segunda-feira, 6 de julho de 2015

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 79 - Por Luiz Domingues


Então, além das atividades coletivas de ações de divulgação (principalmente distribuição de filipetas em porta de grandes shows, onde meus alunos se misturavam aos "monges", já citados), a grande ação se deu mesmo nos meses de outubro e novembro de 1996, quando a gravadora Velas propôs fazer um aparato muito bacana de marketing para dar suporte ao lançamento do CD Lift Off, do Pitbulls on Crack.

Contudo, para garantir tal aparato, pediram-nos um esforço de mutirão, para garantir que esta ação fosse concretizada mediante uma minimização de custos.
Na minha sala de aulas, da esquerda para a direita : Cali Keller; eu, Luiz Domingues; Emmanuel Barreto. Sentado, Ricardo Schevano.

Claro que aceitamos essa condição imposta, e de antemão, eu tinha o meu trunfo pessoal de contar justamente com meu quadro de alunos, e tinha a certeza de que eles colaborariam nessa tarefa com bastante entusiasmo, primeiro pela farra que isso seria, e na adolescência não se precisa falar duas vezes para que se aceite uma bagunça generalizada dessas...

E segundo, que todos, sem exceção, tinham pretensões artísticas pessoais e muitos já com bandas em curso. Então, estarem ajudando também significava para eles a oportunidade de fazerem contatos, inserirem-se no mundo fonográfico, no show business etc etc, mesmo que de forma inicialmente insípida.
Da esquerda para a direita, os irmãos Ricardo & Marcello Schevano, e Toni Peres. Este último, trabalharia na selo Primal, pouco tempo depois, numa intervenção direta de minha parte.

Claro que na medida do possível, eu mesmo incentivava que eles aproveitassem a oportunidade para irem travando contato e conhecimento desse mundo. E no frigir dos ovos, muitos acabaram fazendo contatos interessantes e até um emprego formal eu arrumei para um deles, quando surgiu uma oportunidade, dentro da gravadora.

E do que se tratava a tarefa de mutirão ?

A gravadora através de seu departamento de marketing, aprovara a concepção de um aparato de apoio para a divulgação do CD. 

Mediante Brainstorm realizada entre a banda e o marqueteiro da gravadora, foi concebida uma lata de média proporção, que seria embalada com um rótulo evocando a banda, mas imitando a famosa lata de Sopa Campbell, estilizada em Pop Art pelo artista plástico Andy Warhol.

Dessa forma, dentro da lata, além do CD, haveriam muitos objetos oferecidos como brinde e para preparar cerca de 3000 latas com tal aparato incluso, a gravadora economizaria uma boa quantia se nós organizássemos um mutirão, e realizássemos tal tarefa gratuitamente.

A oportunidade de se trabalhar na linha de produção de uma autêntica fábrica, era um convite à farra generalizada e assim, claro que muitos de meus alunos aceitaram de pronto a incumbência...

Continua...

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