segunda-feira, 20 de julho de 2015

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 379 - Por Luiz Domingues


Agora, chegou a hora de falar do núcleo base da banda, do trio que a fundou em 1982, e escreveu sua história. 

Na verdade, termino falando da dupla que me acompanhou nessa jornada : Rubens Gióia e José Luiz Dinola.


José Luiz Dinola



Zé Luiz, por ser técnico ao extremo, nos puxou para o Jazz-Rock, de uma forma absurda, logo no início das nossas atividades de composição do material da banda.

Não que não gostássemos do Jazz-Rock da década de setenta, pelo contrário, eu e Rubens o curtíamos muito. No entanto, não era a nossa predileção natural. Gostávamos mais de Rock'n Roll clássico; Hard e Prog Rock setentista; Acid Rock e Psicodelia sessentista, e no meu caso pessoal, a lista se estende para a Black Music; Folk; MPB etc etc.

Mas essa forçada de barra para o Jazz-Rock moldou nossa personalidade inteiramente a seguir, e de certa forma, obscureceu os signos de outras tendências que curtíamos no Rock, estigmatizando-nos como a uma banda de Jazz-Rock com forte acento setentista.

Portanto, muito do que construímos nos primeiros anos da banda, e digo em termos de repercussão, após termos feito nossa primeira aparição na TV, foi por conta dessa identidade sonora que marcou a nossa imagem.

Portanto, nessa primeira análise, computo ao Zé Luis, a importância de nos ter dado a primeira imagem pública enquanto identidade, e que muito nos deu respeito, sobretudo

Longe de ser algo palatável ao mundo fonográfico e radiofônico, essa vertente de difícil assimilação pelo grande público, nos proporcionou respeito entre músicos; jornalistas e produtores, ao menos.

Como baterista, o Dinola dispensa apresentações. É simplesmente um dos maiores da história do Rock brasuca, pela técnica refinada, versatilidade e criatividade.

Dinola tinha potencial para cantar bem. No início das atividades da banda, encarou cantar algumas canções, mas foi deixando de lado, à medida que íamos incorporando vocalistas na banda.

Quando nos envolvemos no Sidharta, muitos anos depois (essa banda tem capítulos exclusivos, já publicados e encerrados), ele demonstrava grande evolução nesse quesito, e cantava ainda melhor e era bom, em criar arranjos vocais.

Aliás, talento para arranjador era outra qualidade sua. Desde o início da Chave, sua capacidade inventiva era extraordinária para dar ótimas ideias de arranjos.

Sobre a Chave em si, lembro com saudade do nosso esmero incrível em criarmos convenções intrincadas de baixo e bateria. Passávamos horas criando e repassando trecho por trecho, fazendo divisões rítmicas as mais inusitadas e quase sempre de difícil execução...como gostávamos de complicar as coisas...mas também, como ficavam expressivas tais criações, e realçavam as nossas composições !

Fora da música, Dinola é um gênio inventivo. Sua capacidade de fazer coisas com as próprias mãos é incrível. Na eletrônica, na marcenaria & carpintaria; construindo e consertando coisas, Dinola era um misto de Professor Pardal, e um produtor executivo com poderes de contra-regra.

Outra característica sua muito boa, era a sua boa vontade de encarar todos os desafios, e não foram poucos os que tivemos que suplantar. Somente na reta final, o duro golpe da frustração de não termos dado o passo além que achávamos que estávamos perto de dar, o desanimou. Lastimo muito que isso tenha lhe dado o impulso de deixar a banda. Talvez se esperasse mais um pouquinho, a crise em que mergulhamos poderia ser suplantada se estivéssemos unidos, mas com sua saída, ficou difícil de contê-la e pior que isso, evitar o final da banda. 

Sou-lhe grato pela música bonita que produziu com suas baquetas; pelo companheirismo; pelas risadas que demos; pelas caronas; pelas horas a fio em que trabalhamos no escritório de seu pai, em prol da nossa banda...

