sábado, 29 de agosto de 2015

Autobiografia na Música - Magnólia Blues Band - Capítulo 7 - Por Luiz Domingues

 

Já bem mais confiante de que independente de qual convidado chegasse, eu não seria surpreendido violentamente, pois já estava mais ambientado ao mundo do Blues, a Magnólia Blues Band recebeu o guitarrista Rodrigo Batello.

Muito comunicativo, se ambientou natural e tranquilamente, e até protagonizou um momento engraçado quando ficou repetidamente ironizando o Rick Wakeman, num contexto onde se falou sobre tecladistas, e ele enfatizou que gostava de qualquer tipo de música, com exceção de Rick Wakeman, que alegava detestar...
"Tulsa Time" com Rodrigo Batelo e a Magnólia Blues Band

https://www.youtube.com/watch?v=x9evcsSMQVY
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Bem, não penso igual e claro que como fã do Prog Rock setentista, gosto do Rick Wakeman, de uma forma ampla, com ressalvas à alguns trabalhos solos menos inspirados, mas aí, é difícil apontar um artista que não tenha cometido deslizes em carreiras longas.
"Worried Life Blues", um blues sensacional com Rodrigo Batello e a MBB em ação

https://www.youtube.com/watch?v=hTtvKGtTZoM
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Enfim, no que interessa realmente aqui, a performance de Rodrigo Batello foi muito boa, exatamente como esperávamos, tornando a noite do Quarta Blues, muito prazerosa.
"Texas Flood" com a canja do amigo Cris Stuani na guitarra e voz

https://www.youtube.com/watch?v=nnhZZ9Q5AqU
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Ainda nessa noite, dois amigos apareceram para canjas inesperadas, Edu Dias (voz e gaita), e Cris Stuani (voz e guitarra).

Lógico, melhorou ainda mais a qualidade da apresentação.
Aconteceu na noite de 26 de fevereiro de 2014.

Dando uma pausa para o carnaval, a quarta de cinzas não teve edição do projeto, e a posterior, também não por um impedimento operacional da casa, mas na outra semana, voltamos à carga.

Era 12 de março de 2014, e desta feita o convidado seria Marceleza Bottleneck.

Mais um caso raro onde eu conhecia o convidado, pois se tratava de alguém de um outro mundo onde eu transitava normalmente que não o do Blues em exclusividade, como estava lidando agora.
Marceleza era/é guitarrista da banda Cracker Blues, que apesar de ser muitas vezes caracterizada como uma banda de Blues, mais transitava no mundo do Rock, sendo bastante próxima de uma cena paulistana dos anos 2000, companhia de bandas como o Tomada; Baranga; Carro Bomba; e até o Pedra.

Então, já conhecia e tinha boa comunicação com ele, certamente.
"Little Red Rooster", com Marceleza atacando com seu bottleneck tradicional

https://www.youtube.com/watch?v=gIjzhnox8Z8 
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Como seu nome artístico sugere, sua especialidade é o uso do Bottleneck, ou slide, como queiram, que se trata de um recurso muito usado no Blues e que solidificou tal influência no Southern Rock, e sendo mais preciso, se é possível escolher uma rotulação para o trabalho da Cracker Blues, creio que a escola do Southern Rock é a que mais se encaixa para eles, se visto sob o viés do Rock.
"Key to the Highway" com Marceleza Bottleneck e a Magnólia Blues Band

https://www.youtube.com/watch?v=7py-jHkVUn0
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Claro que foi uma noite marcada pela absoluta informalidade, com Marceleza 100% à vontade com todos, cativando pelo seu astral leve, sempre brincalhão e alto astral.
Acompanhando-o, estava o também músico (guitarrista), Lincoln Baraccat. Ele não deu canja tocando, mas interagiu bastante, com seu temperamento brincalhão, também.

Lincoln, para quem não sabe, é fotógrafo profissional e tem trabalhos relevantes nesse campo, principalmente cobrindo shows internacionais. Mas tem também uma participação importante na história do Rock Brasileiro, tendo inclusive assinado fotos promocionais de muitas bandas, caso da Patrulha do Espaço em seus anos iniciais, e com direito a fotos que entraram em capas e encartes de discos.

Quando eu estava na Patrulha do Espaço como componente, o Junior falava muito dele e numa certa ocasião, bem no começo de nossas atividades em 1999, cheguei a ir com o Junior em sua residência para tratarmos de uma possível sessão de fotos promocionais, mas um empecilho de última hora fez com que tal reunião não ocorresse, e a sessão não ter acontecido, mas já ouvia falar de seu trabalho, há muito tempo.
Nessa noite em que esteve no Magnólia Villa Bar, fez vários clicks, naturalmente.

E mais uma surpresa ocorreu, quando apareceu na casa a cantora Anete Santa Lúcia, que deu uma canja e mostrou seu potencial com um vozeirão e tanto. Algumas semanas depois, ela seria a convidada oficial, naturalmente.
Da esquerda para a direita : Luiz Domingues; Kim Kehl; Alexandre Rioli; Anete Santa Lucia; Marceleza Bottleneck; Lincoln Baraccat, e Carlinhos Machado

Continua...

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