Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
Os Kurandeiros de volta para o estúdio Mad de São Paulo, desta feita para gravar duas músicas ao vivo. Da esquerda para a direita: Carlinhos Machado, Phill Rendeiro, Kim Kehl, o baterista e proprietário do estúdio, Humberto Zambrin e eu (Luiz Domingues). 15 de julho de 2026. Acervo e cortesia: Kim Kehl. Click: Lara Pap
Voltamos ao estúdio Mad no dia 15 de julho de 2026 com a proposta de gravarmos duas músicas ao vivo em ritmo de ensaio e o Kim Kehl sugeriu que fizéssemos versões de duas músicas clássicas do nosso repertório: "O Kurandeiro" e "O Filho do Vodu".
Acometido de um forte resfriado nessa noite, não pudemos contar com a presença do tecladista Nelson Ferraresso nessa gravação, mas ficou combinado que haveria uma sessão extra para cobrir overdubbing e os teclados haveriam de ser gravados oportunamente.
Com três tomadas de cada canção, acho que a base ficou bem satisfatória para termos uma gravação ao vivo em estúdio e a visar possivelmente gerar material para ser exibido no YouTube ou mesmo digno de figurar como material para um disco de caráter 'bootleg" ou até para (a depender do resultado final), a ser utilizado como faixas bônus de um eventual novo disco de estúdio.
Ficamos muito felizes pela performance e com a perspectiva certeira de que quando esse material ficasse devidamente pronto, com overdubbings gravados, mixagem e masterização na pós-produção, haveria de ter qualidade boa.
Da esquerda para a direita: Carlinhos Machado, Phill Rendeiro, Kim Kehl, Humberto Zambrin e eu (Luiz Domingues). Os Kurandeiros no estúdio Mad de São Paulo. 15 de julho de 2026. Acervo e cortesia: Kim Kehl. Click: Lara Pap
O técnico que operou o áudio foi o proprietário do estúdio Mad, Humberto Zambrin, que era (e é), extremamente gentil, hospitaleiro e com o qual mantínhamos amizade há anos, dada a constatação de que Os Kurandeiros ali estavam a ensaiar desde antes da pandemia de 2020. Além disso, Humberto se mostrava como um experiente e muito técnico músico como baterista, sendo consagrado no mundo do Heavy Metal, até internacionalmente, como membro de uma banda famosa nesse meio, o "Attractha". Portanto, além da sua extrema gentileza costumeira para nos receber sempre bem, a sua ótima noção de teoria musical e seus dotes como engenheiro de áudio contribuíram bastante para a captura bruta desse material ter soado tão bem.
Depoimento filmado na sala técnica do estúdio Mad, a anunciar que uma novidade estava a ser produzida a partir daquele dia, 15 de julho de 2026. Acervo e produção: Kim Kehl. Filmagem: Lara Pap
Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/shorts/CUn4krY7ZZM
Filmagem de um pedaço da performance das duas músicas que estávamos a gravar no dia 15 de julho de 2026 nas dependências do estúdio Mad de São Paulo. Intercalam-se trechos de "O Filho do Vodu" e "O Kurandeiro". Acervo e produção: Kim Kehl. Filmagem: Lara Pap
Eis o link para assistir no YouTube:
https://www.youtube.com/shorts/LDYTqdz5_t0
E por último, eis um registro individual focado na minha pessoa (Luiz Domingues), com a câmera Go-pro acoplada ao headstock do meu instrumento. Estoua a executar um trecho da música "O Filho do Vodu". Os Kurandeiros no estúdio Mad de São Paulo. 15 de julho de 2026. Acervo e produção: Kim Kehl. Edição na pós-produção: Luiz Domingues. Filmagem: Lara Pap
Eis o link para assistir no YouTube
https://www.youtube.com/shorts/LWP3DHUUzIM3
No dia 26 de julho de 2026, o administrador do grupo "Rock Brasileiro sem Fronteiras" do Facebook, publicou uma lista a conter discos que através de suas respectivas artes de capa, fizessem alusão ao universo das motocicletas & motociclistas. A nossa banda entrou para essa lista arrolada na posição de número vinte e cinco, por conta da capa do CD "Cidade Fantasma" que contém uma motocicleta, embora tal veículo não esteja como destaque principal da arte dessa capa.
