domingo, 19 de julho de 2015

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 376 - Por Luiz Domingues


Reta final deste que é um dos, senão o mais longo capítulo de minha autobio, contando toda a minha trajetória com A Chave do Sol.

Sobre o que significou essa banda para mim, acho que ao longo de toda narrativa já exprimi com detalhes, e em cada pormenor desses, está embutida a emoção inerente.

Tivemos muita gente valorosa ao redor da banda, que trabalhou conosco direta ou indiretamente, muito apoio voluntário, sempre bem vindo e mesmo pessoas que não contribuíam ativamente, mas vibravam positivamente pelo nosso êxito.

Espero não me esquecer de ninguém que gravitou na nossa órbita nesses cinco anos e claro, fica a ressalva que o Blog está sempre aberto a reedição e lembrando de mais nomes, ou na necessidade de estabelecer correções pontuais, o farei de imediato.

Peço desculpas antecipadas por esquecimentos, portanto e também se mencionarei apenas nome ou sobrenome, ou mesmo apelido de pessoas, em alguns casos onde o nome completo, fugiu-me.

Falando do início em 1982... 


Creio que a primeira personagem que merece menção, foi Dona Sabine, a proprietária do Café Teatro Deixa Falar. Claro que foi de forma indireta, e meramente ocasional, mas graças à ela, eu fui apresentado ao namorado de sua filha, um jovem guitarrista chamado Rubens Gióia.

Se não fosse por seu intermédio, esse encontro jamais teria acontecido, e provavelmente não teria existido a nossa banda.

Agradeço ao Edmundo, um bom amigo e que teve a boa vontade de se apresentar como baterista a convite meu. Não deu certo, mas ele sempre foi um cara bacana, que me apoiou desde os primórdios do Terra no Asfalto em 1979, quando o conheci.

Com a banda dando seus primeiros passos, uma turma de amigos que o Rubens havia conhecido numa escola em que estudou na Vila Pompeia, nos acompanhou de forma fiel, do primeiro show, até 1985, com uma dispersão gradual, daí em diante.

Esses rapazes eram rockers, e apoiaram a nossa banda de uma forma apaixonada, prestando-nos um apoio extraordinário. Eram roadies; carriers; divulgadores; faziam torcida uniformizada nos lugares onde tocávamos, enfim, apoiadores sem reservas, fazendo sol; chuva ou frio...

Nessa foto de 1984, em pé, da esquerda para a direita alguns desses que estou citando: Zé Luiz Dinola e Eliane Daic; Sergio de Carvalho; Hélio; Rubens Gióia e Monica Maya. Agachados : Daniel Negrão; Luiz Domingues; Claudio D. de Carvalho e Chico Dias

Claudio T. de Carvalho ("Capetóide); Celso "Esponja" Bressan; Sergio de Carvalho; Daniel "Papel" Negrão; Iran Bressan, Carlos Muniz Ventura ("Carlão").

Esses jovens nos ajudaram demais em vários aspectos, mas principalmente pela amizade e sincero apreço pelo trabalho que construímos.

Da parte do Zé Luis, agregou-se à banda os seus então cunhados, irmãos de sua namorada na época, os irmãos Ogawa. Seiji Ogawa tornou-se o nosso primeiro fotógrafo, e mesmo sendo amador, teve o enorme mérito de registrar os momentos iniciais da nossa carreira, e até a primeira sessão de fotos promocionais, foi realizada por ele, em 1983.

Rolando Castello Junior era famoso e a Patrulha do Espaço estava num patamar muito acima do nosso, mas sua solidariedade em nos ajudar nos primeiros momentos difíceis, emprestando equipamento da Patrulha para podermos atuar ao vivo, nunca poderá ser esquecida, e será sempre objeto de minha gratidão.  
Wagner Sabbath em foto dos anos oitenta, do acervo do poeta Julio Revoredo

Falarei detidamente sobre o poeta Julio Revoredo depois, pois o considero um membro emérito da banda, mas vindo de sua parte, preciso citar o Wagner "Sabbath", um rapaz obstinado, que perseguia o seu objetivo de se tornar um vocalista de banda de Rock, mas que era também muito alegre e prestativo. Foi até "segurança" nosso em algumas circunstâncias (relatadas em capítulos anteriores), quando o seu porte físico avantajado nos auxiliou nesse sentido.

