sexta-feira, 29 de maio de 2015

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 276 - Por Luiz Domingues


Concluído e já em exibição na TV Cultura, é claro que o clip de Sun City auxiliava-nos e muito na construção de nossa fama.  Era um elemento a mais, somando aos nossos esforços que vinham de uma luta de quatro anos.

Nessa altura, o telefone estava tocando com frequência e na ausência de um escritório de representação realmente profissional, nos virávamos como podíamos para não desperdiçar oportunidades.

Muitos dos contatos que apareciam, eram via Luiz Carlos Calanca. Através da gravadora Baratos Afins, muita gente nos procurava com propostas de shows; agendamento de entrevistas; produção de Rádio e TV; e também propostas malucas, como muitas que já revelei anteriormente.

Todavia, faltava-nos um manager, um empresário de estrutura, carisma e contatos, que nos impulsionássemos de fato.

Nossa experiência com empresários era péssima até então.

Topamos com gente em condições de empreender, mas que não enxergou potencial em nós; aventureiros completamente despreparados, e até lunáticos.

Particularmente, o meu sonho de consumo era contar com Jerome Vonk como nosso manager. Minha experiência artista/empresário com sua condução no meu tempo de Língua de Trapo era exemplar, e eu projetava a expansão da Chave do Sol em caráter definitivo no mainstream, com seu trabalho a nosso favor.

Mas isso nunca ocorreu, e hoje em dia é claro para mim que ele jamais enxergou potencial pop na banda, e daí a sua recusa em vestir a nossa camisa.

Agora, a aposta era nessa dupla de jovens que sinalizavam ideias e dinamismo para concretizá-las. O show no Ginásio do Palmeiras seria realizado com um porte que os credenciava nesse sentido, aparentemente.

Então, estávamos pagando para ver, e a produção corria nesse mês de abril de 1986...

Continua...

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