quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Autobiografia na Música - Língua de Trapo - Capítulo 81 - Por Luiz Domingues

Veio então a terceira semana da temporada no Teatro Lira Paulistana.

Mas antes, fizemos uma nova aparição no programa "A Fábrica do Som ", da TV Cultura. Ocorreu no dia tradicional das gravações do programa, na terça-feira, desta feita caindo no dia 20 de março de 1984.
Nos apresentamos tocando duas músicas, "Concheta"; "Pensamento Positivo", e "Crocodilo".  

Só "Crocodilo" e "Pensamento Positivo" foram ao ar, no sábado subsequente. Lembro-me que usávamos o ridículo terno verde e amarelo que abria o show normalmente.
Still do vídeo do Língua de Trapo executando "Crocodilo", com a minha figura em destaque

Tem um vídeo no You Tube justamente com a performance de "Crocodilo". Eu estou em destaque nesse vídeo, porque quem o postou no You Tube, é um fã de outros trabalhos meus, e dessa forma, quis enfatizar isso, da maneira que o nominou. 

Foi uma apresentação energética, e quem não conhecia o Língua, poderia até confundir-nos com uma banda de Rock tradicional, e não perceber o caráter satírico da performance. 

Já ouvi gente dizendo que associava o Língua de Trapo ao Sha-na-na, banda satírica norte-americana, mas acho que essa comparação cabia mais ao Joelho de Porco. 

Enfim, foi uma boa apresentação, certamente apoiando a divulgação da temporada no Lira Paulistana.

http://www.youtube.com/watch?v=ynI0qI_H6PI
Link do vídeo no You Tube.

Como ocorrência off, lembro-me que os técnicos da TV Cultura enfrentavam algum  problema técnico, e pediram para que esperássemos um pouco para começarmos a tocar. 

Abaixo, o vídeo de Pensamento Positivo :

https://www.youtube.com/watch?v=3CdYCSyl18Q&feature=youtu.be
Link do vídeo no You Tube 

Claro, num show ao vivo com mais de mil pessoas na plateia, e a adrenalina a todo vapor, era difícil controlar a expectativa do público. 

Então, inocentemente eu toquei alguns riffs do Led Zeppelin e o teatro entrou em ebulição. O Laert ficou bravo comigo, e pediu para que eu parasse imediatamente. 

Lógico, era inconveniente atiçar a plateia dessa forma e certamente abriria o precedente de muitas pessoas desviarem o foco do Língua, e ficarem pedindo que tocássemos Led Zeppelin, ou covers de outras bandas. 

Parei imediatamente, claro, e percebi que aquela atitude era inconveniente naquele instante.

Continua...

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