domingo, 6 de setembro de 2015

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 122 - Por Luiz Domingues

Resenha do Show que realizamos em setembro no Café Aurora, elogiando bastante a nossa performance. Revista Rock Brigade nº 183, de outubro de 2001

Passada essa aventura insólita para uma banda das características da Patrulha do Espaço, nossas atenções voltaram-se para a preparação do ônibus.

As gravações do novo CD estavam encerradas, mas descapitalizados pois empreendemos todo o nosso caixa na compra e reforma do veículo, tivemos que paralisar nossos esforços para finalizá-lo e lançá-lo, enfim.

Depois do show no Sesc Pompeia, emendamos uma série de compromissos avulsos antes de iniciarmos uma nova fase da banda, onde aí, sim, a ideia de turnê propriamente dita, foi posta em prática, e a aventura de estar na estrada, literalmente, produziu muitas histórias.

Falarei sobre os compromissos avulsos a seguir e logo, começo a contar sobre as turnês, com muitíssimas histórias engraçadas e algumas angustiantes, também.

Os próximos compromissos antes da primeira turnê para valer, na verdade estavam tão próximos uns dos outros que já caracterizavam um tour propriamente dita do que shows avulsos e dispersos.

Por exemplo, fomos à Mogi-Guaçu, na região de Campinas para mais uma apresentação no "Tempo Club", onde já havíamos nos apresentado no ano de 2000.

Como naquela ocasião, o show fora bom, com público significativo, o convite para uma volta parecia ser uma nova oportunidade segura de se repetir a boa experiência do ano anterior.

Só que havia um detalhe : naquela ocasião, a produção girava em torno de uma festa organizada por um programa de rádio, e com seu público cativo mobilizado. Desta feita, era uma aposta no sucesso anterior, mas sem o apoio da tal rádio.

Dessa forma, tínhamos o apoio da banda que faria a abertura, chamada "Wild Shark". Na verdade, o apoio era quase exclusivamente de seu abnegado vocalista, um rapaz chamado Alexandre Quadros, que além de músico, era (é), um tremendo agitador cultural nessa cidade, e em toda a região.


Com esse apoio, nos animamos, pois a força de trabalho incansável que ele demonstrava, aliado ao seu conhecimento logístico da cidade e da região, nos fez crer que seria novamente um grande êxito esse novo show nessa cidade.

Então, tive a oportunidade de viajar com o Junior e o nosso roadie, Samuel "Samuca" Wagner para tal cidade e encontrando-nos com o Alexandre, fizemos um agito e tanto colocando cartazes nos pontos sugeridos, distribuindo filipetas e cavando matéria no jornal local.

Repetimos essa estratégia em cidades vizinhas como Itapira; Mogi Mirim, e Amparo, e dentro das possibilidades logísticas das quais dispúnhamos, parecia termos feito o máximo e assim, voltamos à São Paulo com a sensação do dever cumprido.

Haveria outra banda além do "Wild Shark", chamada "Le Fou". Certamente contribuiria para trazer mais gente ao evento, assim esperávamos.
Resenha da Coletânea "Dossiê Volume 4", que a banda havia lançado em 2001, na Revista Guitar Player, nº 68

Então soubemos que o nosso ônibus ainda não estava liberado para o usarmos e dessa forma, o nosso "sócio-motorista" prontificou-se a nos levar à Mogi-Guaçu com sua van. Seria bem apertado, pois o nosso backline era gigante, mas diante da necessidade, não tínhamos escolha.

E além disso, no dia seguinte ao compromisso de Mogi-Guaçu, tínhamos show em Santos, no litoral, portanto, era uma jornada dupla, com quase 300 KM para encarar entre a cidade interiorana e o litoral, tendo que passar por São Paulo necessariamente. 
Fanzine Yellow Pepper's, com ares "Beatlemaníacos"(como sugere seu nome), nº 4, de outubro/novembro/dezembro de 2001. Uma entrevista bem simples, mas claro que como quase todo fanzine, muito bem intencionada e conduzida pelo seu responsável, Vladimir José

Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário