na filosofia do Sidharta, mas arrisquei, pelos seguintes motivos : 


1) Estávamos quebrando a cabeça para pensar num baterista, exatamente por estarmos afunilando na condição de ser coadunado com o espírito Woodstockiano. Mas, e se abríssemos exceção nessa rigidez, ao menos nessa escolha do baterista ?

2) Tecnicamente não havia nada a dizer...ele pegaria as baquetas, sairia tocando divinamente, e fim de papo.

3) Pelo aspecto do caráter, a mesma coisa. É o tipo de pessoa que eu assinaria uma procuração em branco para ele movimentar a minha conta bancária. 


Honestidade total; força de vontade; trabalho; dedicação; empenho, foco...enfim, todas essas qualidades são inerentes à personalidade dele.

Portanto, minha única dúvida era apenas a questão do direcionamento artístico da banda, onde fatalmente haveriam divergências, devido à visão diferente dele.



Continua...

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