segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 22 - Por Luiz Domingues

Rolando Castello Junior e Paulo P.A.Pagni no estúdio dele, P.A., e que seria o nosso QG, entre agosto e novembro de 1999

Seguiu-se a esse show ao ar livre na porta do Bar Fuzzy's, um período de ensaios que seguiram com todo o pique até meados de dezembro.

Nesse ínterim, fizemos as primeiras fotos promocionais mais categorizadas enfim, pois a sessão realizada anteriormente foi amadorística, e nenhuma foto sequer foi aproveitada por falta de qualidade técnica, ou simplesmente por estarem sem "vida" alguma. Parecia um bando de caras "fantasiados de anos 60", indo para um baile à fantasia e temático...

Nessa segunda sessão que aconteceu em setembro, fomos a um estúdio na Rua Nova York, no Brooklin, zona sul de São Paulo.
 

Esse fotógrafo (chamado Moa Sitibaldi), era um contato da Claudia Fernanda, namorada do Júnior, que nesta altura, estava trabalhando como produtora da banda. Ela tinha contatos no mundo das Artes Plásticas, pois trabalhava na produção de eventos dessa natureza, como exposições; vernissages, instalações etc. 

As fotos ficaram boas, e foram usadas muitas vezes em publicações que tenho no portfólio.

Não havia perspectiva de novo show a curto prazo. A próxima data agendada seria no Centro Cultural São Paulo, só em dezembro.

Então, nesses meses de setembro, até o início de dezembro, pudemos afiar bem o repertório antigo da Patrulha, e trabalhar forte nas músicas novas. 

 
Vários ângulos da "batcaverna" do P.A., onde ensaiamos no segundo semestre de 1999

Isso foi fundamental para chegarmos muito afiados aos shows de dezembro (seriam dois dias no Centro Cultural São Paulo), e principalmente no estúdio em janeiro, onde gravaríamos o primeiro álbum com essa formação, e primeiro de inéditas da Patrulha, desde 1985.

Foram tempos difíceis, financeiramente falando, pela escassez de shows nesses meses, todavia produtivos pela oportunidade de ensaiarmos bastante. 

Na porta da casa do P.A., com as presenças queridas de amigos em comum, nossos e do P.A. : O saudoso Hélcio Aguirra, e o percussionista Nobuga

E nessa fase em que estávamos ensaiando no estúdio do P.A. (Paulo Antonio, do RPM), na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, havia uma sinergia muito forte com o espírito dos ideais fomentados na época do Sidharta, pois usáramos bastante essa mesma sala de ensaio para compor e aprimorar aquelas canções novas, que agora seriam da Patrulha.

Ali, que houvera sido o QG do Sidharta na maior parte do tempo, o ambiente hippie era adequado para a atmosfera que buscávamos nessa nova identidade que imprimiríamos na Patrulha do Espaço.



Continua...

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