E nessa mesma semana, tivemos marcada a sessão de overdubbings das músicas que estávamos a preparar versões ao vivo em estúdio, para o dia 29 de julho de 2026
Eu (Luiz Domingues) a ostentar em minhas mãos uma cópia do LP "The Key", obra lançada pela nossa banda, A Chave do Sol, em 1987. Foto promocional feita para divulgar o lançamento do livro "A Chave do Sol" (a autobiografia de Luiz Domingues na música - Volume V/Tomo B). Click, acervo e cortesia: Michel Camporeze Téer
No dia 7 de março de 2026, aconteceu a tarde de autógrafos específica para celebrar o tomo B da minha obra "A Chave do Sol", o volume V da minha autobiografia. Sobre tal evento, eu já publiquei uma matéria a fornecer plena cobertura, mediante muitas fotos e vídeos, portanto, não vou repetir tal relato neste capítulo, pois, esse texto já está disponível há tempos no arquivo deste blog 2.
No entanto, mais ocorrências boas A Chave do Sol teve nos meses subsequentes, independente da ótima movimentação que os dois tomos do volume V da minha autobiografia gerou por si só.
Novamente bem agraciado pela Webradio Crazy Rock, eis que eu constatei com alegria que um mini especial da nossa banda foi programado para ocorrer na edição 486 do programa "Só Brasuca", na semana de 16 a 22 de maio de 2026.
E a 97 Rock Radio, fez uma bonita homenagem à nossa banda em sua página na rede social Facebook em 5 de julho de 2026. Mediante um texto relativamente longo e que me surpreendeu positivamente, devo acrescentar, um histórico bem feito, com direito a vários elogios foi publicado, mediante a imagem da capa do nosso EP de 1985 como ilustração base. Fiquei surpreendido e até comovido com tal manifestação ocorrida.
Cabe acrescentar que essa emissora a operar no espectro do webradialismo, na verdade era (e é) herdeira do espólio da antiga 97 FM da cidade de Santo André-SP, que nos anos 1980 teve papel preponderante na divulgação do Rock e na qual, A Chave do Sol teve muita execução do seu som e diversas participações em programas dessa casa, com direito a entrevistas, atrações entre elas tais como: "Reynação", do saudoso jornalista, Leopoldo Rey, "Riff Raff"do então muito jovem radialista, Richard Nacif e a "Sessão Rockambole" do destemido comunicador, Beto Peninha.
A 97 fez história e generosa, deu muito espaço para a nossa banda e outras tantas de amigos nossos, como por exemplo, o Golpe de Estado cuja associação com o meu querido amigo, Laert Sarrumor, frutificou com as famosas vinhetas que alimentaram a emissora por anos a fio e por conseguinte, impulsionou a carreira do Golpe de Estado, que dava os seus primeiros passos em 1985, de uma forma absurda.
Em suma, que bom que essa versão webradio da antiga 97 FM, estivesse a se propor a levar adiante o legado, ou seja, fiquei também tocado por esse aspecto quando deparei-me com a publicação, a me despertar mais que o sentimento de gratidão, mas sim, regozijo.
A pegar carona na publicação da 97 Rock Radio, eis que um fã da nossa banda (Lucas Santos), também publicou no Facebook no mesmo dia, a mesma matéria e alertou-me mediante aviso sobre a ocorrência, o que me alegrou, a denotar que a matéria repercutira e despertara emoções da parte de nossos admiradores.
Em 9 de julho, o fã, amigo e ativista cultural, Valdecir Santos, um histórico entusiasta d'A Chave do Sol, mais uma vez enviou-me vídeos a mostrar a audição de discos d'A Chave do Sol através de seu belo equipamento de som Hi-Fi. A escutar uma das versões da música "Solange" contidas no CD "Dose Dupla", que retrata as duas demo-tapes que gravamos em 1986 e também a versão ao vivo (e bastante picotada e mal gravada), da nossa interpretação para a canção "Muito Romântico" do Caetano Veloso, com a rara (e bela) interpretação da vocalista Verônica Luhr na formação da nossa banda.
“Solange” – CD Bootleg “Dose Dupla” – audição em
aparelho Hi-Fi por Valdecir Santos em 9 de julho de 2026
“Muito Romântico” (Caetano Veloso) – CD Bootleg Ao vivo
1982/1983” – audição em aparelho Hi-Fi por Valdecir Santos em 9 de julho de
2026
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/E93_oGdqNpo
E a versão ao vivo, mesmo toda fragmentada e mal gravada da música "Muito Romântico" do Caetano Veloso, pelo viés da releitura d'A Chave do Sol, foi programada para ser executada na edição de número 494 do programa "Só Brasuca", pela Webradio Crazy Rock, na semana de 11 a 17 de julho de 2027.
Mesmo sendo oriunda de uma gravação precária e tratada como um registro arqueológico raro a conter a voz de Verônica Luhr, como componente de nossa banda, o fato de ser relacionada muito me alegrou, a denotar que o programador e produtor do programa, Julio Cesar Souza, mantinha forte apreço por tal registro, a se tratar de uma faixa extraída do CD bootleg, "Ao Vivo 1982/1983", álbum que eu mesmo produzi e lancei em 2020.
Na prática, o professor Julio também relevou a condição insalubre desse áudio mal-ajambrado e isso também me alegrou, no sentido de que o fato da nossa extinta banda ainda despertar emoções das pessoas soava-me como algo auspicioso e mais uma vez, a me dar a certeza que se aos olhos da análise fria, a banda nunca ter ingressado no sortudo rol de artistas que alcançam o mainstream da música profissional, mesmo condenado ao limbo do "underground", a nossa banda logrou êxito.
Portanto, parabéns para a nossa banda e em especial aos companheiros que já não estavam mais entre nós em pleno ano de 2026, para parafrasear a letra de "Sun City" que enfatizara: "em pleno ano de 1986!"
Publicação feita pelo ativista cultural, Rogério André, conhecido também pelo apelido de "Kiss", no ambiente do grupo "Rock Brasileiro em Revista", na rede social "Facebook", a divulgar um DVD pirata que circulava livremente pelo mercado, a apresentar uma compilação de vídeos com aparições d'A Chave do Sol em programas de TV entre 1983 e 1987. 22 de julho de 2026
Desta vez por intervenção minha, eu reconheço, quando elaborei a lista de artistas para compor a edição 496 do programa "Só Brasuca", da Webradio Crazy Rock, a bordo da minha participação mensal ao lado do professor Julio Cesar Souza (o produtor dessa atração radiofônica), eis que no bloco sobre os anos 1980, eu incluí a versão da canção "Intenções", contida no CD bootleg "Lira Paulistana 85", uma rara execução com a presença do vocalista Fran Alves na formação da nossa banda. Ocorreu na semana entre os dias 25 e 31 de julho de 2026
Eu (Luiz Domingues) a ostentar as capas dos dois primeiros discos d'A Chave do Sol: o compacto de 1984 e o EP de 1985. Click, acervo e cortesia: Michel Camporeze Téer
O ano de 2026 começou bem para a nossa extinta banda, sempre reverenciada por seus fãs e por agentes midiáticos, a denotar respeito e sim, admiração. Como eu sempre enfatizo, era e ainda é notável como uma banda como a nossa, que nunca atingiu o patamar mainstream da música, mantinha a sua longevidade em termos de memória viva para muita gente, e na contrapartida de artistas que tiveram amplo apoio, investimento significativo e bastidores fortes nos meandros do show business, e que tenham tido as suas respectivas imagens completamente apagadas da memória coletiva.
Por si só, esse sinal já me dava uma incrível sensação de orgulho e também do dever cumprido, eu nunca tive dúvida sobre isso. E vou além, no sentido de exaltar que as amarguras do passado, principalmente narradas ao final do tomo B do meu livro, estavam devidamente cicatrizadas, isto é, eu já pensava há anos sobre tais reminiscências apenas como fatos históricos, porém, sem nenhuma possibilidade de gerar ressentimentos. Pelo contrário, a longevidade da memória coletiva soava-me a cada dia mais (nesses anos 2020, a apontar para o final dessa década), que pelo contrário, a banda triunfara.
Lançado o tomo A desse meu quinto livro autobiográfico com tarde de autógrafos em novembro de 2025, nas dependências da loja Baratos Afins, eis que em dezembro eu já tinha pronto o tomo B da mesma obra, ou seja, estava apto para promover outro evento dessa natureza, mas por conselho do próprio Luiz Calanca, meu anfitrião da primeira tarde ocorrida em novembro, resolvi postergar para o ano de 2026, a segunda tarde de autógrafos com vistas a lançar oficialmente o tomo B, exatamente para dar fôlego aos leitores, e sim, ponderei que as pessoas que estavam a ler o tomo A, precisavam de tempo para absorver as mais de 600 páginas nele contidas.
A capa do livro "A Chave do Sol" (a autobiografia de Luiz Domingues na música - volume VI/Tomo B)
Em tese, eu deixei para marcar tal evento para depois do advento do carnaval de 2026, mas antes disso, houve ocorrências boas para a banda e não necessariamente a ver com os livros, mas por fatos espontâneos.
Por exemplo, na edição 467 do programa "Só Brasuca" pela Webradio Crazy Rock, a música "Profecia" nos representou na semana de 3 a 9 de janeiro de 2026
Uma bela homenagem à minha pessoa enquanto baseada no espectro d'A Chave do Sol, foi feita no mesmo dia (3 de janeiro de 2026), mas desta feita através do grupo "Rock Brasuca" da rede social Facebook
Ainda em janeiro, entre os dias 17 e 23, a música: "A Chave é o show" fez parte da edição 376 do programa "Momento só Brasuca" pela Webradio Crazy Rock.
Em fevereiro, no dia 22, o histórico jornalista, Antonio Carlos Monteiro, nos celebrou através da música "Anjo Rebelde" em seu programa "Rock'n Brasil" pelas ondas da MKK webradio.
Eis que nessa altura dos acontecimentos, o evento da tarde de autógrafos específica para o tomo B do livro, "A Chave do Sol", já estava marcado para ocorrer de novo nas dependências da loja Baratos Afins, ou seja, um endereço com o devido peso para a própria história dessa banda.7 de março de 2026 foi o dia marcado para esse prazeroso encontro com muitos fãs d'A Chave do Sol.
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, Laert Sarrumor e Osvaldo Vicino. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
Eis que chegou o grande dia da última sessão de estúdio. Ao pensarmos que foi um autêntico milagre reagrupar essa banda após quase cinquenta anos, isso por si só já foi um fato histórico como eu tenho ressaltado ao longo deste longo adendo na minha autobiografia. Como se isso não bastasse, a ousada ideia de reestruturar o máximo de músicas que pudéssemos nos lembrar da produção dos anos setenta, que essa banda criou, se revelou como um passo decisivo para que ela escrevesse uma história dentro da sua própria história.
Notável, igualmente, foi a constatação de que esse extenso período a visitar e usar as dependências do estúdio Prismathias, gerou laços afetivos fortalecidos entre os membros, também com o engenheiro de som, Danilo Gomes Santos, além dos muitos músicos convidados que recebemos durante esse longo processo e sem deixar de mencionar o ultra valoroso Moacir Barbosa de Lima, o popular "Moah", que fotografou e filmou praticamente todas as sessões que tivemos para gravar, mixar e masterizar as quatorze canções.
A banda reunida na sala de recepção do estúdio, onde muito conversamos, comemos doces "éclair", e vibramos a cada etapa concluída ao longo de 2023 a 2026. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
E por fim, creio que essa larga história construída no estúdio Prismathias revelou que criamos carinho igualmente pelo espaço em si, ou seja, vivemos muitos dias ali dentro desse estúdio, além de nos familiarizarmos com o entorno de suas dependências, isto é, o comércio local (a famosa padaria que tanto frequentamos), a pastelaria ao lado da estação de metrô Parque São Lucas, as idas de carro ou mesmo no uso do próprio metrô, os dias de calor intenso ou de frio, chuvas torrenciais, algumas poucas (mas ótimas) sessões noturnas e a camaradagem generalizada que vivenciamos ali dentro.
Nessa altura dos acontecimentos, a história construída pelo Boca do Céu no decorrer dos anos 2020, em comparação ao que tivemos nos anos setenta do século passado, já se revelava como muito maior em termos de longevidade, quanto de realizações, a contabilizar a finalização da preparação do áudio de um CD completo, shows realizados, redes sociais organizadas, merchandising, o nome da banda devidamente registrado no inpi, clipes e um documentário.
Em suma e a raciocinar individualmente desta feita, eu elucubrei que foi um momento magnífico para a minha carreira musical e trajetória de vida, no sentido de que no limiar da vida, estava a encerrá-la da maneira como a iniciei, ou seja, com o sonho de gravar um disco com uma banda de Rock e bem produzido. É claro que gravei muitos discos incríveis por bandas variadas dentro da minha longa jornada pessoal, mas com a minha primeira banda teve um significado simbólico extra. Que oportunidade o Boca do Céu me ofertou novamente, de uma maneira muito surpreendente!
Na foto 1, Carlinhos Machado (por detalhe ínfimo), Danilo Gomes Santos e eu (Luiz Domingues). Foto 2: Carlinhos Machado em destaque, com Danilo Gomes Santos de costas e por detalhe. Foto 3: Danilo Gomes Santos de costas no destaque, com Carlinhos Machado ao fundo. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
E foi assim que chegamos ao dia 15 de junho de 2026, para a última sessão presencial no estúdio Prismathias, quando o nosso técnico, Danilo Gomes Santos, nivelou o padrão sonoro das quatorze faixas que ali gravamos. Fizemos a audição com pouquíssimos ajustes empreendidos, na medida em que apenas a música "1969" estava um pouco abaixo do nível das demais, devido ao fato que o estúdio trocara de placas de gravação, a usar material bem mais sofisticado, portanto, ficara nítido que essa gravação feita anteriormente estava abaixo do nível das demais que foram gravadas depois de 2023.
Sobre a extensa durabilidade do processo de gravação, acredito que ao longo dos capítulos anteriores eu já pude explicar com muitos detalhes os motivos pelos quais demoramos tanto para finalizar tal trabalho. É claro que é bem anormal demorar três anos para gravar um disco, no entanto, os muitos problemas que tivemos com agendamento, principalmente da parte dos músicos que convidamos para abrilhantar a obra, gerou momentos de longos hiatos observados.
Além do mais, ao contrário da dinâmica normal de qualquer banda bem sedimentada e experiente, nós não tínhamos as quatorze músicas completamente arranjadas e ensaiadas para entrarmos em estúdio e gravarmos tudo simultaneamente, por isso trabalhamos em blocos a partir de 2024, depois de termos lançado a canção "1969" isoladamente em 2023.
Enfim, mesmo com a consciência de que poderíamos ter sido mais rápidos na conclusão da tarefa, foi com alegria que encerramos a etapa de estúdio nesse dia 15 de junho de 2025, com o sentimento forte de dever cumprido, orgulho pelo trabalho bem executado e alegria pelos tantos momentos bons que vivenciamos ali nas dependências do estúdio Prismathias.
Wilton Rentero brinca com duas rosquinhas de coco, as clássicas que Osvaldo Vicino sempre trazia, as quais saboreamos ao longo de tantas sessões que ali realizamos no estúdio Prismathias. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E a acrescentar mais símbolos dessa longa permanência, não posso deixar de citar um fator prosaico, mas de alto valor afetivo para nós. Não houve nenhuma sessão desde a gravação da canção "1969" em 2023, que o Wilton não tenha trazido consigo uma caixa de doces de padaria a conter o famoso "éclair" de origem francesa, além de outra caixa a conter a brasileiríssima "Maria Mole", hábito que cultivou desde os primeiros ensaios realizados pelo trio de cordas entre 2021 e 2023. Nessa mesma esteira, o Osvaldo também passou a criar uma tradição ao providenciar e nos oferecer um saco repleto de rosquinhas de coco, ou seja, dali em diante, toda vez que saboreei essas iguarias, automaticamente me lembrei do Boca do Céu, de seus ensaios e sobretudo das sessões de gravação realizadas entre 2023 e 2026.
Última sessão de estúdio (audição)
– 15 de junho de 2026 – Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
No mesmo dia da última sessão, o "Moah" fez uma sessão de fotos promocionais já a visar a parte gráfica do CD e nos dar subsídios para abordar a mídia quando necessário.
Algumas fotos feitas durante a sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Nessa mesma ocasião, o Moah clicou várias fotos a visar a preparação do clipe que estava a preparar para divulgar a música "Revirada".
Algumas fotos feitas para a posteriori serem recortadas e usadas possivelmente no clipe da música "Revirada". Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E assim, encerrada essa longa, porém, virtuosa etapa no estúdio Prismathias, todos os esforços foram concentrados na subida da músicas para lançamento virtual através das plataformas "streaming" então ainda em alta voga no mercado musical, o lançamento do clipe de "Desprogramação", a preparação do clipe de "Revirada" e a preparação do material gráfico necessário para lançar o CD tradicional. Isso sem contar com a preparação do segundo documentário em fase de produção, igualmente.
Mais fotos individuais e coletivas, desta feita sob o efeito da lente olho de peixe. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Na escadaria de acesso ao estúdio, que tanto subimos e descemos, entre 2023 e 2026, no encerramento da última etapa. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
É com muita satisfação que eu anuncio o lançamento
de mais um livro de minha autoria, o 11º da minha bibliografia e 6º volume
específico sobre a minha autobiografia musical.
A sexta etapa da construção da minha autobiografia
na música, é versada por uma abordagem ligeiramente diferente, no sentido de
que não discorre sobre a história que venho a contar mediante atuação em alguma
banda de carreira pela qual atuei e tampouco a se tratar de trabalhos sazonais
cumpridos por convites recebidos da parte de outros artistas.
Neste caso, o assunto se trata da minha atividade
mantida em paralelo às ações com os compromissos musicais a bordo de minhas
bandas autorais, na qualidade de professor de música, atividade essa que
mantive em paralelo à carreira, entre julho de 1987 e abril de 1999.
Dessa forma, em meio a um corpo discente formado
por jovens em sua maioria e com a característica de admirar muitas das bandas
pelas quais eu atuei anteriormente e atuava nessa ocasião, foi uma etapa que
também gerou emoção, a despertar amizades.
Além do aspecto pedagógico e os laços afetivos
estabelecidos, há de se salientar que essa atividade movimentou uma enorme
quantidade de apoiadores de minhas bandas no aspecto extra-curricular, ou seja,
uma bolha cultural efervescente foi gerada de forma significativa no ambiente
da minha sala de aulas, o que motivou euforia mútua e ótimas
lembranças.
Tais alunos testemunharam o final das atividades
d’A Chave do Sol (volume V/tomos A e B), a dramática formação do The Key (volume
VII), muitas das histórias sobre trabalhos avulsos contidas no volume III desta
autobiografia, )livro “Trabalhos avulsos), toda a trajetória do Pitbulls on
Crack (volume VIII), o nascimento do Sidharta (volume IX), o início da gloriosa
formação Chronophágica da Patrulha do Espaço (volume X), e sempre a demonstrar
apoio entusiasmado para me apoiar.
Click de Michel Camporeze Téer
E o melhor de tudo, a constatação de que muitos desses alunos cresceram demais
como músicos e se firmaram como grandes artistas no panorama do Rock e da
música em geral, a fornecer uma alta dose de orgulho para este, então,
simulacro de professor que vos escreve e que não teve muito o que lhes ensinar,
todavia, certamente que aprendi muito mais com esses outrora jovens com os
quais convivi, e forjei amizade para o resto da vida.
Ficha técnica:
Livro “Sala de aulas” (a autobiografia de Luiz
Domingues na música – Volume VI)
Revisão gramatical & ortográfica, carta
catalográfica, arte e layout de capa e material de divulgação: Alynne
Cavalcante
Editor: Cristiano Rocha Affonso da Costa
Foto do autor: Michel Camporeze Téer
Uma produção da Matilda Cultural
Apoio: Clube de Autores
Disponível diretamente pelo site do Clube de
Autores: