segunda-feira, 25 de maio de 2015

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 45 - Por Luiz Domingues


Já no meio de 1993, os sinais estavam solidificando-se no universo de minha sala de aulas. 

Era uma safra nova de garotos, adolescentes mal saídos da infância e demonstrando um exótico apreço pelo som antigo, de uma época onde nem eram nascidos (e muitos deles sem nenhuma motivação familiar que justificasse tal associação de ideias).

E não eram apenas os alunos. 

Cada aluno acabava por trazer agregados, que acabaram somando e muito ao contingente. 
Em foto de 1996, Rodrigo Hid & Ricardo Garcia, com a foto de Alice Cooper entre os dois...

Por exemplo, foi através do Alexandre "Leco" Peres Rodrigues, que conheci Rodrigo Hid. 

Ambos tocavam na sua primeira banda de garagem, chamada "Eternal Diamonds", cujo baterista, Fernando Minchilo, também tornou-se figura carimbada na minha sala de aulas. 

Lembro-me que um dia fiquei muito impressionado com o talento natural do Rodrigo. Ainda em 1993, durante uma aula do Alexandre, surgiu uma conversa sobre Rock Progressivo setentista. 

Os meninos impressionavam-me por conhecerem esse universo com desenvoltura, tendo inclusive discos em casa etc etc. 

Então, num dado instante, o Alexandre mencionou que o Rodrigo sabia imitar o timbre vocal do Greg Lake.

À capela, cantou um trecho de "Epitaph", música do primeiro disco do King Crimson, onde Greg Lake era baixista/vocalista e realmente mostrou uma performance que chamou-me a atenção. 

Apesar de ter só 15 anos de idade (incompletos nesse dia), ele tinha emissão; afinação; um belo timbre vocal; e forçando a barra, imitava Greg Lake com perfeição. 

Tempos mais tarde, descobri essa fonte do talento dele para imitações, que veio do seu pai, Tufi Hid, que tornou-se um grande amigo meu. 
                   Rodrigo & Tufi Hid, em foto dos anos 2010

De fato, Tufi Hid é um baita imitador, não só de cantores do Rock e da MPB velha Guarda, mas também de diversos tipos humorísticos, incluso personagens criados por Chico Anisio. 

Esse foi o primeiro indício que tive do talento do Rodrigo, ainda em 1993. 

Mas com o decorrer dos meses subsequentes, isso intensificou-se, com as oportunidades que tive de vê-lo tocando guitarra; violão, e teclados, fora suas composições, e capacidade para criar arranjos.
                      Rodrigo tocando com o Pedra, em 2013

Continua...    

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