Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
O ano de 2026 começou para Os Kurandeiros com algumas manifestações midiáticas espontâneas, que boas novas. Se a banda estava sem grandes perspectivas já há algum tempo por conta de escassez de oportunidades e também a enfrentar alguns problemas pessoais observados por alguns de seus membros, sendo assim, contar com apoio midiático foi um fato que comemoramos na mediada em que as intervenções observadas por setores alheios ao nosso comando, sempre colocavam a banda em evidência e ainda mais nesse momento mais tímido pelo qual passávamos, ou seja, foi algo que nos ajudou bastante.
Por exemplo, a música "Último Blues" representou a nossa banda no programa "Só Brasuca", na sua edição de número 469 pelas ondas sonoras da Webradio Crazy Rock, que foi ao ar entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2026.
Ficamos duplamente felizes por termos a nossa música relacionada em meio a grandes artistas do campo do blues na mesma seleta lista elaborada pela emissora em questão.
Em 13 de março de 2026, o administrador do grupo "Rock Brasuca" na rede social Facebook, publicou o vídeo da nossa banda a tocar ao vivo no espaço cultural Gambalaia de Santo André, algo ocorrido em 2017, isto é, uma boa lembrança de um a realização ocorrida há algum tempo nessa ocasião.
No mesmo programa "Só Brasuca" da Webradio Crazy Rock, tempos depois, estivemos representados desta feita pela música "Sonhos & Rosquinhas Suíte", com o complemento do "Gran Finale", peça extraída do álbum ao vivo, "Pronto pra Festa", ou seja, o último lançamento da banda em termos de disco físico. Aconteceu na edição 479, que foi ao ar entre os dias 28 de março e 3 de abril de 2026.
Entre os dias 30 de março e 4 de abril, a música "A noite inteira" tocou no programa "Bolovo Rock" em quatro edições executadas em emissoras diferentes: Webradio no Pinheiro, Webradio Com Música, Webradio Arpoador, Webradio Radio Flash, respectivamente. E que auspicioso foi verificar que se tratou de emissoras que não haviam executado o trabalho d'Os Kurandeiros até então.
Em meados de maio, recebemos o comunicado do Kim Kehl que ele planejara uma revitalização do show que tínhamos montado. Inicialmente marcado para o final desse mês, tal apontamento de apuro foi remarcado por conta de um problema pessoal enfrentado por um dos componentes da nossa banda e no adendo dessa resolução, recebemos uma notícia que muito nos alegrou: o tecladista Nelson Ferraresso anunciara a sua volta para a banda!
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, o nosso convidado especial, Marcos Ottaviano, Carlinhos Machado e eu (Luiz Domingues). Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Click (selfie), acervo e cortesia: Wilton Rentero
E após termos feito uma rodada de filmagens a buscar reminiscências da nossa história nos anos 1970, eis que no dia seguinte, 11 de maio de 2026, tivemos enfim um dia igualmente histórico e relacionado ao então presente da banda, isto é, a realidade do Boca do Céu do século XXI a gravar e no caso, finalizar a captura do seu tão sonhado álbum.
É preciso registrar que havíamos desistido de esperar pelo áudio do grande Willy Verdaguer que faria a intervenção em castellaño para ornar a música "Tango x Tanga", pelo mesmo motivo que também havíamos desistido de contar com Luiz Carlini para gravar o solo de "No Mundo de Hoje", ou seja, ambos estavam há meses a circular pelo Brasil a cumprir turnê com Guilherme Arantes e assim, ficou impossível contar com ambos por absoluta falta de agenda e pior ainda, em 7 de maio, perdemos subitamente o Carlini, a se comprovar como um grande choque e inclusive, eu e Carlinhos comparecemos à cerimônia de velório e sepultamento desse grande astro do Rock nacional e nosso amigo de tantos anos, a se configurar como um momento tristíssimo para todos.
No caso do tango, contamos com a intervenção de um rabugento senõr portenõ, Don Diego Camboneón e para o solo de "No Mundo de Hoje", eu havia pensado e sugerido três amigos que são feras do Blues brasileiro: Marcos Ottaviano, Amleto Barboni e Edu Gomes. Ligamos primeiro para o Ottaviano e ele aceitou de pronto, para nos deixar muito felizes.
