sexta-feira, 16 de maio de 2014

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 11 - Por Luiz Domingues


Eu cheguei nesse primeiro ensaio, muito animado, claro. 

Eu estava cada vez mais confiante no Rodrigo, e mais animado com a presença do Zé Luis, visto que seu entusiasmo em trabalhar, me contagiou, e suas demais qualidades óbvias como músico e pessoa, eu já conhecia de longa data. 

O ensaio foi meio quebra-gelo, pois era a primeira vez que tocávamos de fato, de forma elétrica. 

E deu para notar uma certa tensão no ar entre o Zé e o Deca, visto que um não havia ido com a cara do outro, infelizmente.

Conhecendo os dois bem como eu conhecia, de trabalhos longos, percebi que um clima aconteceu logo de cara nas primeiras músicas, pois o Deca gosta de tocar muito alto, e o Zé Luis gosta de volume baixo, para melhor avaliar as músicas, prestar atenção em arranjos etc. 


O Deca ensaia como se estivesse ao vivo num show. 

Esse clima, se acentuaria, e precipitaria um rompimento pouco tempo depois.
 

Não seria só por isso, claro, mas além de outros motivos mais importantes, esse também pesaria.

Na hora achei que havia sido somente uma indisposição sem importância. Eu enxergo o sinal agora, com a devida distância que o tempo me permite, para ter essa visão macro da história.

Portanto, foi ficando mais evidente nos ensaios seguintes, e motivou o Deca a abandonar o projeto.



Continua...

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