quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 46 - Por Luiz Domingues




Só eu e Zé Luis corríamos atrás da burocracia. Ninguém ajudou-nos externamente nessa questão.

A verdade, é que não tínhamos a mínima ideia do que era realmente necessário. 


A primeira coisa que nos sugeriram, foi pedir licença à Prefeitura, para não haver perigo de embargo do show ou sanções, pois o Colégio queria estar 100 % garantido que nada lhe aconteceria, mas o engraçado era que eles tinham o Teatro, mas não faziam a menor ideia do que seria realmente necessário, pois ele era usado só em atividades escolares, e dessa forma, tinha a licença operacional concedida pela delegacia de ensino, via Secretaria de Educação, e isso bastava aos seus propósitos pedagógicos tão somente.


Contudo, tratava-se de uma situação nova, com uma apresentação musical mediante cobrança de ingressos, e nesse caso, eles jogaram a bomba da burocracia para as nossas mãos...

Sendo assim, perdidos, fomos à Prefeitura e ali nos informaram que seria preciso pagar um taxa solicitando o alvará para o teatro, mas também seria necessário uma autorização do corpo de bombeiros, e a cobrança de ingressos só seria liberada mediante uma aprovação do talão de ingressos numerados, após pagarmos uma taxa para o governo estadual, também...

E claro, nada disso era na hora...Primeiro teríamos que pagar, e esperar prazos longos, que praticamente colocavam o show em risco. 


Essa ladainha nos consumiu alguns dias correndo em repartições públicas, e de guichê em guichê, até que o "saco estourou", e resolvemos mandar tudo às favas !!

Seria tanta burocracia inútil e dinheiro jogado fora, que realmente nos encheu o saco profundamente.

Isso fora um corruptozinho, de uma dessas repartições públicas, que tentou nos aplicar um golpe da "facilidade", e o Zé Luiz o apelidou de "Gordo FDP", pois era realmente uma figura asquerosa, suando em bicas, e querendo nos arrancar dinheiro...



Continua...

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