segunda-feira, 25 de maio de 2015

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 44 - Por Luiz Domingues

Em foto de 2006, Marcos Nannini e Thiago Fratuce, da esquerda para a direita

Mais ou menos na mesma época, surgiu Thiago Fratuce, um garoto extremamente inteligente, perspicaz e culto. 

A explicação para isso, era o fato de ser filho de intelectuais. Seus pais eram professores universitários, muito cultos, viajados e cosmopolitas.

Morador do bairro, seu apartamento ficava a cinco minutos de minha casa e ele foi, desde a primeira aula, um aluno exemplar, nunca faltando, atrasando etc. 
Costumava presentear-me no dia do professor e no Natal, certamente incentivado pelos pais, e eu admirava essa educação que havia valorizado esse aspecto de enaltecer o papel do educador. 

E essa tomada de posição ia além da boa educação e nesse caso eu notava que era o valor que estava em jogo. O interessante é que Fratuce se coadunaria com todos os propósitos culturais que forjariam-se doravante, mas seu temperamento era diferenciado e muito zen, e destoava da energia infanto-juvenil dos demais. 

Muitas vezes surpreendeu-me, emitindo opiniões maduras e abordando aspectos culturais sofisticados. Tornei-me amigo de seus pais que eram extremamente simpáticos. 

Seu pai tinha nacionalidade peruana e falava português com um ligeiro sotaque castellaño. 

Não demorou muito e Thiago Fratuce já havia desenvolvido uma técnica muito boa ao instrumento, e logo tornou-se um aluno que eu indicaria para bandas que abordavam-me constantemente à procura de indicações de minha parte.

E confesso, eu sentia um orgulho muito grande em poder indicar um aluno meu desse quilate. 
                        
Thiago Fratuce em foto bem mais atual

Continua...                                    
                         

                           


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