Em 1983...

Quando entramos no Victória Pub, no início de fevereiro de 1983, conheci Paulo Zinner, Raul Müller "Zica" e Nelson Brito. Nas circunstâncias em que adentramos aquele ambiente, jamais me esquecerei da solidariedade do Nelson Brito em ceder-me seu amplificador para os 14 shows que ali fizemos, e ele nem me conhecia ainda. Tal dívida de lealdade ficou eterna e mesmo quando tive a chance de retribuir a gentileza, muitos anos depois, emprestando meu equipamento para ele gravar um álbum do Golpe de Estado, emocionalmente falando, acho que não quitei minha dívida. Sempre o ajudarei, até a eternidade.

As pessoas que produziam o programa "A Fábrica do Som" , nos trataram com enorme carinho. Fora o fato do programa ser 100% ético e não ter nenhuma contaminação mafiosa, como todos os programas de TV tem hoje em dia, depois que tocamos pela primeira vez, a camaradagem sempre foi muito grande, ao ponto de nós termos tocado numa edição que não foi ao ar, e sob condições técnicas deploráveis (relatado com detalhes, muitos capítulos atrás), só para ajudá-los num momento muito difícil, onde até uma tragédia poderia acontecer, pelo fato da filmagem ter sido cancelada, mas com 1500 pessoas dentro do teatro, ansiando pelo espetáculo.

Entre mais de seis pessoas que compunham essa produção, lembro-me do Pedrão (acho que o sobrenome era "Costa") e Cristiane Macedo.  

Um personagem sensacional que entrou na nossa vida e muito nos ajudou, chamado Luiz Carlos Calanca, creio, que no decorrer do relato, sua pessoa foi citada e exaltada muitas vezes. E dentro dessa "família Baratos Afins", outras pessoas bacanas vieram no embalo : Vitória Calanca, sua esposa e uma pessoa muito prestativa e carinhosa para com nossa banda; seu irmão, Carlos Calanca, um rapaz sempre bem humorado e vários funcionários da loja, que mais ou menos, também se afeiçoaram à nossa banda.

Sobre 1984...
Foto das sessões de gravação do compacto de 1984. Robson T.S. é o rapaz de bigode, ao fundo

De cara, sou grato ao técnico Robson T.S., que operou o som e o mixou na gravação de nosso primeiro disco. Sua boa vontade em nos auxiliar foi tremenda e nessa gravação, além de não sermos experientes em estúdio, fomos de peito aberto, sem fazer pré-produção e arriscando em ter à nossa disposição um técnico chato, ou arrogante e manipulador, ou simplesmente não curtir o nosso trabalho e nos dar um tratamento gelado. Por sorte, nada disso ocorreu e ele foi solícito, interessado, paciente e deu seu máximo para sairmos dali com o melhor áudio possível para o nosso disco de estreia.

Agradeço à Fabio Rubinato e Seiji Ogawa que nos auxiliaram com sessões de fotos que ilustraram a capa do compacto.  

Um super agradecimento à Beth Dinola, irmã do Zé Luis e que fez o lay out da capa desse compacto. Beth era (é) uma artista plástica talentosa e sua torcida para ver a banda crescendo, muito emocionante ao lado de seu filhinho, Victor Dinola, então com sete anos de idade e que assistiu muitos ensaios e shows da nossa banda.
Eliane "Lili" Daic, em foto de 1986, trabalhando num ponto de explosão pirotécnica, preparando a pólvora...

Eliane Daic, foi namorada do Zé Luis, do início de 1984, até meados de 1987, e se envolveu com a banda mais diretamente a partir de 1985, quando assumiu como nossa produtora executiva. Sou-lhe grato pela mão que nos deu nessa função, e também nas tarefas do fã clube.  
Edgard numa foto recortada de 1986, no camarim do Teatro Mambembe


Edgard Puccinelli Filho, vulgo "Pulgão", era nosso amigo, que tornou-se roadie, e seu ponto forte mesmo era o de um performer. Figuraça freak, com talento latente para ator, chamava a atenção pelo seu comportamento excêntrico e histriônico, e claro que se tornando um chamariz ambulante, tornou-se a figura ideal para fazer vendas de merchandising e relações públicas do fã clube, angariando adesões nos locais de shows.    

