sábado, 20 de setembro de 2014

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 42 - Por Luiz Domingues



Resenha de nosso show na Praia Grande, (aliás, o resenhista insistiu na ideia de que fora em Santos, mas foi na Praia Grande), que saiu na edição de fevereiro da Revista Rock Brigade

Os meses de março e abril de 2000 foram de compasso de espera. 

O processo de mixagem, masterização, elaboração da capa e burocracia, tudo se arrastou, infelizmente. 

Como o Camerarti era um estúdio analógico, para masterizar e formatar o material para CD, precisamos procurar um outro estúdio especializado nesse serviço.
Eu, Luiz Domingues, e Rodrigo Hid, representamos a banda numa festa da Revista Dynamite, em dezembro de 1999, e na edição de fevereiro de 2000, nossa presença na festa foi registrada em nota, com foto. 

Após checarmos alguns lugares, fechamos com o estúdio Turbo. Era de propriedade de um experiente técnico, chamado Oswaldo, com muitos anos de trabalho como responsável pelo processo de "corte", nos tempos do vinil.
Uma das primeiras notas em imprensa virtual, o Site Wiplash, mais especializado no mundo do Heavy-Metal, falou do disco, quando ainda estávamos gravando. 

Ele "cortou" por muitos anos, e sabia que o processo era delicado. Masterizar é o último processo técnico, onde se dá a última equalização geral, já sobre o stereo configurado, acrescentando uma camada de grave ou agudo.

O chamado "corte" era o mesmo processo, quando o acetato de vinil ia ser formatado definitivamente.  

Fomos então ao estúdio Turbo, que ficava (fica), próximo à praça da República, no centro velho de São Paulo.
 
Outro exemplo de mídia virtual que nos apoiou na época, o Site "Casa do Rock" soltou nota falando sobre a volta da banda e a gravação do novo álbum de inéditas. O curioso, é que não fazemos a menor ideia de como arrumaram a foto da banda com Paulo Zinner na técnica do Camerati !! Um mistério até hoje não respondido !

Não foi na primeira sessão, mas na segunda que finalmente consideramos a definitiva, e acompanhados do técnico do Camerati, Zôro, que gentilmente nos auxiliou nessa decisão definitiva.
 
 

Concedemos entrevista para esse Fanzine, o Mega Rock, que era da cidade de Mauá, vizinha de Santo André. A entrevista foi no Camerati mesmo, num daqueles dias longos, onde não tínhamos nada a fazer, a não ser esperar a definição de uma mixagem de uma música para poder opinar, mas éramos aconselhados a não ficar na técnica enquanto trabalhavam, Zôro; Lanchinho, e Paulo Zinner 

O processo da masterização é bem técnico. São horas gastas olhando para um monitor de computador, vendo gráficos, análise de espectros de frequências, e tendo pouco contato com o som propriamente dito. 

Realmente não dava para ficar muito melhor do que ficou na edição final, que é o que vocês escutam no CD, devido ao sinal do Camerati não ter sido dos mais felizes.  

Logo mais, falarei do processo da capa, que também demandou trabalho. 


Continua...              

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