Nos reunimos no estúdio Prismathias para recepcionar o nosso último convidado, o guitarrista superb, Marcos Ottaviano, uma das maiores feras do Blues brasileiro, guitarrista do Blue Jeans, aclamada banda desse circuito e também ex-componente da banda de Celso Blues Boy, outro lendário guitarrista.
Na primeira foto, Marcos Ottaviano aparece de lado a tocar na sala da técnica, com Danilo Gomes Santos entretido na mesa e Wilton Rentero e Osvaldo Vicino a fotografá-lo e filmá-lo. Fotos 2 e 3: Marcos Ottaviano a gravar. Foto 4: Marcos Ottaviano a gravar, com Laert Sarrumor ao seu lado. Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Clicks e acervo: Luiz Domingues
Especialista no assunto, Marcos Ottaviano chegou no estúdio muito bem preparado e no uso da sua bela Gibson Les Paul, modelo Gold Top, criou um solo espetacular, propôs contrasolos perfeitos e ainda gravou um segundo canal com intervenções de slide muito belas, para que escolhêssemos a vontade as melhores partes para atuar conjuntamente ou a trocar com o primeiro canal que gravou.
Rápido e eficiente, gravou tudo com a convicção de um grande blues-man que era, consagrado na cena brasileira e assim abrilhantou o nosso blues, "No Mundo de Hoje".
Marcos Ottaviano a se preparar para gravar. Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Sessão espetacular pela riqueza artística garantida para ornar com requinte a nossa música, a sessão não foi somente inspirada e eficiente, mas também, muito prazerosa pelo clima amistoso nela instaurado, com uma interação da banda e de seu convidado, sob intensa cordialidade e leveza.
Como seria possível em 1976, quando a ideia primordial dessa canção brotou inicialmente na minha mente, época, inclusive, em que eu não tocava absolutamente nada, eu poderia imaginar que essa música seria gravada cinquenta anos depois e com o requinte instrumental que a canção adquiriu, e ainda mais com o solo a registrar a marca de um renomado blues-man reconhecido no Brasil?
Pois é, isso aconteceu e assim fechamos a gravação dessa canção com um toque de luxo, eu diria.
Feito então, além dessa marca incrível, comemoramos o final da fase de gravação geral do álbum. Foi a última sessão de captura e dali em diante, só precisávamos mixar e masterizar as duas últimas canções do pacote: "No Mundo de Hoje" e "Funk se quiser"
A dupla de metais mais infernal da paulicéia desvairada: Beto Pizzulin e André Knobl, líderes do sensacional grupo "Neurozen"
Já havíamos recebido a gravação dos metais para acrescentar ao "Funk se quiser", da parte da sensacional dupla de sopristas, André Knobl e Beto Pizzulin, a genial metaleira do grupo Neurozen. Eles haviam gravado em seu estúdio particular, assim como procederam na sua participação ao gravar a música "1969".
Portanto, nos dias decorrentes de maio de 2026, ficamos a analisar as provas de mixagem e masterização dessas duas últimas músicas e a tratar internamente da preparação burocrática da banda para subir as 12 músicas restantes (a se unir a "1969" e "Rock do Cometa", ambas já lançadas), nas plataformas streaming em uma primeira instância, lançar o clipe de "Desprogramação" a seguir e depois, alardear o lançamento oficial do CD físico, ou seja, com essas três operações distintas a ocupar a nossa atenção para o segundo semestre de 2026, o ano de nosso cinquentenário e que queríamos muito que fosse o ano do lançamento do disco!
