sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Leandro) - Capítulo 23 - Por Luiz Domingues



E um outro fator me atrapalhou e ajudou ao mesmo tempo, se é que seja possível uma coisa dessas.

É que quando cheguei ao estúdio, estavam gravando uma canção do Sérgio Gama. 

Ele que é guitarrista, estava gravando o baixo, e Nahame Casseb, popular "Naminha", na bateria. 

Havia um pianista e um guitarrista tocando junto, mas não me lembro quem eram.
                                Serginho Gama em foto bem mais atual


Eu conhecia o Sérgio e o Naminha de vista, pois eram conhecidos do Lizoel. 

Alguns meses depois, eu estaria deixando o Língua de Trapo, e o Sérgio entrando para nunca mais sair, sendo hoje em dia (2011 - nota : quando escrevi no Orkut, pode ler 2013, no momento da publicação neste Blog), o segundo membro mais antigo, só atrás do Laert. 

O Naminha entraria em meados de 1983, e eu me encontraria com eles em outubro de 1983, quando voltei ao Língua de Trapo, conforme já conto nos capítulos sobre aquela banda.

E o Sérgio quis ser gentil (e foi.), ao oferecer o baixo Fender com o qual estava gravando a sua composição. 

O baixo era emprestado de um amigo, pois como já disse, nem baixista ele era.
Então, foi maravilhoso tocar pela primeira vez num instrumento top na vida. 

Mal podia acreditar no braço macio, muito diferente dos braços mal ajambrados dos instrumentos nacionais. 

O timbre era inacreditável, mesmo estando plugado em linha, sem amplificador. 


Ligar na linha, para quem não sabe, é ligar o instrumento diretamente na mesa de equalização, dispensando o uso de amplificador e caixa. 

Dessa forma, sem um bom amplificador e caixa(s), o som do instrumento pode piorar, se não existirem muitos recursos de equalização na mesa, ou auxílio de periféricos, via patch.
Mas, para um garoto inexperiente que eu era em 1980, nada disso importava , pois estava entusiasmado com um baixo Fender Jazz Bass na mão e detalhes técnicos não me importavam e dizendo a verdade, nem tinha conhecimento.

A parte ruim disso, é que na hora de gravar, estranhei o instrumento, aliando-se à tudo o que já relatei, comprometendo o meu rendimento.

Era um Fender cor de madeira, com braço maple e marcações retangulares pretas.

Saí na foto com ele, na contra-capa.

A foto saiu invertida na contracapa do LP, mas eis eu na gravação, "suando frio" com a pressão do estúdio, mas maravilhado por estar tocando com um Fender Jazz Bass pela primeira vez na vida...                           

Continua...

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