domingo, 8 de março de 2015

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 38 - Por Luiz Domingues


A rotina começava a ser mudada no entanto, na medida em que as minhas atividades com o Pitbulls on Crack começavam a ganhar contornos de maior movimentação. 

A partir de abril de 1992, todos os alunos começaram a interagir com o Pitbulls on Crack, direta ou indiretamente.

Assim que a banda começou a fazer seus primeiros shows, todos foram avisados e convidados a comparecer.

Era na verdade uma cobrança que recebia da parte deles, pois desde muito tempo eles queriam me ver ao vivo, atuando, e desde a decadência da Chave do Sol, e posterior formação de uma banda dissidente chamada "A Chave", isso se tornou improvável pela escassez de oportunidades.

Alguns muito entusiasmados, outros menos, o fato é que começou aí de fato a Era "Sob o Luar", com o Pitbulls on Crack sendo fator preponderante nas minhas aulas, tornando-se assunto corrente daí em diante.

Dois alunos se envolveram logo de cara de forma contundente : José Reis Gonçalves de Oliveira, popular Zé Reis, já era mais que aluno, mas meu amigo pessoal. Como ele já havia me ajudado como roadie nas andanças da banda tributo de Black Sabbath, "Electric Funeral", tinha adquirido uma experiência básica, e também por ter se tornado amigo do Chris Skepis, logo se tornou o roadie n°1 do "POC".

E outro aluno que se ofereceu de pronto, foi o Luiz Gustavo.

Era um rapaz bem jovem, mal saído da adolescência, mas tinha um pouco de experiência por ter trabalhado com bandas indie do circuito paulistano. E assim, o Pitbulls on Crack começou a ascender muito, também por conta da força de meus alunos e no decorrer da narrativa, vou deixar isso bem claro.
Nesta foto de 1994, José Reis é o primeiro à esquerda, no degrau mais alto; e Luiz Gustavo, o primeiro à direita, no degrau mais baixo. Foto do acervo de Jason Machado


Continua... 

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