Depois que desistiu da loucura de deixar a música, Dinola teve trabalhos com combos diversos pela noite paulistana, tocando com muita gente. Envolveu-se uma época com um tecladista que fazia música eletrônica e esteve em shows sazonais de algumas voltas que A Chave do Sol tentou fazer, mas dos quais nunca participei.

Em 1998, ele entrou numa nova banda que eu estava formando, chamada Sidharta. Ali, nossa dupla se uniu novamente, após um hiato de doze anos e desenvolvemos um lindo trabalho compondo 23 músicas ao lados dos então jovens e desconhecidos multi-instrumentistas, Rodrigo Hid e Marcello Schevano. Ele deixou a banda no início de 1999, por não estar concordando com nossa meta que era radicalmente de orientação Retrô.   

Na noite, mantém uma banda que toca clássicos do Rock, com Rodrigo Hid e Marcião Gonçalves, chamada "Tarântula".

Em 2012, Dinola entrou para o Violeta de Outono, uma grande banda psicodélica e progressiva, que admiro bastante. Lá, está até os dias atuais (2015),e vive grande fase. Já gravou um lindo disco com essa banda, e tive o prazer de vê-lo ao vivo atuando com eles, no ano de 2014, com o Centro Cultural São Paulo abarrotado de gente.

Fiquei imensamente feliz por vê-lo numa banda tão legal, e à altura de sua técnica refinada e vice-versa.

Nos falamos constantemente pelas redes sociais, e também nos vemos com regularidade, pessoalmente. 



Rubens Gióia  

Quando a minha banda cover, Terra no Asfalto, tentou dar sua última cartada em junho de 1982, por indicação da dona de uma casa noturna onde costumávamos tocar, nos indicou o namorado de sua filha, que era um jovem guitarrista chamado Rubens Gióia.

Eu não poderia imaginar isso na hora, mas conhecê-lo, mudou a minha vida dali em diante.

Em questão de pouco tempo, a ideia dele entrar no Terra no Asfalto para revitalizar aquela banda que estava acabando, dissipou-se, pois nos identificamos como Rockers em busca do mesmo sonho e aí, nasceu A Chave do Sol.

Rubens tinha a ousadia como característica sua pessoal, e graças à essa característica que eu definitivamente não tenho, pois sou cauteloso e comedido, a banda se lançou no mundo artístico, sem ao menos estar com sua formação pronta.

A loucura de marcar um show, com a banda incompleta ainda e sem repertório, nos forçou a queimar etapas e muito rapidamente, saímos da condição de uma banda confinada em estúdio, para o palco.

Seu entusiasmo e amor pela banda, sempre foram notáveis.

Como guitarrista, Rubens era um talento nato, sem nunca ter feito aulas. Com um ouvido muito bom, e a a paixão pelo Rock, moldou a sua personalidade Rocker que o forjou como guitarrista.

Suas influências eram as melhores possíveis. O Rock das décadas de sessenta e setenta em predominância máxima, e Jimi Hendrix como seu farol para todas as ocasiões.

E desse mestre sessentista, não aprendeu os riffs e licks apenas, mas a vontade de fazer loucuras com a guitarra em cena. Sua mise-en-scene em tocar com a guitarra nas costas; com os dentes; e outros  malabarismos alucinados, nos acrescentaram muito em visibilidade, nos shows e nas aparições na TV que fizemos.

Sua marca registrada era o uso do pedal Phase 90, dando um colorido especial ao som da Chave.

Rubens sempre teve uma boa voz e talvez um dos nossos maiores erros de estratégia foi o de constantemente nos preocuparmos em procurar vocalistas, sendo que a voz dele era tão boa ou melhor, do que qualquer vocalista que estourou no mainstream do BR Rock 80's.

Um amigo leal e fraternal, sou-lhe grato pelo companheirismo, pelos sonhos compartilhados; pela luta; pelo Rock e pela Chave do Sol.  

Infelizmente, ficamos com amizade estremecida após o racha que decretou o final da banda em dezembro de 1987. Ambos magoados, um com o outro, por uma série de mal entendidos que nos levaram a crer que um agira mal com o outro. Mas o tempo provou que ambos estávamos errados, e tudo fora gerado pela má interpretação dos fatos.

