quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 105 - Por Luiz Domingues

Chegou a hora de subirmos ao palco e de fato, a casa não apresentava um público animador que sinalizasse que ali poderia voltar a ter uma tradição em shows de Rock, como houvera sido nos anos oitenta. Naquela década, provia shows com a presença de mais de mil pessoas costumeiramente, mas nessa noite, cerca de 60 pessoas apenas, estavam em suas dependências, denotando que se queriam voltar a trilhar tal caminho, teriam que investir em propaganda e bastante paciência para fazer "pegar de novo".

Com o acréscimo do Molina, mesmo não havendo uma afinação de spots e planejamento de mapa de luz (e com direito à contra luz, que é uma das suas especialidades), claro que só na pilotagem da mesa, ele já fazia a diferença. Dali em diante, Molina afeiçoar-se-ia à banda, e acompanhar-nos-ia em diversas oportunidades e muitas vezes sendo um elemento fundamental para fazer de nossos shows algo diferenciado, valorizando a nossa música, certamente.
Foi um show legal, apesar do público pequeno, e aproveitamos para tocar diversas músicas novas que seriam gravadas no segundo disco, Pedra II. Gravações aliás, que já haviam iniciado-se e transcorriam num ritmo compassado, devido à dificuldade do nosso técnico, Renato Carneiro, apresentar brechas em sua agenda pessoal.
Ficamos satisfeitos com a performance e demos espaço para os amigos do Golpe de Estado entrarem em ação com seu Hard-Rock sempre bem executado.
             Clima descontraído no camarim do Avenida Bar

Quebrando a escrita de uma banda que sempre teve dificuldades de agendar shows numa sequência, tínhamos uma nova perspectiva para breve, quando o Marco Carvalhanas agendou uma apresentação numa casa noturna que fora bastante ativa nos anos oitenta e noventa, mas que parecia fora do prumo nos anos 2000.
Seria, curiosamente, uma investida parecida com a qual realizamos no Avenida Bar, ou seja, um show realizado numa casa que outrora ostentara uma tradição na noite musical paulistana, mas que agora vivia um momento de baixa e talvez quisesse, tal como o Avenida Bar, reerguer-se. E por que não, tentar ? 
Para nós, era mais uma oportunidade de apresentarmo-nos ao vivo e convenhamos, nesse fim de década inicial de novo século e milênio, o panorama para bandas autorais parecia estar ficando cada vez mais escasso em termos de locais para apresentações.
Todas as fotos do show e bastidores no Avenida Bar, são de Grace Lagôa

O show do Avenida Bar ocorreu na noite de 1º de agosto de 2007, uma noite gelada de inverno, perante um contingente de 60 pessoas, aproximadamente. Eram poucos, mas bons, e gostaram, pois recordo-me que foi uma apresentação agradável.



Continua...

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