Acabou participando com uma parceria de letra na música "Anjo Rebelde", primeira faixa do EP de 1985.
Soraia Orenga e Rosana Gióia juntas de nós, gravando os backing vocals da música "Luz" 

Agradeço a Soraya Orenga, e a irmã do Rubens, Rosana Gióia, por atuarem como convidadas na gravação dos backing vocals desse compacto. 

Dalam Junior; o casal de jornalistas Mirna e Roberto Casseb, Antonio Celso Barbieri e Orlando Lui, pela produção do evento "Praça do Rock", onde nos apresentamos várias vezes, e sem dúvida alguma, foi um polo que muito nos ajudou a impulsionar nossa carreira.
Can Robert, um tremendo técnico de som e muito gente boa que muito nos ajudou

Can Robert foi um técnico de som sensacional que muito nos auxiliou dentro do Teatro Lira Paulistana e em alguns show fora, também.  
                           Cida Ayres em foto bem mais atual

Cida Ayres, produtora executiva do Língua de Trapo, que afeiçoou-se à nossa banda, e muito nos ajudou nesse ano de 1984, abrindo portas para shows de maior envergadura.

Hélcio Junior, um fã que tornou-se amigo, e que muito nos auxiliou nesse período entre 1983 e 1984.

Hélio, um rapaz que quis ser roadie, mas ficou pouco na banda. Grato por isso, mas já falei e repito :aquela fita K7 com um show completo com a presença do vocalista Fran Alves nos vocais, era um registro único dele ao vivo conosco...lastimo muito ter-lhe emprestado essa joia rara em 1989, com a promessa de devolução imediata, mas que até hoje (2015), ainda não a recebi de volta...

No ano de 1985... 

Grato pela tentativa de fazer algo maior pela cena, sr. Mário Ronco. 
Antonio Celso Barbieri,em foto de 2015, quando lançou seu livro "O Livro Negro do Rock", em São Paulo

Antonio Celso Barbieri já era nosso conhecido desde 1984, mas foi a partir de 1985, que mais pudemos interagir juntos. Sua capacidade e iniciativa para concretizar shows, festivais e agitos em geral na mídia, eram notáveis. Sua lisura no trato conosco, exemplar, e só posso lamentar o fato de que ele não nutrisse vontade de ser um empresário exclusivo de um artista e no caso, nós, pois teria sido o manager ideal (assim como Jerome Vonk, outro empresário que eu admirava). Tudo o que ele fez e onde nós estávamos inseridos, foi bem feito.

Luiz Calanca teve papel ainda maior em 1985, como produtor geral do nosso segundo disco. Dentro das possibilidades de uma gravadora pequena como a Baratos Afins, ele deu 110% de seu apoio, eu diria.

Obrigado Daryl Parisi, pela força no estúdio, gravando teclados em nosso disco. Está lá eternizada essa camaradagem em forma de arte.

Líbero, pela capa do disco, embora tenhamos tido muitos dissabores com tal lay-out, mas como deixei claro na narrativa, o isento completamente disso !

Bocato, o trombonista superb e sua paciência mastodôntica para transcrever nossas músicas para um possível songbook...

No ano de 1986...

Beto Cruz trouxe uma força tarefa formada pelos seus irmãos quando entrou na banda. Ele tinha cinco irmãos, e pelo menos dois deles, Marcos e Claudio Cruz, foram muito presentes na vida da banda daí em diante, auxiliando-nos em muitos aspectos.  

Sou muito grato à produção da TV Cultura que nos convidou espontaneamente para produzir um vídeo-clip para a música "Sun City". Numa década onde ter um bom clip na TV era tão ou mais importante que um bom disco, foi a nossa honrosa salvação para não passar em brancas nuvens na carreira, nesse quesito.

