terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 31 - Por Luiz Domingues


No dia seguinte, tínhamos uma nova apresentação no The Pub. 

E agora, com o trio solidificado, de minha parte não havia nenhum temor em encarar a noite longa que costumava ser uma apresentação naquela casa, com quatro, às vezes cinco entradas longas que esticavam das 22:00 horas, até as 4:00 horas da manhã seguinte...

A novidade nessa apresentação, foi a presença de Rodrigo Hid como visitante. De passagem pela Rua Augusta, numa rara noite onde não estava tocando com alguém, ou se apresentando solo na base da voz e violão, foi um prazer tê-lo ali presente assistindo e conversando conosco. Só não tocou porque foi desprevenido, e como o Kim é canhoto, fica inviável para os destros pedirem uma guitarra emprestada para se juntar a nós.

Noite tranquila, tocamos bastante, mas bastante leves, sem preocupações.

Não foi muito público nos assistir, e o consolo é que nas casas concorrentes, o movimento também deixava a desejar, mas na rua...o exército de zumbis estava todo lá, denotando que a imensa maioria dos jovens baladeiros, não abria mão da sua farra habitual, mas desde que fosse em patamares mais econômicos, bebendo cerveja comprada de ambulantes ou dos bares fuleiros das imediações e permanecendo na rua o tempo todo, evitando assim entrar nas casas e pagar couvert, consumação mínima e bebidas com preços extorsivos...compreensível, portanto.

Era o dia 18 de abril de 2014 e cerca de 60 pessoas nos viram/ouviram no The Pub, nessa noite.

A próxima parada, seria numa casa nova para os Kurandeiros, mas que o Carlinhos Machado já conhecia e frequentava há tempos com outras bandas onde atuava ou mesmo como simples frequentador. 

Tratava-se da "Casa Amarela", onde um projeto de blues criado pelo gaitista e cantor, Edu Dias, estava a pleno vapor, levando muita gente bacana da cena Blues e Rock'n Roll, também.

Continua...

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