No Mundo de Hoje – 8ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo – 11 de maio de 2026. Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
No Mundo de Hoje – Bastidores da gravação da música “No Mundo de
Hoje” - Estúdio Prismathias de São Paulo – 11 de maio de 2026. Acervo
e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”). Filmagem: Wilton Rentero
Funk se quiser – 1ª prova de masterização – 29/5/2026 – Edição:
Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/sTt_UajIdmo
A confraternização final após o término da sessão final de captura para a música: "No Mundo de Hoje" e por coincidência, também do disco inteiro. Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, o nosso convidado especial Marcos Ottaviano, Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor, eu (Luiz Domingues), e no comando da "selfie", Danilo Gomes Santos. última sessão de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Click (selfie), acervo e cortesia: Danilo Gomes Santos
Still da filmagem a mostrar a placa de identificação da Escola Estadual de segundo grau, Oswaldo Catalano, instituição de ensino na qual estudei em 1977, e que nesse mesmo ano o Boca do Céu participou do festival estudantil local, e ganhou o segundo lugar com a música "Revirada". Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Fomos então para a zona leste de São Paulo a conversar animadamente nos dois carros que nos conduziram para cumprir essa etapa da produção do documentário.
Os dois pontos base que determinamos foram: a minha antiga residência na Rua Jacirendi, e a Escola Estadual de Segundo Grau Oswaldo Catalano. Nesse endereço eu habitei de fevereiro de 1977 a maio de 1981, portanto, ali vivi os anos do Boca do Céu com intensidade, e mais do que isso, a partir do segundo semestre de 1977, o quartinho da edícula ao fundo da casa, serviu como o local de ensaios da banda, desse período, até o final das suas atividades em abril de 1979.
Stills a mostrar a presença dos componentes antigos da banda ao lado e em frente à casa da Rua Jacirendi, número 167, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Na primeira imagem, a casa em questão se encontra ao lado, a se tratar da fachada de tijolinhos. Na segunda, Wilton Rentero presta o seu depoimento ao lado da casa em questão, que reforço, é a casa de tijolinhos. E na terceira, Osvaldo Vicino, eu (Luiz Domingues), Laert Sarrumor e Wilton Rentero se posicionaram mais em frente à casa descrita. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Obviamente que as lembranças acumuladas nessa residência foram muitas pela banda e ali fizemos depoimentos bem humorados, coletivamente, e houve um do Wilton Rentero, individual, pois foi ali que ele se apresentou como interessado para ingressar na banda, além do fato que ele também nutria muitas lembranças pessoais sobre os ensaios e reuniões que ali promovemos.
Além da chuva que nos acompanhou durante todo o domingo, tivemos um problema estrutural bem na hora de filmarmos em frente à minha antiga residência. Logo que ali chegamos, notamos que os atuais moradores dessa residência estavam presentes na sala de estar frontal e com a janela social e a janela da própria porta de entrada, inteiramente abertas. Ficamos inibidos para fazer filmagens ostensivamente ali na calçada imediatamente em frente, o que seria o ideal, é claro.
Dessa maneira, fizemos algumas tomadas a partir da casa ao lado e quando filmamos a casa do nº 167, de fato, foi em movimento, para não incomodar os seus moradores, tampouco lhes despertar alguma preocupação com o fato de haver estranhos a filmar ali e sob chuva, em pleno domingo e em meio a uma rua predominantemente residencial, portanto, tal ato poderia gerar estranheza pela nossa ação inusitada à sua percepção, muito possivelmente.
Bem, apesar dessas dificuldades, conseguimos filmar e se não foi exatamente o ideal para os nossos propósitos, acho que serviu para compor no documentário.
Placa de identificação da Escola Estadual de Segundo Grau Oswaldo Catalano, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo e na segunda imagem, o emblema da escola no bolso do avental que eu usava quando fui aluno dessa instituição entre 1977 e 1979 e devidamente preservado, o levei especialmente para compor como figurino no documentário. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 der maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Fomos então para a última etapa da filmagem, quando nos aproximamos da fachada da Escola Estadual de Segundo Grau, Oswaldo Catalano, escola essa na qual estudei entre 1977 e 1979 e a se mostrar importante para a história do Boca do Céu nos anos 1970, pelo fato de termos participado do festival estudantil promovido por essa instituição, em agosto de 1977, com o nome de "I Femoc", a se traduzir como: "festival estudantil de música Oswaldo Catalano". Como é bem sabido na minha autobiografia, ganhamos o segundo lugar nessa disputa, através da música "Revirada" o que representou um impulso enorme para a nossa incipiente banda naquela ocasião.