Eduardo Russomano, era um fã que virou amigo e daí a roadie e funcionário remunerado do fã-clube, foi um pulo. Um do caras mais legais que conheci não só em termos de carreira, mas na vida, era solícito, extremamente educado e boa praça. Continuamos amigos depois que banda acabou e por volta de 1991, me contou que estava com uma doença sanguínea que não era leucemia, mas algo derivado e não identificado nos anais da medicina. Tanto que seu tratamento foi feito na Unicamp, pois os médicos queriam entender o que era aquela estranha e desconhecida variante da leucemia. Fomos conversando por correspondência, e ele mudou-se para Santos, por volta de 1992. 

De-repente as cartas foram rareando, e num dia de 1995, recebi o telefonema de uma moça que identificou-se como sua namorada e ela me deu a notícia de seu falecimento. Era muito jovem e extremamente gente boa. Foi a primeira perda de alguém que fora muito próximo da Chave do Sol. 

E lastimo muito não ter nenhuma foto dele sequer, para ilustrar esta autobio.

Clemente Nascimento e Ronaldo Passos, dos Inocentes; e Charles Gavin, dos Titãs, eram artistas que estavam no mainstream, faziam parte de estéticas antagônicas à nossa, mas que muito nos ajudaram, tentando com suas forças e influência, puxarmos para o mundo encantado das gravadoras majors do mainstream. Não lograram êxito por diversos fatores, mas sua tentativa de ajuda abnegada, foi muito bacana e os três tem meu agradecimento eterno por isso.

                               Clovis, em foto bem mais atual
                              
Clovis, o técnico "gente fina", que muito nos auxiliou a gravarmos a segunda demo de 1986.

Mário e Rosana Abud, que formavam um casal mega simpático e que abriram seu apartamento no bairro do Cambuci, na zona sul de São Paulo, para receber Rockers de várias bandas da cena oitentista, para jantares regados a sessões de vídeos incríveis. Não só A Chave do Sol, mas várias bandas da cena, são muito gratos a ambos não só por esses convites de cunho socioculturais e também pelo maciço comparecimento em quase todos os shows. 

OK, o Studio V nos prejudicou muito em vários aspectos, mas analisando quase trinta anos depois (2015), não acho que tenha sido por maquiavelismo da parte deles, mas um misto de inoperância com más estratégias em paralelo, e que os minou para pensar e agir sobre a nossa carreira com foco e eficiência. Talvez se não tivessem gastado tanto dinheiro com um pseudo artista como aquele cantor pop lusitano e ridículo, tivessem equilíbrio para lutar por nós. Enfim...

Ricardo C. Aszmann era um garoto adolescente ainda, quando nos abordou, pedindo-nos permissão para fundar um fã-clube da Chave do Sol no Rio de Janeiro. Claro que aceitamos, e toda ajuda era bem vinda.

Ele de fato fez muitos esforços nesse sentido, mas foi além e tornou-se um grande incentivador e agitador da nossa banda, no Rio, dando-nos dicas e até abrindo importantes frentes de divulgação e trabalho.

Nossa amizade perdurou nos momentos pós-Chave e mantivemos comunicação por cartas e telefone, além de encontros pessoais, coincidindo com o fato de que por conta de um namorada carioca que eu tive entre 1987 e 1992, frequentei o Rio com bastante assiduidade nesses cinco anos citados.

Ricardo estudou muito guitarra e se tornou um tremendo instrumentista. Fez faculdade de música e adquiriu forte bagagem teórica, também.

Já foi componente de muitas bandas; foi side-man de artistas; gravou disco solo e ministra aulas até os dias atuais.

Em 2015, montou uma banda chamada "Miss Love"(assista um vídeo acima, onde interpretam uma música de Thelonious Monk, "Well You Needn't"), com o objetivo de atuar na noite carioca e com planos de expansão para a paulistana, também. Trata-se de um trabalho fino, com músicos de alto nível e muito bom gosto. O som é eclético e passeia entre o Jazz; Soul; MPB; Blues-Rock, e outras vertentes.
 

1987...

Agradeço ao "Bip Bip", cujo nome verdadeiro, esqueci-me completamente. Acho que era Ricardo. Nada deu certo para nós na RCA Victor, mas ele não teve culpa, e pelo contrário, até aonde podia, deu o seu melhor.  

Sou grato à Rock Brigade, e em específico nas pessoas de Antonio D. Pirani; Eduardo de Souza Bonadia e Paulo Caciji, que nos auxiliaram na parte burocrática da produção do LP The Key.  

Muito grato ao Ivan Busic, que num momento de horrível turbulência, veio nos socorrer prontamente, com suas baquetas de alto nível. Estendo o agradecimento ao seu irmão Andria, que também auxiliou-nos com vocais no LP The Key.

Fernando "The Crow" Costa e seus teclados setentistas sensacionais...muito grato por tocar no nosso álbum !


Baita prazer trabalhar com o produtor Edy Bianchi, não só pela sua competência, mas pelos inúmeros papos que tivemos sobre o Rock progressivo setentista, nossa paixão em comum. Em meio à hostil década de oitenta, conversar com alguém que amava tais signos setentistas, equivalia à um oásis no meio do deserto.

Agradeço ao Guto do Estúdio Guidon; Edelson & Pepeu, os técnicos;Walcyr Chalas da loja Woodstock; Mario Monteiro pelo lay-out da capa; Carlão Muniz Ventura e estúdio Pugliesi pelas fotos, e Paulo Caciji pela diagramação do encarte.


Sobre os jornalistas que mais nos deram força nesses cinco anos de 1982 a 1987 :

Meus sinceros agradecimentos para :
Roberto (Rádio Cultura AM); Luiz Antonio Mello (Fluminense FM - Rio); Antonio Carlos "Tony Monteiro (Revistas Roll; Metal; Mix, e jornal Contracorrente); Sergio Martorelli (Revistas Roll e Metal); Claudia Schäffer (Revista Metal e Rede Bandeirantes de TV); Amanda Desireé (Revista Roll); Leopoldo Rey (Revistas Som Três e Bizz; e 97 FM); Valdir Montanari (Revistas Rock Stars; Rock Show; Rock Passion e Programa Sinergia - USP FM); Antonio D. Pirani e Eduardo de Souza Bonadia (Revista Rock Brigade); Fausto Silva, Oscar Ulisses & Osmar Santos Jr. (Programa Balancê - Globo/Excelsior FM); Primo & Mister Sam (Programa Realce Baby - TV Gazeta); Toda a produção da TV Cultura; Sergio Groismann (Programa Matéria Prima - Rádio Cultura AM); Beto Peninha (Programa Rockambole - 97 FM); Laert Sarrumor & Ayrton Mugnaini Jr. (Programa Rádio Matraca - USP FM); Richard Nacif (Programa Riff Raff - 97 FM); Rita Lee & Roberto de Carvalho ( Programa Rádio Amador - 89 FM).

Meu agradecimento também aos pequenos fanzines, que nem vou enumerar, mas muito auxiliaram-nos na árdua tarefa de divulgar o nome de nossa banda.

Mesmo caso de músicos e bandas que nos auxiliaram em muitas circunstâncias. Corro o risco de esquecer de alguém, portanto, agradeço de forma generalizada.

Aos que me incentivaram a escrever a autobio e muito interagiram na história específica da Chave do Sol :

Não posso deixar de mencionar algumas pessoas que muito me incentivaram, quando comecei a escrever minhas memórias, e usando uma plataforma pública de Internet, no caso, a comunidade "Luiz Domingues", na extinta e saudosa rede social Orkut, criada por uma amigo chamado Luiz Albano.

Ali, em 2011, foi minha base primordial para começar a escrever, e usei tal plataforma até o último dia de vida do velho Orkut, em 2014. O material bruto que lá escrevi, alimentou 317 capítulos deste relato da Chave do Sol, fora os de outras bandas onde atuei. Os demais até o final, nº 379, escrevi diretamente neste meu Blog 2

Menção honrosa portanto para meus incentivadores mais ativos no texto bruto do Orkut : Luiz Albano; Marinho "Rocker" Figueiredo Filho; Marcos Romano e Ricardo Aszmann, que foram os que mais interagiram ainda no texto bruto do Orkut, além de meu primo, Marco Turci.

Estendo esse agradecimento ao Will Dissidente, um rapaz extremamente inteligente; abnegado; solícito e que administra o Blog da Chave do Sol de uma forma muito entusiasmada.
Will Dissidente apresentando um show de Heavy-Metal, em foto recente de 2014

Will é um agitador cultural nato, e além de suas atividades virtuais, costuma ser apresentador de shows ao vivo, animando e esquentando plateias. Ele é paulistano, mas vive atualmente no sul  de Minas, mais precisamente na cidade de Varginha. 

