quarta-feira, 5 de março de 2014

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 2 - Por Luiz Domingues

Estava mesmo tranquilo, confiante e sobretudo ocupado com essa atividade como escritor/blogueiro e autobiógrafo, quando surgiram as primeiras sondagens de bandas e músicos interessados em meus serviços, como músico.

O primeiro sinal nesse sentido, entre abril e julho de 2011, deu-se quando fui sondado por uma jovem banda em início de carreira. 


Em conversa pelo inbox do Facebook, ouvi o som deles, e não curti, por acha-lo pesado demais para o meu gosto.

Era um som influenciado pelo Hard-Rock oitentista, e com ares modernosos. 

Para quem me conhece bem, e nesta autobiografia deixo muito claro qual é a minha formação musical básica, é claro que esses dois fatores não agradam-me em nada.

Independente disso, creio que o outro fator que pesou para eu declinar do convite, foi por sentir a inexperiência dos rapazes. 


Não teria nenhum problema em trabalhar com músicos bem mais novos do que eu, porém, nesse caso, achei-os imaturos, mesmo.

Portanto, além de não gostar da proposta artística, pesava o fato deles serem bastante imaturos, e convenhamos, nesse caso, seria um sacrifício para mim (e do alto de meus então, 51 anos de idade), e dessa forma, não teria nenhum motivo para encarar um negócio desses. 


Não revelarei o nome da banda, mas achei-os animados, e extremamente simpáticos, portanto, desejei boa sorte, e estou na torcida por eles alcançarem seus objetivos, pois são garotos "do bem", e merecem o êxito na carreira.

Outra sondagem foi a de uma banda já consolidada, com discos lançados etc. Mas essa sondagem foi sutil, não explicitando-se.


Ficou só nas insinuações, mas eu não dei muita vazão, pois os próprios membros da banda davam a entender que o trabalho caminhava para a dissolução, desencantados com as dificuldades do mercado etc. 

Não faria sentido entrar numa banda em vias de extinção, tendo recentemente passado pelo mesmo processo com o Pedra.

Uma terceira oportunidade revelou-se também insípida. 


Era um músico, muito gente boa, aliás, mas que convidou-me apenas para unir forças, talvez gravar algo juntos. Não era nem uma proposta concreta de formar uma nova banda, ou projeto que fosse. 

Era muito "aéreo" demais, apesar dele ser gente boa.

Prefiro não revelar nem o nome da banda que citei acima (que aliás encerrou atividades, de fato), e nem o desse músico do qual falei no parágrafo acima.


Tampouco revelarei do próximo...mas essa quarta oportunidade foi a mais tentadora nesse período. 

Tratava-se de uma banda jovem e super talentosa que eu admirava muito. Estava acostumado a incentivá-los, e divulgar o seu trabalho pelas redes sociais, com enorme prazer, inclusive.

Foi então que recebi uma sondagem de dois de seus membros, sabedores que o Pedra havia encerrado atividades. 


Fiquei surpreendido, pois não imaginava que estariam perdendo seu ótimo baixista. Mas, parecia que o rapaz iria sair, e eles lembraram de mim.

Eu teria entrado com muito prazer nessa ótima banda, apesar deles serem bem novos. 

E não me importaria em vestir a camisa, mesmo sabedor de que era uma banda sem produção, dinheiro, e tampouco contatos. 

Seria um começar de novo, com uma banda zero KM, fazendo a inevitável via crucis dos iniciantes, mas isso não me incomodaria, a grosso modo.

Mas acabei não aceitando o gentil convite dos rapazes, porque simultaneamente, recebi um recado no Facebook, e no Orkut, de um guitarrista muito conhecido no meio Rocker paulistano, e era uma proposta dupla de trabalho, bastante interessante.

O nome desse guitarrista...Kim Kehl !


Continua...

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