Além da fachada da escola bem filmada, como houvera ocorrido com a escola na Vila Olímpia, fizemos também importantes depoimentos, principalmente a aludir ao fato de que participamos desse festival em questão, obtivemos o segundo lugar, em uma das eliminatórias houve um minuto de silêncio em respeito ao falecimento ao Elvis Presley ocorrido naqueles dias e outros pormenores.
Mais um fato bom que relembramos, foi que saímos de uma das eliminatórias desse festival, diretamente para assistir o show de Joe Cocker no ginásio da Portuguesa de Desportes, ou seja, um acontecimento extraordinário para nós na época.
Mais um still focado no velho emblema da escola estadual de segundo grau Oswaldo Catalano. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Enfim, foram lembranças boas que exortamos nessa filmagem, a usar o muro externo dessa escola como cenário, também grafitado, aliás.
Fechada essa etapa, sabíamos que muitas outras ações seriam empreendidas para a produção desse documentário e no dia seguinte, tivemos um dia histórico, pois estava marcada a última sessão de captura da música "No Mundo de Hoje", a se configurar como a última música a encerrar a gravação do disco. Que momento, cinquenta anos depois!
53) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 53 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/qEZ5qYr_PKI
54) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 54 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/bRFk_-Qicdg
55) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 55 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
56) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 56 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
57) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 57 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
58) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 58 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
59) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 59 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
60) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 60 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/4iNiKJQnZgM
61) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 61 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
62) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 62 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
63) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 63 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
64) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 64 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
65) Material bruto da filmagem do documentário – Depoimento de Fran
Sérpico – Vídeo 65 - 17 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Osvaldo
Vicino
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/h1Uap7Djcdk
A antecipar um fato ocorrido alguns dias depois da última gravação, registro que Fran Sérpico gravou um depoimento carinhoso de sua parte, para ser anexado ao documentário, colhido pelo Osvaldo Vicino, em meio à sua festa de aniversário em 17 de maio de 2026.
As placas na foto acima, mostram o cruzamento da rua Inhambu com a avenida Pavão, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, ou seja, o quarteirão onde morou Osvaldo Vicino nos anos 1970 e que serviu como sede da banda nos seus primórdios. Filmagem do documentário do Boca do Céu. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
A próxima etapa dessa filmagem histórica se deu a poucos quarteirões da escola onde eu (Luiz Domingues) e Osvaldo estudamos e nos conhecemos em 1976, ou seja, na Rua Inhambu, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, local da residência de Osvaldo Vicino nos anos 1970.
A fachada do prédio de apartamentos onde morou o Osvaldo permanecia inalterada na sua aparência a denotar que nenhuma transformação radical ocorrera, a não ser trabalhos sazonais de manutenção, certamente.
Stills da filmagem, mostram a fachada do prédio onde Osvaldo Vicino morou nos anos setenta e nas imagens abaixo, vê-se a minha persona (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino e Laert Sarrumor. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Stills da filmagem de Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Na porta de sua antiga residência, Osvaldo fez um depoimento emocionante e eu (Luiz) e Laert reforçamos a lembrar que ali naquele apartamentoforam feitas as primeiras reuniões para organizar os passos iniciais da banda, além dos primeiros ensaios bem informais com o Osvaldo apenas a tocar violão ou guitarra desligada do amplificador.
Tempos desbravadores para os três, no sentido de que tirante o fato de que o Osvaldo tinha uma experiência com o instrumento, mas apenas a tocar em ambiente caseiro ou em festas informais e o Laert pela sua genialidade nata tinha composições criadas de maneira muito particular, sem apoio algum de instrumentos para lhe dar base harmônica, os três estavam a lidar pela primeira vez com a formação de uma banda, de fato, portanto, tudo era novidade e não havia amparo algum de apoio externo, a não ser a percepção empírica que nutríamos ao acompanhar o Rock e a música em geral como meros fãs e assim a deduzir caminhos possíveis para fazer parte da mesma cena que amávamos, ou seja, sermos abelhinhas aspirantes a participar da geleia geral.
