domingo, 2 de março de 2014

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 7 - Por Luiz Domingues




Então fomos conversar com o baterista Marquinhos Almada. 

Ele se mostrou receptivo no primeiro instante, mas depois a conversa foi se afunilando em torno do Hard Rock, e aí percebemos mutuamente que acabaríamos entrando num conflito mais para a frente, porque o Sidharta pretendia ser uma usina de sons abertas à várias tendências, e não só o Hard-Rock.

Continuamos então pensando em outros nomes. 


Nosso amigo, o baterista Paulo Thomaz, então no "Cheap Tequilla", e hoje no "Kamboja", sugeriu o nome de Alex Soares.
Ele houvera sido baterista do Big Balls, do Xando Zupo, e ex-aluno do Paulo. 

Contudo, estava "sumido", e o Paulo ficou de descobrir o seu paradeiro. 

Não acabou achando-o, mas quase sete anos depois eu estaria ensaiando nos primeiros momentos do Pedra, com ele... 

Enquanto esperávamos o contato do Alex Soares, que na verdade, nunca chegou, pensamos também em Tibério Corrêa, por ser um músico que era egresso dos anos 60/70, e certamente entenderia a nossa proposta. 

Mas também ponderamos que ele estava envolvido demais com o Heavy-Metal oitentista do Harppia, sua banda, e talvez tivesse perdido o contato com as raízes.

Prosseguimos ensaiando, e compondo entre os três. 


A primeira música que fizemos juntos, era uma ideia original minha, que tinha composto no violão, e o Rodrigo deu vários "tapas". 


Ainda sem nome definido, nem letra, era um soul bem setentista, com cara de "Blaxpoitation". 

Informalmente, nós a apelidamos de "Jackson Five". 

A segunda a ser composta, era uma ideia do Rodrigo. 

Um Rock que eu colaborei fazendo a letra, chamado "Retomada", que evocava aquele momento bonito de religação com o ideal Woodstockiano. 

Lembrava bem o Rock brasileiro setentista, talvez numa onda do Bixo da Seda, ou O Peso.

Uma terceira canção foi composta pelo Rodrigo, e lembrava demais o Led Zeppelin. 


Meio na onda de "The Rain Song", ou "Ten Years Gone", por exemplo. 

Ele a batizou com o nome mezzo esotérico, mezzo lisérgico de "O Pote de Pokst". 

Essas foram as primeiras, mas logo foram surgindo outras, ainda em 1997.


Continua...

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