terça-feira, 22 de setembro de 2015

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 152 - Por Luiz Domingues


Nesse início de ano a prioridade era mesmo excursionar, fazer muitos shows e capitalizar ao máximo essa boa fase que a agenda nos proporcionava. 

Tínhamos um disco novo gravado, ainda não mixado, mas a verba para dar continuidade estava comprometida, na verdade. Nossa prioridade era quitar o ônibus, e investir em alguns ajustes nele, para tornar nossas viagens mais seguras e confortáveis.

A despesa operacional para organizar as turnês, também era cara e tínhamos planos de expansão nesse sentido gerencial. Por exemplo, ainda entre 1999 e 2000, precisávamos de um "site" e nessa época, ainda engatinhávamos no quesito informática/computação/Internet, e todas as ações virtuais eram improvisadas, com o Rodrigo e o Marcello tomando a dianteira, mas com a parca experiência de simples usuários, e usando os seus respectivos PC's caseiros, sem muitos recursos, como hoje em dia (2015).  

Logo surgiria uma opção mais categorizada nesse sentido (saindo um pouco da cronologia, falando de 2001, ainda), mas falo disso depois.

Por enquanto, o próximo passo a ser dado no mês de janeiro de 2002, foi uma nova micro excursão ao interior de São Paulo, com uma esticada ao Norte do Paraná.

Seriam três shows : Avaré; Ourinhos, e Londrina-PR, cidades que ficam na mesma rota geográfica, obedecendo uma coerência no quesito logística.  

No caso de Avaré, seria uma volta à casa "Ferro Velho", onde já havíamos nos apresentado em duas ocasiões anteriores (2000 e 2001), e não obstante o fato de ser uma casa de proporção pequena e condições de som e luz precárias, era um ambiente bacana para a banda pela história pregressa ali escrita por nós.

Na semana dessa micro-tour, recebemos a notícia de que o show de Ourinhos "caíra", como se diz no jargão do show business, e dessa forma, com tal cancelamento, chegou-se a cogitar cancelar toda a micro-tour, pois excepcionalmente, essa fase da tour era bastante arriscada financeiramente falando, visto serem três shows a serem realizados em casas noturnas de pequenas proporções. E ainda por cima, com a desistência de Ourinhos, ficamos inseguros se somente dois shows sem cachet fixo, cobririam as despesas.

Mas, as notícias vindas de Londrina eram muito otimistas e com a perspectiva de uma casa lotada assegurada pela produção local, praticamente estaria paga a micro-tour e um eventual lucro viria de Avaré.

Sendo assim, mantivemos tudo conforme o combinado e partimos para Londrina, na noite de 9 de janeiro de 2002, e como quase sempre acontecia, acumulamos histórias mais uma vez, numa nova investida de estrada... 

Continua...

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