sexta-feira, 6 de março de 2015

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 72 - Por Luiz Domingues

 
Nessa altura, a escolha do repertório da banda já tinha sofrido modificações. Algumas músicas que tocávamos desde 1992, seriam gravadas, mas outras mais modernas seriam incorporadas, e cada vez mais, a orientação da banda aproximava-se mais dos anos sessenta e setenta. Tanto, que surgiu a ideia de ter convidados no disco.
Johnny Boy acima com um violão; Marcus Rampazzo caracterizado como "George Harrison", numa apresentação do "Beatles Forever", uma das mais famosas bandas tributo dos Beatles, do Brasil

Teclados em algumas músicas, e até uma cítara foi pensada, e nesse esforço de pré-produção, convidamos o Johnny Boy, multi instrumentista que tocou com Marcelo Nova; e Marcus Rampazzo, o super guitarrista que tocaria cítara. Lembro-me de ir com o Chris Skepis à casa do Rampazzo para formalizar o convite, e levar uma fita demo para que elaborasse um arranjo. Sua casa era um verdadeiro show room, com uma quantidade incrível de instrumentos e equipamentos, em sua maioria, coisas que os Beatles tinham usado.
Um verdadeiro colecionador, ele tinha instrumentos incríveis, similares aos dos Beatles, praticamente todos vintage, da mesma época dos originais dos Beatles. Foi uma visita quase lúdica, vendo aquelas guitarras; baixos; violões; teclados, e amplificadores vintage....
A ideia, na canção "The Shadow of the Light", era de que a cítara atuasse o tempo todo, como se fizesse um contra-solo de guitarra tradicional. Ela não foi composta para a cítara, mas como tinha uma característica psicodélica muito forte, a presença da cítara era praticamente obrigatória. Mas logo mais contarei detalhes sobre a gravação e na "hora H", o Rampazzo não pôde gravar uma cítara, substituindo-a por uma tamboura, outro instrumento indiano.
Continua...

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