Foi incrível estarmos ali na porta da residência do Osvaldo em 2026 e a relembrar tantas coisas que ali vivemos juntos, sobretudo sonhos, pois de concreto mesmo nessa fase de 1976, não tínhamos muita coisa em mãos a não ser a força de vontade, o pouco da instrumentação que o Osvaldo detinha nessa etapa e aí sim, a amostra da genialidade do Laert, algo que nos deu um impulso forte como um elemento de potencial para que entrássemos em 1977, com um passo adiante do que poderíamos dar no princípio, se o Laert não tivesse ingressado no grupo.
Na primeira foto, vê-se que a residência de Fran Sérpico não existe mais, mas a presença da frondosa árvore sinaliza que ali em frente, nos idos de 1977, ensaiamos muitas vezes, fizemos o nosso primeiro show e uma filmagem que hoje é um tesouro histórico para a banda. Na segunda foto, vê-se Laert Sarrumor, eu (Luiz Domingues), Osvaldo Vicino e Wilton Rentero. Filmagem do documentário sobre o Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Dali da rua Inhambu, a próxima etapa foi acessar o bairro vizinho do Campo Belo, para ilustrar os depoimentos com a antiga residência do Fran Sérpico, localizada na rua barão do Triunfo. Ali tínhamos as lembranças sobre os nossos ensaios, principalmente no início de 1977, já com caráter elétrico e amparados pelo fato de que eu (Luiz) e Fran havíamos evoluído o suficiente para pelo menos tocar de forma rudimentar. Também nos recordamos que ali realizamos o primeiro show da banda e que este também foi o primeiro da vida dos quatro membros originais, mesmo que tenha sido sob um caráter bastante informal, em meio à festa de aniversário do próprio Fran Sérpico, ou seja, no ambiente familiar de seus convidados.
Ainda sobre essa fase que empreendemos os nossos ensaios nesse endereço, lembramos de que nos tornamos um quinteto, com a entrada de Wilton Rentero, um músico que já ostentava um nível maior do que os quatro membros que já compunham a banda e isso logicamente deu mais impulso para o progresso do grupo.
Outro fato interessante, foi que nessa residência, fizemos a clássica filmagem com película Super-8 a registrar imagens da banda, graças aos esforços empreendidos pelo então namorado da irmã do Osvaldo, Nelson Gravalos, hoje em dia, seu cunhado há décadas.
Entretanto, o imóvel em si havia sido demolido e no seu espaço, já havia o esqueleto de um prédio de apartamentos em fase de construção, porém, não cancelamos a visita apesar disso, pois resolvemos filmar os arredores, a placa da rua Barão do Triunfo no cruzamento com a avenida dos Bandeirantes e além do mais, nos apegamos à ideia de que uma árvore demarcava o local exato onde ficava a casa do Fran Sérpico, memória que o Osvaldo tinha forte na sua mente e assim nos auxiliou a demarcar o lugar na filmagem, de onde filmamos o depoimento, desta feita com maior participação do Wilton, que viveu muito essa fase conosco.
Para encerrar essa etapa, o Laert propôs uma filmagem de dentro do carro, a filmarmos o percurso daquele quarteirão até a avenida Ibirapuera, onde também fomos a lembrar fatos pertinentes e ele dissertou sobre a sua revista artesanal que produzia nos anos 1970, "Sarrumorjovem" e como costumávamos sair dos ensaios da rua Barão do Triunfo e nos dirigíamos ao shopping em questão, para vender exemplares dessa citada revista de cartoons.
Encerrada essa etapa na zona sul, os próximos pontos cruciais que visitamos foram no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo.
42) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 42 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
43) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 43 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
44) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 44 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
45) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 45 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
46) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 46 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
47) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 47 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
48) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 48 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
49) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 49 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
50) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 50 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
51) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 51 - 10 de maio
de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
52) Material bruto da
filmagem do documentário – Vídeo 52 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e
cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro