segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 28 - Por Luiz Domingues


O Xando ficou muito chateado, e acho que foi o que mais sentiu esse desdém. 

Não que eu não tivesse me aborrecido. O que ocorreu, foi que àquela altura, com quase 45 anos de vida, e 29 de música nas costas, estava calejado pelos reveses.

Mais ou menos nessa época, fomos convidados a participar pela primeira vez de um programa radiofônico tradicional e quer tinha bastante audiência.

Eu, particularmente, já havia participado desse programa várias vezes, com outras bandas onde atuei no passado (A Chave/The Key, em 1988; Pitbulls On Crack em 1993 e 1997; e Patrulha do Espaço, em 2000).

Tratava-se do programa do radialista/produtor e apresentador, Osmar Santos Jr, o popular "Osmi", e nada a ver com o locutor esportivo famoso e de mesmo nome.

Num formato bem bacana, que mesclava a banda tocando ao vivo no estúdio da emissora com entrevista e interação com perguntas de ouvintes, lembro-me que a apresentação foi muito boa efetivamente era a primeira vez que tocávamos ao vivo, embora eu não compute essa apresentação como a estreia oficial da banda, pelo fato de não haver público no local, a não ser a presença do apresentar Osmar e do guitarrista da banda "Cidadão Instigado", que estava nas dependências do estúdio, por mera coincidência.

Seguimos em frente preparando o disco, e a novidade que tivemos tempos depois, foi através de um ex-aluno meu chamado D'Ney Di Courel.

Um dia entre agosto e setembro de 2005, recebi o seu telefonema, perguntando-me sobre novidades. Ele nem sabia que eu havia deixado a Patrulha do Espaço, e quando lhe falei sobre o Pedra e a recente novidade de um vídeo-clip filmado em película de cinema, passou-me um contato de uma estação de TV alternativa, que operava em UHF, e que ao contrário da MTV, estava dando força à bandas independentes.

Tratava-se de uma estação chamada Rede NGT (Nova Geração de Televisão).

Anotei os contatos e levei-os ao nosso ensaio. O Xando passou a bola para o Renato Carneiro, que além de ser nosso técnico de som e produtor de estúdio, nos auxiliava em tarefas de produção, não como empresário, mas nos representando como uma espécie de relações públicas.

Ele fez o contato e ficou entusiasmado, pois foi muito bem recebido, e rapidamente levou o nosso clip de O Dito Popular à essa emissora.

Então, começamos a ouvir relatos de pessoas que haviam visto, uma, duas, várias vezes...

Ficamos contentes, claro, pois embora fosse uma emissora de pouca visibilidade por operar em UHF, estavam nos exibindo com regularidade, enfim.

Então, um pouco depois disso, recebemos um convite para participar de um programa nessa emissora, onde dublaríamos "O Dito Popular", pois o clip estava sendo exibido com regularidade na emissora, e aparentemente despertando a atenção de seu público.

No entanto, tratava-se de um programa tipicamente feminino e vespertino. Eu, particularmente não tinha nada contra, pois fiz muitos desses programas nos meus tempos de Chave do Sol e Língua de Trapo.

Chamava-se "Totalmente Livre"...e o patrocinador não era de absorventes íntimos, como se poderia supor com esse título...

Todas as fotos são de Grace Lagôa  

Continua...

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