terça-feira, 3 de março de 2015

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 66 - Por Luiz Domingues

A seguir, concentramos as nossas baterias no processo do CD que gravaríamos. Apesar de sermos uma coletividade, todas as composições eram do Chris Skepis, e isso não gerava nem um desconforto; brigas, ou ciumeiras que pudessem inflamar egos.

Achávamos normal apenas escolhermos as músicas, entre as dúzias que ele tinha gravadas em suas demo-tapes caseiras, com uma certa sofisticação, até, pois ele desenvolvera uma pratica nessas gravações, e mesmo contando com as terríveis baterias eletrônicas, ele manejava-as de tal forma, que não chegava a causar calafrios, como geralmente músicos sentem nessas circunstâncias. A ideia era escolher entre 12 e 15 músicas; ensaiar, e arranjar esse material, para na "Hora H", de entrar em estúdio, reduzir para 12. Algumas escolhas eram óbvias, por serem músicas que estavam no repertório da banda, há tempos, algumas desde o início de 1992, até. Com o fechamento do contrato com a Velas / Primal, começaram então as definições em relação à pré-produção.
Algumas conjecturas foram feitas em relação à escolha de um estúdio de gravação, mas com verba modesta, não dava para sonhar com estúdios Top de linha de São Paulo. Sendo assim, o Sergio Hinds, que era o diretor artístico do selo Primal, sugeriu uma saída providencial, mas com a ressalva de que tratava-se de um estúdio simples, e que estava começando as suas atividades no ramo.
O elo de ligação era a presença de um velho amigo dele, também músico, e que fora famoso na cena do Rock brasileiro setentista, chamado Geraldo D'arbilly, ex-baterista de "O Peso", uma significativa banda de Blues-Rock setentista, e também com atuação numa banda inglesa oitentista, chamada "Blue Rondo a La Turk", que teve relativa fama na cena do pós-punk britânico. Para confirmar a nossa anuência, o Sergio Hinds pediu que nós fôssemos conhecer o estúdio, e conversar com o Geraldo.

Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário