terça-feira, 16 de abril de 2024

Autobiografia na música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 201 - Por Luiz Domingues

Uma panorâmica da banda no palco. Os Kurandeiros no Instituto Cultural Bolívia Rock de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Com o público da casa bem aquecido pelas boas apresentações das bandas de abertura, eis que subimos ao palco para cumprirmos a nossa primeira apresentação no ano de 2024. O show "Prontos para a festa" disse a que veio, por promover uma dose maciça de Rock'n' Roll para animar a noite no Instituto Cultural Bolívia Rock. 

Renata "Tata " Martinelli na primeira foto, eu (Luiz Domingues), na segunda e Kim Kehl na terceira. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Marcos Kishi

Tocamos com muita segurança, a despeito de termos feito um único ensaio prévio e estarmos a tanto tempo sem tocar ao vivo, a provar que na prática, a suposta "ferrugem" adquirida pela agenda próxima passada não tão favorável para nós, não pesou.

Permito-me fazer uma análise que julgo ser relevante para este trecho de minha autobiografia, no sentido de que nesta mesma noite, eu experimentara duas situações contrastantes entre si. O fato, é que o Boca do Céu, apesar de ser uma banda formada por sexagenários, tocou muito bem, porém com um grau de tensão muito típica de uma banda formada por garotos inexperientes, apesar de ter em suas fileiras, o Laert, eu mesmo e Carlinhos, como componentes bem experientes na música (além da Renata "Tata" Martinelli, nossa convidada especial e igualmente muito experiente na música). Creio que a preocupação em darmos respaldo aos companheiros Wilton e Osvaldo, estes com quase nenhuma experiência para tocar ao vivo, gerou também para os mais experientes, uma preocupação extra que não deixou que nos apresentássemos com a leveza devida. 

O contraste claro se deu com o show d'Os Kurandeiros, no qual eu e todos os componentes da nossa banda, aliás, tocamos com aquela segurança típica de uma banda muito tarimbada, que mesmo mediante poucos ensaios e sem a constância de shows de outrora, com momentos de agenda frenética que tivemos tempos antes, tocou de uma forma tão leve, que realmente me chamou a atenção nesse aspecto da diferença entre as duas apresentações dentro desse quesito.

Na foto 1: Renata "Tata" Martinelli aguarda o apresentador do espetáculo dar o seu recado sobre a nossa banda, o radialista, Rogério Utrila, com Carlinhos Machado ao fundo, na bateria. na foto 2, Phil Rendeiro em destaque, com Renata "Tata" Martinelli ao fundo e encoberto, Kim Kehl. Foto 3: Eu (Luiz Domingues) em destaque. Foto 4: Uma panorâmica da banda em ação. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah") 

Apesar de ter se designado um nome para o show, o repertório não se mostrou diferente da base de músicas que vinha a compor o set list desde 2021, a contar com a base dos discos "Seja Feliz", "Sonhos & Rosquinhas Suíte" e mais centrada no disco, "Cidade Fantasma", o mais recente, e claro, reforçados por clássicos dos primeiros discos da banda.

Vários flagrantes do show. Na primeira foto, Kim Kehl em destaque. Foto 2: Renata "Tata" Martinelli em ação. Foto 3: Eu (Luiz Domingues) e Phill Rendeiro em ação. Foto 4:  Renata "Tata" martinelli em momento de performance dramática, com Carlinhos Machado na bateria (encoberto), Foto 5: Uma panorâmica da banda no palco. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Marcos Viana "Pinguim"

Veja acima o show d'Os Kurandeiros na sua íntegra. 17 de fevereiro de 2024 no ICBR de São Paulo. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=t9BCpE0sZXU

Depois de encerrado o nosso show, houve uma jam-session final, na qual Os Kurandeiros se mesclaram aos músicos do "Los Interessantes Hombres Sin Nombre" e "Boca do Céu" para interpretar a música: "Rebel Dog Blues", de autoria do Ayrton Mugnaini Junior e Valdir Angeli. Por pura coincidência, Os Kurandeiros tocaram essa música muitas vezes nos anos anteriores e o Laert Sarrumor também a interpretava costumeiramente, senão nos shows do Língua de Trapo, mas em jam-sessions ocorridas sob muitas circunstâncias e com a presença do Ayrton, portanto, foi a escolha mais natural possível para unir músicos das três bandas, mesmo porque, essa canção igualmente fazia parte do repertório habitual do "Los Interessantes".

"Los Interessantes Kurandeiros Sin Boca", a divertida mistura de músicos de todas as bandas durante a Jam-session final! ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

Portanto, Os Kurandeiros reforçados de Marcos Mamuth, Ayrton Mugnaini Junior e Laert Sarrumor (eu não participei, justamente parta que o Ayrton assumisse o baixo). 

Ao final do show d'Os Kurandeiros, eu também percebi que particularmente estava esgotado, afinal de contas, fizera duas apresentações na mesma noite e sobretudo, vinha a observar um declínio físico acentuado há algum tempo, decorrente naturalmente do avançar da idade.

Na primeira foto, eu (Luiz Domingues), em ação. Na foto 2, Kim Kehl em destaque. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Marcos Kishi

No entanto, a despeito de ocasiões anteriores, não cheguei ao ponto de me sentir completamente exaurido e muito longe de sentir fraqueza generalizada e tampouco oxigenação cerebral decorrente da falta de fôlego ou queda da pressão sanguínea. Qual o diagnóstico? Creio que melhorei a minha condição física, tendo inclusive emagrecido significativamente e claro que isso me deu uma melhor condição. 

Em suma, fiquei bem cansado ao ponto do grande fotógrafo e amigo, Marcos Kishi ter me abordado e brincado comigo nesse sentido ao me dizer que "o baixista estava esgotado", pois me observara nos bastidores e notara o meu cansaço, porém, não cumpri os dois shows com dificuldades no palco, mas sim, acusei o cansaço a posteriori no momento pós-shows.

Na primeira foto, Renata "Tata" Martinelli em destaque, com Carlinhos Machado e eu (Luiz Domingues), em ação. Foto 2: Eu (Luiz Domingues) em destaque. Foto 3: Phil Rendeiro no destaque. Foto 4: Kim Kehl em ação. Foto 5: Renata "Tata" Martinelli em destaque, com Carlinhos Machado em ação. Foto 6: a banda sob o ponto de vista do mezanino/camarote da casa. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Jornada heroica d'Os Kurandeiros e com o adendo de ter proporcionado espaço e todo o respaldo para duas bandas amigas e interligadas por muitos aspectos, de forma fraternal, tal evento me fez pensar que tivemos ali no ambiente do ICBR, um autêntico "happening" ao melhor estilo sessentista, com bandas de Rock irmanadas entre si e com o público.

"A Noite Inteira" - Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=jjT2VFm8DUg

"Cidade Fantasma" - Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para ver no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dMApBwHV1WU

Felizes pela ótima performance, congraçamento entre as bandas, ótima receptividade do público e também pela hospitalidade recebida da parte de Cátia Cristina, a proprietária do ICBR e com extensão a todos os seus funcionários e colaboradores, foi sensacional essa noitada Rocker.

Mais flagrantes do show. Foto 1: Carlinhos machado em ação. Foto 2: Kim Kehl em destaque. Foto 3: Renata "Tata" Martinelli em ação. Foto 4: Eu (Luiz Domingues) e Phil Rendeiro em ação. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Mais flagrantes da foto anterior. Foto 1: Renata "Tata" Martinelli em ação, com Carlinhos Machado e eu (Luiz Domingues) na retaguarda. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Cátia Cristina/ICBR

Cansado, porém feliz, por conta de todo o resultado do show e pela presença de tantos amigos queridos, tive o prazer de também visitar o museu de fotografia do casal "Bolívia & Cátia", anexo ao Instituto  Cultural Bolívia Rock e sobretudo por ter tido a honra de assinar uma bela foto clicada pelo saudoso, Edgar Franz, o popular "Bolívia", por ocasião de um show cumprido com a Patrulha do Espaço, tempos atrás. 

Eu, Luiz Domingues a autografar a foto que retratou ao lado de Rolando Castello Junior durante show da Patrulha do Espaço em 2014. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Cátia Cristina/ICBR. Click 1: Cátia Cristina/ICBR  Click 2: Deco Wanderley Kanayagui

Noite memorável para Os Kurandeiros e bandas amigas! E tanto foi assim que ficou explícito o convite para repetirmos a dose ainda no primeiro semestre de 2024, com essa trinca de bandas novamente a se reunir possivelmente no mesmo Instituto Cultural Bolívia Rock.

Tema de abertura do show (Kim Kehl) - Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/ojEXGTbMHLg 

"A Noite Inteira" (Kim Kehl) - Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/kNSkjMBUZ6w

"Mickey Mouse, a gata e eu" (Made in Brazil). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no  YouTube:
https://youtu.be/wU-iw-XE-bM

"Pro Raul" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/GdDmtdfpvjw

"O Filho do Vodu" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/OxjXT0NzZHM

Interlúdio (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/h1v1FC2UUYc

"Cidade Fantasma" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no  YouTube:
https://youtu.be/GRshw4PEevk

"Viagem Muito Louca" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Ft_Ktsd9p7c

"Noite de Sábado" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/lWk5-yORvIU

"Cocada Preta" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/gOt3esYEgNw

"A Galera quer Rock" (Kim Kehl). Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
 https://youtu.be/QO1CAc9QhU0

Apresentação da banda ao som de "Oh, Rita" (Kim Kehl) - Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho raro

Eis o link para ver no YouTube:
https://youtu.be/PQd975XVfMQ

Jam Session final - "Rebel Dog Blues" (Ayrton Mugnaini Junior/ Valdir) - Os Kurandeiros + Los Interessantes Hombres Sin Nombre + Boca do Céu no  ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/ZEYuiZycMS8

Nos bastidores: Renata "Tata" Martinelli e Cátia Cristina na foto 1. Foto 2 com Ayrton Mugnaini Junior, Cátia Cristina e eu (Luiz Domingues). Foto 3 com a minha pessoa, Luiz Domingues e Ayrton Mugnaini Junior. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Fotos 1 e 2: Acervo e cortesia: Cátia Cristina/ICBR. Clicks: Deco Wanderley Kanayagui. Foto 3: Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

Com perspectiva de agenda mais movimentada, agitos midiáticos e finalmente o disco ao vivo ganhar vida, o ano de 2024 pareceu ser auspicioso para Os Kurandeiros.

Continua...

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Autobiografia na música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 200 - Por Luiz Domingues

Uma panorâmica da banda no palco. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Foi com aquele clima de camaradagem total que as bandas chegaram ao espaço do Instituto Cultural Bolívia Rock e todos os componentes se ajudaram mutuamente de uma forma muito natural.

Kim Kehl durante o soundcheck que não foi soundcheck na verdade, com a figura de Osvaldo Vicino, guitarrista do Boca do Céu ao fundo. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Os Kurandeiros ofereceram amplo apoio para o "Los Interessantes Hombres Sin Nombre" e também ao Boca do Céu. O soundcheck só não foi melhor porque a exótica metodologia imposta pela técnica de som da casa, não previu o procedimento habitual de se realizar o levantamento dos instrumentos, depois as vozes e por fim a demarcar o setup de cada banda na ordem inversa da ordem de apresentação de cada banda no espetáculo, ou seja, com a banda de abertura a ficar preparada para tocar no espetáculo propriamente dito.

Entretanto, a técnica (Thalita), nos informou que uma passagem meteórica seria feita cinco minutos antes de cada banda se apresentar, ou seja, com o público presente e a banda já a usar figurino de show, a estabelecer uma prática nada usual e pior, a expor as três bandas a uma situação deveras embaraçosa em frente ao público e pior ainda, a estabelecer um arranjo sonoro bem precário no meu entendimento. 

Tudo bem, tal determinação da parte da moça soou como algo não produtivo, mas nós aceitamos sem criar empecilhos, pois o clima entre as bandas estava sensacional e assim, essa pitoresca forma de trabalhar não haveria de nos subtrair o alto astral com o qual aquela tarde estava a transcorrer.

Ainda durante a tentativa frustrada de se estabelecer um soundcheck tradicional, vemos Kim Kehl e atrás, Ayrton Mugnaini Junior. Os Kurandeiros no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Bem, a aproveitar o clima ótimo estabelecido nos bastidores, preparamos então o palco para os amigos do "Los Interessantes Hombres Sin Nombre" e após a sua estranha preparação relâmpago na frente do público que já aguardava pelas apresentações, a banda fez uma ótima performance.

"Los Interessantes Hombres Sin Nombre" no palco a prover a abertura do show d'Os Kurandeiros. 17 de fevereiro de 2024 no ICBR de São Paulo. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah") 

O Boca do Céu veio a seguir com a devida emoção de uma banda que não tocava desde 1978, e agradecida aos Kurandeiros pela oportunidade. Cabe destacar que o último número do Boca do Céu foi a execução de "Concheta", ou seja, clássico do repertório do Língua de Trapo e que se justificara pelo fato de Laert Sarrumor ser vocalista das duas bandas. E neste caso, houve o toque Kurandeiro quádruplo nesta execução, pois além de eu e Carlinhos atuarmos com o Boca do Céu e sermos Kurandeiros, também atuaram nesse número, a nossa vocalista, Renata "Tata" Martinelli e o guitarrista Kim Kehl. 

"Concheta", do Língua de Trapo, com  o Boca do Céu + quatro Kurandeiros e a proprietária do ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7T8q3eFdq8Q 

E foi assim que esse clima de euforia com Os Kurandeiros mesclados ao Boca do Céu, propiciou um clima ótimo para que o show d'Os Kurandeiros transcorresse logo a seguir.

Continua...

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Autobiografia na música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 199 - Por Luiz Domingues

Chegou então o grande dia no qual Os Kurandeiros voltariam ao espaço acolhedor do Instituto Cultural Bolívia Rock e desta feita a proporcionar um generoso espaço para duas bandas amigas e mais do que isso, com ligações umbilicais entre si e com os próprios Kurandeiros.

A se caracterizar como uma autêntica ação entre amigos, eis que o convite partira do próprio Kim Kehl para que as duas bandas de abertura fossem: "Los Interessantes Hombres Sin Nombre" e o "Boca do Céu". 

O extraordinário baixista e jornalista, Ayrton Mugnaini Junior durante a sua participação na jam-session final com Os Kurandeiros no Instituto Cultural Bolívia Rock. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

No caso do grupo, "Los Interessantes", a ligação foi marcada pelo fato do nosso baterista, Carlinhos Machado, também ser componente dessa banda e no caso do baixista, Ayrton Mugnaini Junior, por este  músico ser amigo de adolescência do Kim e aliás, a se registrar que ele houvera gravado faixas na primeira demo d'Os Kurandeiros em 1992. Na contrapartida, arrolo que o Kim tenha tocado em faixas de um dos discos solo do Ayrton, muitos anos atrás.

Marcos Mamuth e Kim Kehl durante a jam-session final com Os Kurandeiros no Instituto Cultural Bolívia Rock. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

Fora disso, a amizade do guitarrista do "Los Interessantes", Marcos Mamuth, com Os Kurandeiros já vinha de anos, com participação em jam session conosco em algumas apresentações feitas anos atrás e sem deixar de mencionar que a outra banda que tivemos em paralelo, a "Magnólia Blues Band" apresentou como um de seus convidados especiais, naquelas históricas "Quartas Blues", a persona de Marcos Mamuth, certa vez.

E sobre o Boca do Céu, a história de sua participação no mesmo evento, sob o ponto de vista dessa banda, está inteiramente relatada no seu capítulo, logicamente, mas cabe acrescentar aqui, mais alguns detalhes. 

Primeiramente que o fato de eu (Luiz) ser membro também do Boca do Céu, já criara a ligação direta com Os Kurandeiros, mas houve também o reforço do Carlinhos Machado, que sendo baterista histórico d'Os Kurandeiros, recém entrara na formação do Boca do Céu, igualmente. Mais um dado, a cantora d'Os Kurandeiros, Renata "Tata" Martinelli também apresentar-se-ia com o Boca do Céu nessa noite.

Além disso, o Laert Sarrumor, vocalista do Boca do Céu era também companheiro de longa data do Ayrton Mugnaini Junior, haja vista que o Ayrton foi baixista do Língua de Trapo por um breve período (ele me substituiu em janeiro de 1981, quando eu saí, enquanto o novo baixista, Luiz Lucas, não entrara), e dali em diante foi sempre considerado como um membro honorário da banda mesmo não estando na formação e era companheiro do Laert desde 1983, na condução do programa: "Rádio Matraca", apresentado pela USP FM. 

E não posso deixar de acrescentar que sob a ótica do Boca do Céu, o convite formulado por Kim Kehl foi um grande presente que a banda recebeu, pois essa "nova velha" banda não tocava oficialmente desde junho de 1978, ou seja, foi encantador receber o convite e recolocar essa banda oriunda de uma história tão remota em um palco.

Em suma, a conexão de amizade entre as três bandas era expressa de forma múltipla entre os seus membros e para nos animar muito mais ainda em relação a esse show com tais companhias de amigos em comum, a casa em si, o Instituto Cultural Bolívia Rock estava a nos receber com um grande entusiasmo.

E finalmente sob a minha percepção pessoal, foi incrível tocar com uma banda de abertura e na mesma noite também atuar com a principal. Não foi exatamente a primeira vez que essa estranha coincidência me ocorrera, haja vista que em 2022, eu tocara com o grupo "Uncle & Friends" e logo a seguir com Os Kurandeiros, na mesma circunstância (aliás, com o Carlinhos Machado a atuar com ambas, igualmente). Mas é sempre exótico passar por esse tipo de situação não usual.

Os Kurandeiros haviam se apresentado nesse espaço em maio de 2023, por ocasião da minha noite de autógrafos dos meus primeiros livros que foram lançados conjuntamente nessa ocasião e o convite generoso da parte da proprietária da casa, Catia Cristina, ficara marcante nessa ocasião para que voltássemos ao ICBR e finalmente a nova oportunidade surgiu.

No camarim do ICBR, da esquerda para a direita: Phil Rendeiro, eu (Luiz Domingues), Renata "Tata" Martinelli, Carlinhos Machado e Kim Kehl. Os Kurandeiros no Instituto Cultural Bolívia Rock de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Portanto, esse show foi emocionante para Os Kurandeiros por causa desses elementos extras e nessa noite, nós anunciamos que o show recebera um título, que foi o seguinte: "Prontos para a festa", uma insinuação ao disco ao vivo que deveria enfim ser lançado nesse ano de 2024, haja vista que esse foi ao menos o seu nome provisório criado pelo Kim Kehl.

Continua... 