E não posso deixar de agradecer ao meu primo Emmanuel Barreto,
que dirige o Site/Blog Orra Meu, onde sou colunista fixo desde 2011, que muito me ajudou a resgatar material de áudio e vídeo da banda. E também à produtora Jani Santana Morales, que estabeleceu parceria comigo nesse mesmo sentido, em 2015, e vem me auxiliando no resgate de material raro e postagem no You Tube.


Familiares e parentes :

Sobre familiares dos membros, já citei alguns anteriormente. Mas  claro que preciso esticar um pouco mais essa lista.

Da parte do Rubens, sua família teve papel preponderante na construção e desenvolvimento de nossa banda.

Só o simples fato de emprestarem sua residência para que promovêssemos ensaios com a disciplina ferrenha que tínhamos, já era algo sensacional, pois não era nada fácil para a família, ter uma banda de Rock tocando num quarto sem nenhum tratamento de contenção acústica, mesmo com as janelas fechadas e sendo numa edícula deslocada da estrutura residencial propriamente dita, e pior, de segunda a sexta, das 15 ás 22 horas, sistematicamente, e muitas vezes promovendo ensaios extras em sábados, domingos e feriados...

Nunca reclamaram, a não ser pedidos esporádicos para abaixarmos um pouco o volume, mas conto nos dedos de uma única mão, a quantidade de ocasiões onde isso aconteceu.

Dr. Rafael Gióia Jr. era também um artista (poeta com muitos livros publicados e discos lançados com seus poemas declamados), e sabia valorizar a paixão que tínhamos pelo trabalho, pelo exercício da arte livre... 

Sou grato à mãe do Rubens, Dona Dinorah e seus irmãos; Rafael; Roseli; e Rosana. Todos entusiasmados torcedores da nossa banda.

E não posso deixar de citar as funcionárias domésticas da família, lideradas por Dona Maria. Muito grato por nos auxiliar abrindo e fechando portas, e anotando recados telefônicos.

Gratidão eterna à família Gióia !

Idem em relação à família do José Luiz Dinola, na figura de seus pais e irmãos. Graças ao Dr. João Baptista Dinola, usamos e abusamos de seu escritório na rua dos Pinheiros, que foi por anos, a base de nosso Fã-Clube. Tanto quanto a nossa sala de ensaio na residência da família Gióia, o escritório da família Dinola era a extensão de nosso QG, e base das operações...

Sobre os irmãos do José Luis, usamos muito a velha Kombi de João Dinola em várias produções; Beth Dinola fez o lay out de nosso primeiro disco, e o cenário do show de lançamento do segundo; Eliana Dinola nos auxiliou até como produtora no Rio de Janeiro, fora oferecer seu apartamento em Ipanema como base de nossas operações pela cidade.

Meu muito obrigado à família Dinola ! 

Sou grato aos irmãos do Beto Cruz, que muito nos ajudaram, quando seu irmão ingressou na nossa banda. Principalmente Claudio e Marcos Cruz, mais presentes no cotidiano da banda.

Sobre os outros membros com passagens mais curtas, Percy Weiss; Verônica Luhr; Chico Dias, e Fran Alves, não tenho muito o que acrescentar sobre familiares; parentes e amigos que agregaram algo significativo para banda em suas respectivas passagens.

E finalmente, sobre minha família, nessa época eu estava afastado do meu pai, mas sabia que ele acompanhava de longe e ainda que não desse o braço a torcer, pois se posicionava contra a minha decisão de ser artista, eu ouvia comentários que ele me via na TV, e guardava recortes de jornais e revistas onde eu aparecia. Só nos reaproximamos em 1993, novamente, portanto, numa outra fase da minha carreira. Já minha irmã era criança, e minha mãe nunca colaborou de forma contundente pelas circunstâncias da vida, mas, sua torcida era total, e só eu sei o quanto isso me ajudava em minha casa.

Minha prima Mara Turci, teve um episódio de ajuda, já relatada e no mais, muita torcida de vários tios; primos; e de alguns avós ainda vivos naquela ocasião.


Continua...

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