Eu tive que participar da dissidência da banda, por não ter outra alternativa.

Mesmo estremecidos e afastados, eu fiquei feliz quando soube que no ano de 1988 ele se envolvera com uma nova banda que tinha um esquema forte para ser lançada em gravadora major. Fiquei sabendo que gravou no Rio, com uma produção bacana, e tendo Marcelo Sussekind, ex-guitarrista da Bolha e do Herva Doce, como produtor.

Mas esse projeto não avançou, infelizmente.

Pouco tempo depois, soube que entrara na Patrulha do Espaço, que era uma banda que admirava muito, desde a adolescência. Era uma volta da banda, e vi com alegria cartazes desse show de estreia, em vários lugares de São Paulo. Fiquei contente novamente, pois sabia que ele seria muito feliz e bem sucedido tocando com Rolando Castello Junior e Sergio Santana.

Mas um golpe do destino o atrapalhou nesse sentido, pois o baixista Sergio Santana faleceu precocemente a seguir, estragando os planos da banda.

Em 1992, ele gravou o LP Primus Inter Pares dessa banda, como uma homenagem ao grande Serginho Santana, mas isso não caracterizou uma retomada da Patrulha propriamente dita, apesar de terem feito alguns shows.

Em 1995, nos encontramos nos bastidores de um show do Pitbulls on Crack, banda onde eu estava na ocasião, e nos falamos educadamente, mas sem o pleno restabelecimento da amizade.
 
Daí em diante, Rubens tentou articular a volta da Chave do Sol várias vezes, e convidou-me diretamente. Sobre o porque de eu não ter aceito tais convites, já expliquei em capítulos anteriores.

No início dos anos 2000, Rubens foi a dois shows da Patrulha do Espaço, onde eu era componente então. O clima melhorara, pois nos falamos com uma proximidade bem melhor, quase como nos velhos tempos.

Numa dessas tentativas de volta da Chave do Sol, chegamos a ensaiar em 2005, visando um show que seria realizado numa casa noturna, e com apelo saudosista, onde algumas bandas da cena pesada e underground dos anos oitenta se apresentariam numa espécie de micro festival. Mas não deu certo.Depois disso, mais uma em 2007, que declinei do convite, porque estava no Pedra
Ensaio da Chave do Sol em 2012, mas só com ele, Rubens, da formação original

Uma nova tentativa de reunir A Chave do Sol foi feita por parte do Luiz Calanca, em 2012. Já contei sobre isso, detalhadamente em capítulo anterior.

Por volta de 2013, quando eu já estava tocando com Kim Kehl & Os Kurandeiros, Rubens assistiu vários shows nossos numa casa noturna da zona norte de São Paulo. Nesses encontros, conversamos bastante, e a amizade está recomposta, livre dos ressentimentos do passado.

No ano de 2014, fui convidado a tocar num show em homenagem ao Hélcio Aguirra, guitarrista do Golpe de Estado e nosso amigo desde os anos oitenta. Lá, toquei com Rubens, além de Roger Bacelli e Marcelo Ladwig, num combo reunido de improviso. Fizemos um som meio na onda do Fusion, e na plateia haviam fãs da Chave do Sol que entraram em êxtase por essa reunião inesperada...eu não tocava com Rubens, desde dezembro de 1987...
Magnólia Blues Band e Rubens Gióia no projeto Quarta Blues, em 2014. Da esquerda para a direita : Alexandre Rioli (teclados); Kim Kehl (guitarra); Rubens Gióia (guitarra); Carlinhos Machado (bateria), e eu, Luiz Domingues, no baixo.


Ainda em 2014, Rubens foi nosso convidado no projeto Quarta Blues, da outra banda onde toco, o Magnólia Blues Band. E foi muito legal.

Estou escrevendo este trecho em julho de 2015, e dias atrás, tive o prazer de ver a estreia de sua nova banda. Nos confraternizamos fortemente nesse dia, e agora como espectador, tive a visão privilegiada de ver um ciclo reiniciar-se...ao ver seu trio em ação, a impressão era que a história estava se repetindo, e esse show era a retomada do show de estreia da própria Chave do Sol, no longínquo 25 de setembro de 1982.