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Autobiografia na música - Patrulha do Espaço - Capítulo 353 - Por Luiz Domingues

Eis então que foi anunciado através das redes sociais da internet o lançamento da edição comemorativa pelos vinte e um anos de lançamento do CD ".ComPacto", de 2003. Foi por volta de fevereiro de 2024, que isso ocorreu e logo (na segunda quinzena de março), eu pude assegurar a minha cópia de recordação para que pudesse naturalmente examinar o seu conteúdo gráfico e principalmente ouvir o seu padrão de áudio mediante o banho de tecnologia que possibilitara lhe ofertar um resultado sonoro mais avantajado.

Antes mesmo de colocar o CD para rodar no "CD player", ao examinar a parte gráfica a conter capa, contracapa e encarte, fiquei impactado pela qualidade do material, mas não surpreso, pois conheço bem a mentalidade do Rolando Castello Junior e o quanto ele mantém como meta, apresentar os trabalhos da banda com o máximo de qualidade possível. 

Nesses termos, o encarte luxuoso muito dignifica esse relançamento também por esse aspecto e dentro dessa prerrogativa, há de se destacar a qualidade do texto. Já falei anteriormente ao longo da minha autobiografia que considero o Rolando um ótimo redator e por conseguinte, acho que ele tem talento para se tornar um escritor muito bom, portanto, a seguir o padrão de todos os encartes de discos da Patrulha do Espaço dos quais ele preparou o texto, mais uma vez a narrativa chama a atenção pela excelente assertividade, prosódia e a conter uma boa dose de emoção implícita, a revelar também o lado dele como romancista, ou seja, a criar emoção, mesmo que não esteja a tratar de uma história fictícia, mas a relatar um fato histórico da vida real. 

Acrescento que na prática, esses textos que ele registra para dar substância aos encartes dos discos, são na prática as memórias a envolver a história da banda, e por conseguinte, também de seus componentes e ex-componentes e dele próprio, é óbvio, portanto, fica o meu convite para que ele se debruce no computador e escreva logo a sua autobiografia, de fato, pois haverá de ser rica em dados e histórias e sem dúvida, muito bem escrita.

E assim, toda a história sobre a gravação do CD ".ComPacto" foi contada com sinceridade, ou seja a destacar as dificuldades técnicas que tivemos sob o ponto de vista financeiro, a precariedade do estúdio que usamos, a boa vontade do técnico Kôlla Galdez que ali trabalhava e por uma imensa sorte nossa, era fã da nossa banda e assim, deu o seu melhor para sanar as falhas técnicas de um estúdio em péssimo estado de conservação com o qual nos deparamos, para que a captura primordial se consolidasse naquele instante dramático para nós.

Falou também sobre o clima da banda naquele momento e eu concordo com o que ele observou, pois estávamos de fato, muito entrosados sob o ponto de vista musical, com a formação consolidada em torno de dois anos de trabalho intenso e assim, quando fomos gravar as músicas que compõem o CD .ComPacto, isso também foi um fator preponderante para suplantarmos as enormes adversidades técnicas que nos atazanaram naquele estúdio tão mal cuidado.

Façamos justiça, além do nosso preparo exemplar sob o ponto de vista musical e da extrema ajuda e entusiasmo da parte de Kôlla Galdez, é fato que os dirigentes do estúdio, foram camaradas conosco no frigir dos ovos no campo do acerto financeiro proposto e isso também foi observado no texto.

Há também a justa menção à participação do poeta, escritor e ativista cultural, Luiz Cichetto "Barata", que foi road manager da banda nos idos de 2002 até 2004, na concepção da capa original do CD ".ComPacto" de 2003, a envolver não apenas a sua participação intelectual nesse processo, mas a abranger também o esforço que ele operou ao nosso lado para materializar a confecção da capa do disco original no formato de uma velho compacto de vinil, algo que foi difícil para se obter nos idos de 2003, quando simplesmente não se encontrava mais nenhuma fábrica de vinis a conter a exclusiva "faca", ou seja, um artefato gráfico, na verdade uma guilhotina específica para cortar o papelão impresso para formatar a capa de um antigo "compacto".    

Rolando também menciona com atenção o trabalho do artista ilustrador, Marcos Mündell, que também é músico (percussionista). Ele foi o autor do logotipo em forma de brasão que ilustra a capa do CD original de 2003 e que foi devidamente reutilizado para este relançamento. 

Sobre o material fotográfico, o Rolando Castello Junior operou um autêntico milagre, pois mediante o parco material do qual dispúnhamos especificamente sobre as sessões de gravação desse álbum, ele reuniu o máximo que pôde e nesse caso a encontrar fotos que eu não tinha no meu acervo, o que muito me alegrou, certamente, para compor com algumas fotos de shows ao vivo da época e mesmo não necessariamente a ver com a época exatamente, além das fotos promocionais que foram usadas no CD original. 

Lastimo que não tenham sido encontradas as demais chapas da sessão de fotos de onde extraiu-se tal material, o que seria sensacional. Creio que a Ana Fuccia, nossa querida e grande amiga, que foi a fotógrafa desse trabalho, não tenha achado tal material no decorrer de 2023, infelizmente.

Ao seguir o padrão dos relançamentos de todos os discos da Patrulha do Espaço nos últimos três anos, ou seja, desde 2021, além do encarte super rico mediante inúmeras páginas, há também a presença de um invólucro, a conter uma apresentação formal do "kit" que ali se apresenta e com direito a uma diferenciação no seu verso, ou seja, a proporcionar um adendo para enriquecer ainda mais a questão visual do álbum.

Toda a parte de lay-out da parte gráfica ficou a cargo da minha amiga, Marta Benévolo, que é vocalista da Patrulha do Espaço há muitos anos e também é uma artista plástica extremamente criativa, portanto, a sua habilidade para idealizar e comandar a arte final das capas de discos, cartazes e todo material visual que a banda usa na sua produção, é exemplar e neste caso, ficou mais uma vez nítida a sua ótima participação com tal tarefa muito bem executada.

Sobre o áudio devidamente remixado e remasterizado, eu falo a seguir, inclusive a repercutir as boas surpresas que essa produção providenciou, no sentido de que abrilhanta ainda mais esse relançamento.

Continua...

domingo, 31 de março de 2024

Autobiografia na música - Boca do Céu - Capítulo 128 - Por Luiz Domingues

Uma panorâmica da banda em ação! Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR

Que sensacional foi quando tocamos a música, "Desprogramação", com bastante suavidade, bem a seguir a cartilha do Folk-Rock sessentista, ou seja, foi uma delícia executá-la na sua plenitude ao melhor sabor do Rock Rural, portanto, a honrar uma das nossas múltiplas influências!

Eu que já adorava essa canção quando o Laert nos mostrou assim que a compôs por volta de 1977, fiquei muito feliz quando nessa fase pós-2020, ela foi relembrada quase que na sua íntegra (somente um verso esquecido foi substituído por outro criado em 2024), devidamente rearranjada e nesse dia tocada ao vivo no palco do Instituto Cultural Bolívia Rock. 

É verdade que nós a havíamos tocado durante a nossa participação no programa Rádio Matraca, bem recentemente, porém, ao vivo perante público, foi a primeira vez mesmo, inclusive a se contabilizar a fase inicial da banda nos anos 1970.  

"Desprogramação" - Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para ver no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=hrQa4YT8Zn4

Carlinhos Machado ao fundo na bateria, Laert Sarrumor e eu (Luiz Domingues) em ação. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR

Com a receptividade a se mostrar enorme da parte da audiência, nos soltamos ainda mais. Então chegou a hora de tocarmos "Serena". música que foi a primeira que trabalhamos na história da banda, bem no começo das nossas atividades em abril de 1976, antes mesmo do Laert ingressar na formação. A ideia original era do Osvaldo e posteriormente o Laert contribuiu para se tornar coautor. Nesta versão pós-2020, eu e Wilton trouxemos contribuições e a feição da música mudou certamente em relação ao seu formato antigo, porém, a manter fidedignas as suas raízes setentistas genuínas, inclusive a acrescentar partes inspiradas na vertente do Rock Progressivo, ou seja, com o Boca do Céu a soar como aspirara nos anos setenta, finalmente!

"Serena" - Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para ver no YouTube: 

https://www.youtube.com/watch?v=jXBgqOr3rV8

Chegara o grande momento de show que qualquer banda que já tem um sucesso na manga usufrui e neste caso, a nossa primeira música gravada oficialmente, "1969", representou para nós esse momento especial no qual algumas pessoas tendem a se arrepiar na plateia. Claro que estou a exagerar, a banda estava longe ainda de ter esse apelo popular maciço, mas sim, muita gente ali presente reconheceu a canção aos seus primeiros acordes, portanto, essa foi uma outra marca admirável que essa banda alcançou, enfim.

É bem verdade que tivemos um momento atrapalhado, pois o clip que foi exibido no telão, entrou indevidamente com o áudio ativado e assim, uma estranha repetição ocorreu nos seus instantes iniciais a gerar um desconforto para a banda, principalmente ao Laert que a interpretava como voz solo. 

"1969" - Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e acervo: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para ver no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=YGsoyeK5zd8

Para encerrar e justificar a falta de mais músicas autorais preparadas para tocarmos ainda, eis que homenageamos uma banda clássica do Rock brasileiro dos anos setenta, entre muitas que adorávamos e que cala fundo principalmente para o Laert, fã ardoroso de um de seus ex-membros, o saudoso, Tico Terpins. E assim tocamos com muito prazer a música: "Boeing 723897" do Joelho de Porco, com vigor e prazer pela lembrança que tanto embalou o Boca do Céu naquela década.

"Boeing 723897" (Joelho de Porco) - Boca do Céu no ICBR de São Paulo. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=8ZGWKeXNKEE

Flagrantes do Boca do Céu e sua convidada especial, no palco do ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Still de vídeo

Para encerrar, o Kurandeiro-mor, Kim Kehl subiu ao palco e também foi convidada a participar do coro, a proprietária do Instituto Cultural Bolívia Rock, Catia Cristina. E assim, tocamos o clássico: "Concheta" do Língua de Trapo, para delírio generalizado e a provar a relação umbilical que o Boca do Céu mantém com o Língua de Trapo, ou seja, tudo faz parte da anatomia buco maxilo facial de qualquer forma. 

"Concheta" (Língua de Trapo) - Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Filmagem e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Eis o link para ver no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=7T8q3eFdq8Q

Boca do Céu, com os convidados especiais, Kim Kehl (segundo da esquerda para a direita) e Catia Cristina (a usar calças vermelhas), a tocarmos o clássico do Língua de Trapo": "Concheta". Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Encerrada a nossa apresentação em altíssimo astral, saímos satisfeitos ao extremo do palco. Que prazer foi colocar essa banda no palco novamente e desta feita com o padrão de qualidade sonora que não tivemos como apresentar nos anos setenta.

O agradecimento final! Da esquerda para a direita: O convidado especial, Kim Kehl, Wilton Rentero, Laert Sarrumor, Catia Cristina (a proprietária do ICBR de São Paulo), Renata "Tata" Martinelli. eu (Luiz Domingues), Carlinhos Machado e Osvaldo Vicino. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR. Click: Deco Wanderley Konayagui

De minha parte, a satisfação foi imensa, com uma sensação quase indescritível, que sim, manteve o sentimento do dever cumprido, mas foi além com um fator maior, difícil de ser exprimido em palavras, a se tratar de uma espécie de bem-estar comigo mesmo a se revelar como uma experiência muito agradável.

Mais flagrantes do show: Foto 1: Wilton Rentero e a cantora convidada, Renata "Tata" Martinelli. Foto 2: Laert Sarrumor, Carlinhos Machado ao fundo na bateria, eu (Luiz Domingues) e Osvaldo Vicino. Foto 3: Na mesma sequência da foto anterior. Foto 4: Carlinhos Machado em ação. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Bem, reflexões emotivas e/ou sensoriais a parte, eu precisei ser ligeiro, pois a minha banda, Os Kurandeiros, precisa subir ao palco e entre outras coisas, eu precisei trocar de figurino para me apresentar com outra identidade visual e me recompor, pois estava exaurido. Apesar disso, melhor preparado fisicamente do que em outras ocasiões recentes nas quais eu sentira o peso da idade, apesar do calor e do cansaço, físico e emocional neste caso, fui me preparar no camarim, com relativa tranquilidade para poder voltar ao palco e atuar com Os Kurandeiros, inclusive para cumprir um show de maior extensão, com quase uma hora e meia em relação ao show de choque de cerca de trinta e cinco minutos que fizemos com o Boca do Céu.

E se eu estava cansado, imagine então o Carlinhos que tocara com duas bandas e faria o show maior a seguir.  

Já no momento pós-show, tivemos boas surpresas, inclusive com velhos amigos e incentivadores do Boca do Céu nos anos setenta, presentes no Instituto Cultural Bolívia Rock a nos fornecer uma dose maciça de emoção!

Bem na frente, as filhas de Adelaide Giantomaso, Juliana  e Renata Miranda e a própria Adelaide a vestir a camiseta azul do Boca do Céu. Sentado do lado direito, Eduardo Viscome. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

E além desse reencontro incrível com pessoas que estiveram conosco nos anos setenta, recebemos todo o carinho de diversos outros amigos e inclusive da proprietária do Instituto Cultural Bolívia Rock, a simpática Catia Cristina, que nos tratou de uma forma esplêndida.

Na primeira foto, Renata Miranda, Wilton Rentero, Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor e Adelaide Giantomaso. Foto 2: O comunicador, Rogério Utrila (que apresentou o nosso show), Laert Sarrumor e o exímio guitarrista, Adilson Oliveira. Atrás, o guitarrista Marcos Mamuth conversa com Wilton Rentero. Foto 3: Eu (Luiz Domingues), Laert Sarrumor, Catia Cristina, Marcia Oliveira (esposa do Laert Sarrumor e empresária do Língua de Trapo e Boca do Céu) e o percussionista do Língua de Trapo, Marcos Martins. Foto 4: Pedro Paulo Vicino e seu pai, Osvaldo Vicino. Foto 5: Clicks, acervo e cortesia: Weber Japoneis 

Na primeira foto, o casal de amigos músicos, Elias e Ariani Salari com Osvaldo Vicino. Na segunda foto, o casal de amigos, Maria Cecília Lohner e Paulo Peres Bergamo, o músico, Isidoro Hofacker e sua esposa, a cantora Ana Gallian e Catia Cristina. Foto 1: Acervo e cortesia: Osvaldo Vicino. Click: Pedro Paulo Vicino. Foto 2: Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