E muito emblemático, ele mesmo disse isso ao microfone, e apontando-me na mesa onde eu assistia...

Que prospere muito a sua banda, o "Gióia; Sucata & Musicman", um power trio da pesada.

Bem, estou encerrando este longo capítulo de minha autobio.

A Chave do Sol tem uma importância gigantesca na minha carreira, e não dá para expressar isso com poucas palavras, todavia está implícito nos 379 capítulos que escrevi para tentar passar ao leitor essa emoção.

Como de costume, deixo claro que a qualquer momento novidades poderão surgir. No Blog, abrirei sempre espaço para adendos; correções; postagem de materiais em geral que possam surgir a posteriori etc.


E no caso da Chave do Sol, tenho muita coisa a resgatar, e já o tenho feito com regularidade desde 2011, quando lancei todas as músicas das demos de 1986, e algum material ao vivo de 1983, incluso duas músicas inéditas : "Utopia" e "Intenções".

Na época, tive o apoio do Site/ Blog Orra Meu, onde sou colaborador como colunista há quatro anos.

Lancei também muitos vídeos inéditos, e que foram postados no You Tube.
Recentemente, estabeleci parceria com a produtora Jani Santana Morales, que vem trabalhando nesse sentido também, e alguns vídeos inéditos foram lançados. A proposta é desengavetar tudo o que tenho disponível e portanto, à medida que forem sendo lançados, posto-os aqui, e no meu Blog 3.
Eu, Luiz Domingues, e o jovem e entusiasmado produtor cultural, Will Dissidente, em duas fotos clicadas no Teatro Olido, em São Paulo, por ocasião de um show do Pedra, que ali se realizou em 9 de novembro de 2013


Recomendo visita e apoio ao Blog A Chave do Sol. Reitero, esse blog não é moderado por mim, mas por um rapaz chamado Will Dissidente. Ele existe de fato, não é um pseudônimo meu...

Visite o Blog A Chave do Sol :

http://achavedosol.blogspot.com.br/

No meu Blog 3, a proposta da minha autobio completa é a da formatação de um livro impresso. É mais fácil para ler com tal ordenação, visto que aqui, no Blog 2, os capítulos ficam mesclados e "ensanduichados" pelas colunas de meus colaboradores fixos e sazonais, além dos anúncios de meus shows com minhas bandas atuais.

Visite o meu Blog 3 :

http://luizdomingues3.blogspot.com.br/2015/05/a-chave-do-sol-capitulo-1-rock-autoral.html

Eu criei e modero comunidades da Chave do Sol em algumas redes sociais, mas com objetivo de repercutir o meu texto autobiográfico. Estão no Google+; Socialdub e Yoble. Com mais tempo sobrando no futuro, abrirei em outras redes, também.

Um texto medíocre e baseado na opinião superficial de um site de Heavy-Metal da Alemanha, alimentava a descrição da Chave do Sol no Wikipedia. Reescrevi a história da banda resumidamente nessa enciclopédia virtual, dando-lhe dignidade.

Página da Chave do Sol no Wikipedia :

https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Chave_do_Sol

Um livro impresso da autobiografia inteira, está nos planos. A Formatação no meu Blog 3, já é pensada nesse sentido.  
Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa banda. As lembranças boas são as mais doces, e as ruins, principalmente sobre seu momento final, foram sublimadas e estão devidamente cicatrizadas.

Agradeço à todos os profissionais que trabalharam conosco : técnicos; produtores; empresários e roadies !

Sou grato aos jornalistas; radialistas, e profissionais televisivos que nos deram chances !

Aos familiares, parentes e amigos que tanto nos ajudaram !

Aos fãs do trabalho, que nos curtiram intensamente e muitos, até os dias atuais !

E aos companheiros de jornada, que ajudaram-me a construir essa trajetória vitoriosa e marcante na história do Rock paulista e brasileiro !
Percy Weiss : grato pelos primeiros dois shows, abrilhantando nossa iniciante banda com sua voz privilegiada e sua bagagem & fama inerentes. Descanse em paz.  