Três componentes do Boca do Céu a autografar set list do Show para ser guardado no museu do ICBR: Laert Sarrumor (com Wilton Rentero próximo e ao fundo, o filho de de Osvaldo Vicino, Pedro Paulo Vicino, na foto 1. Eu (Luiz Domingues) e Catia Cristina na foto 2 e na foto 3: Osvaldo Vicino. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. Acervo e cortesia: Catia Cristina./ICBR. Clicks 1 e 3: Catia Cristina/ICBR Click 2: Deco Wanderley Kanayagui  

E ainda tivemos o prazer, eu e Laert de visitar e autografar fotos nossas oriundas de shows do Língua de Trapo e no meu caso em específico, da Patrulha do Espaço, clicadas pelo saudoso, Edgar Franz, o popular "Bolívia", cuja viúva, Catia Cristina, mantinha tal museu muito bem cuidado. 


Eu, Luiz Domingues a assinar a foto clicada pelo saudoso Edgar Franz, popular "Bolívia", durante um show da Patrulha do Espaço que ele cobriu. e na segunda foto, a viúva de Edgar Franz "Bolívia, e proprietária do ICBR, Catia Cristina, celebra a minha assinatura na foto, peça do museu fotográfico do casal. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Acervo e cortesia: Catia Cristina; Clicks: Deco Wanderley Kanayagui 

Foi uma notada memorável e acredito que valeu a pena esperar quarenta e seis anos para acontecer essa volta triunfal do Boca do Céu ao palco.  

Laert Sarrumor também a autografar fotos de shows clicados pelo saudoso "Bolívia", o grande Edgar Franz. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Catia Cristina/ICBR.

Satisfeitos ao extremo pelo bom desempenho que tivemos, felizes pela receptividade e honrados com a camaradagem generalizada que ocorrera entre as bandas, acreditamos que o saldo foi muito além do que esperávamos. Sobrou emoção nesse dia para a nossa "velha nova" banda. Como se dizia nos anos setenta: "Hoje é dia de Rock" e esse 17 de fevereiro de 2024 entrou para a história da banda como tal afirmativa a se provar certeira nesse aspecto.

Nos bastidores do show, Laert Sarrumor e Adelaide Giatomaso, colegas de colégio no ano de 1977 e ela, então namorada do primo de Wilton Rentero, foi quem indicou para a nossa banda a persona de Wilton para entrar na nossa formação na ocasião e nos fotografou, a se constituir tal peça da única foto da qual dispomos na ocasião para registrar a nossa atuação nos anos setenta. Que emoção para todos foi tê-la na plateia a nos prestigiar, tantos anos depois. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

Antes do show começar, eu já havia sido avisado que a Adelaide Giantomaso estava presente na casa junto de suas duas filhas e o namorado de uma delas. Já na primeira música, eu a avistei na plateia e sinalizei para ela. Fiquei muito feliz com a sua presença. Namorada e depois esposa até os dias atuais de 2024 do primo de Wilton, Sidnei, foi ela que ao se tornar colega de escola do Laert em 1977, indicou Wilton Rentero para adentrar a formação da nossa banda e embora não haja a confirmação da parte de ninguém, nem dela mesma, lhe é atribuído o feito de haver "clicado" a única foto oficial que temos da nossa banda registrada nos anos setenta, ou seja, que tesouro incomensurável para o nosso grupo! 

Eduardo Viscome e Amaury Martins, dois grandes incentivadores do Boca do Céu nos anos setenta e que foram nos prestigiar em 2024! Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Click, acervo e cortesia: Weber Japoneis

E por falar em mais presenças incríveis ali a nos prestigiar, devo registrar também as personas de Eduardo Viscome e Amaury Martins, ambos testemunhas oculares e auditivas dos nossos esforços juvenis empreendidos nos anos setenta para alavancar a carreira do Boca do Céu. Personas recorrentes nos nossos ensaios e também nas poucas apresentações que fizemos naqueles anos, foi com alegria imensa que os vi a nos prestigiar no ICBR neste momento de 2024.

Mais flagrantes do show: Foto 1: Wilton Rentero. Foto 2: Carlinhos Machado. Foto 3: Osvaldo Vicino. Foto 4: Luiz Domingues. Foto 5: A cantora convidada, Renata "Tata" Martinelli. Foto 6: Laert Sarrumor, com Renata "Tata" Martinelli ao seu lado. Boca do Céu no ICBR de São Paulo. 17 de fevereiro de 2024. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")

Mais novas alvissareiras vieram logo a seguir! Acertamos a entrada da banda no estúdio para muito breve e assim, estaríamos ainda em março de 2024 a adentrar as dependências do estúdio Prismathias de São Paulo e sob a condução do ótimo, Danilo Gomes Santos, iniciaríamos a gravação de um novo lote de canções e a primeira escolhida foi: "Rock do Cometa".

Continua...