Verônica Luhr : Muito obrigado por me proporcionar tocar contigo, ouvindo sua voz inacreditável. Você é a Tina Turner loira e de olhos azuis !! Espero que esteja e seja sempre muito feliz !!  

Chico Dias : Obrigado pela sua passagem pela banda. Que pena que não prosperou como desejávamos, mas você era um bom vocalista/frontman. Fiquei muito chateado contigo por um bom tempo, por conta de sua saída abrupta da banda, mas saiba que entendo a situação de outra forma agora, e não guardo mágoa alguma. Seja muito feliz aí no teu Rio Grande do Sul !
 

Fran Alves : Sou-lhe muito agradecido pelo privilégio de ter tido sua presença como componente da minha banda. Sua voz era de arrepiar e sua presença de palco, muito intensa e dramática. Em toda a minha carreira, vi poucos artistas subirem num palco e terem essa entrega que você tinha. Fico muito aborrecido pelos dissabores que enfrentou, injustamente ao meu ver, por algumas pessoas que reprovaram sua passagem pela banda. Descanse em paz, velho amigo e um minuto além, eu chego aí para te reencontrar. 

Como diz o poeta Julio Revoredo, " A humildade é o caminho para a felicidade superior", portanto, Fran, você vive essa plena felicidade, aí no outro lado, tenho certeza !



Beto Cruz : Muito obrigado pela colaboração que foi fortíssima com músicas; letras; capacidade de organização; e trabalho de campo como produtor !

Muito grato pelos shows que fizemos, pela sua seriedade no trabalho e pelas brincadeiras nas horas certas que me proporcionaram boas risadas; grato por ceder sua residência para ensaiarmos e ministrarmos aulas; obrigado pela voz; pela guitarra e pela performance de frontman carismático que angariou muitos fãs para a nossa banda ! Seja muito feliz aí nos Estados Unidos, com sua esposa e filha, e sempre estarei apoiando seus agitos musicais !



José Luiz Dinola : Obrigado pela sua bateria superb; pela possibilidade de criarmos linhas de baixo & bateria que marcaram imensamente ao ponto de serem comentadas como referência para muitos músicos que surgiram depois de nós; grato pela amizade; companheirismo; pela sua luta incansável; pelo inacreditável talento para criar e fazer coisas em prol da banda; pelos sacrifícios pessoais que teve para privilegiar os interesses da nossa banda, enfim, grato por ter sido o baterista da Chave do Sol, nosso porto seguro atrás dos tambores da bateria ! 

Como sempre digo, José Luiz Dinola é um baterista nota dez, e um ser humano nota mil ! Estou torcendo muito para que seja muito feliz no Violeta de Outono, por muitos anos !


Rubens Gióia : Obrigado por dar "liga" ao meu sonho batalhado desde 1976, mas só alcançado efetivamente em 1982; grato pela guitarra Hendrixiana da qual me orgulhava em ter na minha banda; grato pelas músicas; grato pelas performances; grato por fazer de sua residência o QG onde concretizamos nossa banda; grato pelas risadas que demos; grato pelos malabarismos com a guitarra e que arrancavam uivos da plateia; grato pela sua voz que imortalizou nosso primeiro sucesso registrado em disco; grato por tudo !

Estou na torcida para que sua nova banda construa uma história tão linda como a que construímos com A Chave do Sol !

Está encerrada essa etapa da minha autobiografia.

Muito obrigado por ler, amigo leitor !  

Viva A Chave do Sol !!

2 comentários:

  1. Como sempre uma otima Historia sua e da grande A Cahve do Sol.Pena que acabou a Autobiografia , vamos epserar o livro vim .Belo relato de suas Amizades de outrora e hoje atualmente com o pessoal da Banda .O importante é a Amizade ontinuar como o Rcokrroll deve Continuar , abraços e tudo de bom grande Baixista Luiz Domingues , agora pe correr para o Blog3 hehehehehee

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    1. Muito contente em saber que leu tudo sobre essa parte da Chave do Sol !

      Esteja convidado a continuar lendo, pois tem muita história ainda para eu contar, sobre outras bandas.

      Grato, Oscar !

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