Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
Já está disponível nas plataformas digitais (incluso o YouTube), o álbum: “Sempre jovens para o Rock’n Roll”, do Boca do Céu.
Para quem não sabe, o grupo de Rock “Boca do Céu” foi fundado em 1976, porém, por não ter tido grandes oportunidades na ocasião, encerrou atividades em 1979.
Em 2020, uma reunião de confraternização foi realizada com os cinco membros originais e daí surgiu a ideia de se resgatar o máximo de músicas compostas nos anos 1970, e possivelmente gravá-las.
Tal ideia foi colocada em prática, e mesmo que bem espaçadamente por conta da pandemia e também pelas agendas conflitantes entre os seus partícipes, eis que o grupo conseguiu relembrar e restaurar quatorze músicas de outrora e esse é o repertório do disco que está a ser lançado.
Dos cinco membros originais, quatro mergulharam nessa tarefa quase arqueológica: os guitarristas Osvaldo Vicino e Wilton Rentero, o baixista Luiz Domingues e o vocalista, Laert Sarrumor. Para a bateria, no posto do antigo baterista (Fran Sérpico), recrutou-se a persona de Carlinhos Machado, contemporâneo dos anos setenta, portanto talhado para a tarefa de gravar esse trabalho nos moldes com os quais a banda o idealizou naquela década.
E destaca-se a presença de muitos convidados sensacionais a abrilhantar todas as canções: Rodrigo Hid (teclados), Cacá Lima (arranjos vocais e backing vocals), Renata “Tata” Martinelli (backing vocals), André Knobl (sax alto e tenor), Beto Pizzulin (trompete), Arnaldo Geretch (flauta transversal), Marcos Martins (percussão), Ariane Salari (backing vocals e vocalise), Sergio Gama (guitarra), Kim Kehl (guitarra), Marcos Ottaviano (guitarra), Milton Medusa (guitarra), Rubens Nardo (arranjo vocal e backing vocals), Jair Xavier (arranjo vocal e backing vocals), Caroline Cantagallo (violino) e Dom Diego Gamboneón (locução).
Gravado, mixado e masterizado no estúdio Prismathias de São Paulo, entre 2023 e 2026, sob a engenharia de áudio de Danilo Gomes Santos, que coproduziu o trabalho junto à banda.
Apoio nas filmagens, fotos e criação da capa para plataformas a cargo de Moacir Barbosa de Lima (“Moah”), da produtora cultural Bicho Raro.
Faça a sua audição do trabalho que resgata o passado, a celebrar o presente, pois sim, o Rock rejuvenesce e por isso, nos sentimos, “Sempre jovens para o Rock’n’ Roll”.
Boca do Céu:
Osvaldo Vicino:
Guitarra, violões de 12 cordas e violão folk
Luiz Domingues: Baixo e voz
Laert Sarrumor: Voz
Wilton Rentero: Guitarra, ukulelê, charango, alaúde e banjo
Carlinhos Machado: Bateria, percussão e voz
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Aproveite e se inscreva-se no canal da banda, igualmente!
Osvaldo Vicino comanda a "selfie" dentro da exposição sobre Janis Joplin, no Museu da Imagem e do Som em São Paulo. 16 de junho de 2026. Click ("selfie), acervo e cortesia: Osvaldo Vicino
Encerrado o trabalho de estúdio, a nossa meta foi providenciar a parte burocrática do álbum e assim, Osvaldo Vicino tomou a dianteira e por haver acumulado décadas como administrador de empresas e contabilista, eis que destrinchou toda a burocracia e nos garantiu a preparação de todos os códigos ISRC que ainda faltavam, selou contrato com a distribuidora "Tratore" e agendou a estreia do nosso álbum: "Sempre Jovens para o Rock'n' Roll" para o dia 7 de agosto de 2026 nas plataformas digitais.
A ilustração que usamos, tanto para o cartaz de divulgação, quanto para alimentar as redes digitais foi concebida pelo "Moah", mediante uma foto por ele mesmo clicada quando fizemos a última audição para fechar a masterização do disco, com a banda inserida em meio a uma ilustração psicodélica multicolorida e o título do disco ficou bem significativo para expressar a nossa situação como homens a viver a terceira idade, e ao mesmo tempo, com a energia juvenil de Rockers sonhadores que éramos nos anos setenta: "Sempre jovens para o Rock'n' Roll".
Nesses termos, que momento riquíssimo foi para a banda que anunciou, enfim, o seu disco debut tão almejado em 1976, mas que apenas no limiar do seu próprio jubileu de ouro em pleno ano de 2026, se concretizou! Habemus um disco, inacreditável, demorou muito, mas aconteceu!
Em 18 de junho, começamos a divulgar a estreia do clipe da música "Desprogramação", com a bela ilustração assinada pela artista visual, Luíza Marcon.
O mote da campanha foi idealizado pelo Laert, a brincar com o título e sobretudo com o teor da letra da canção que versa claramente sobre a massificação da humanidade em torno dos bens de consumo, aliás, um tema recorrente a muitos artistas coadunados com os valores da contracultura e do movimento hippie, por conseguinte, nos anos 1960 e 1970, e assim, o Laert propôs o jargão publicitário: "programe-se ou não", ao promover a estreia do clipe.
Campanha prévia de divulgação do clipe de “Desprogramação” – 18 de junho de 2026 – Arte e direção: Luíza Marcon. Edição desta peça e idealização da campanha: Laert Sarrumor
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/Z54tNA0tk6M
E quando o clipe estreou no canal de Luiza Marcon em colaboração com o canal do Boca do Céu, em 9 de julho de 2026, tivemos uma boa recepção, com cerca de quatrocentas visualizações, no entanto, o próprio Laert se mostrou decepcionado, pois ele havia nos alertado que essa mesma ilustradora havia lançado um clipe em moldes semelhantes em termos de concepção artística, há alguns anos antes e que nessa ocasião anterior, atingira alguns milhões de visualizações em seu canal. Portanto, ele esperava um desempenho melhor para o nosso clipe, em princípio. Mas cabe explicação, no sentido de que a experiência anterior de Luíza Marcon houvera ocorrido com a aplicação da música "A Banda" de Chico Buarque, ou seja, a comparação era muito desigual entre nós, pela óbvia constatação de que "A Banda" era uma música consagrada popularmente há mais de sessenta anos e Chico Buarque, idem, sedimentado como um grande astro da MPB há décadas,
A nossa banda era velha pela idade cronológica de nossos componentes, eu incluso, certamente, mas aos olhos do grande público, era de forma diametral, "nova" aos olhos da grande massa. Ou seja, foi normal obter um resultado modesto diante de tal comparação com um parâmetro abissal entre os artistas citados, todavia, se visto pela nossa realidade como artista "underground" e "novo", pelas circunstâncias, eu enxerguei tal resultado como positivo ante o nosso tamanho.
Clipe oficial de “Desprogramação” – 9 de julho de 2026 – Arte e direção: Luíza Marcon. Edição desta peça e idealização da campanha: Laert Sarrumor
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/FgJ0uggA0Cc
Clipe oficial de “Desprogramação” – 9 de julho de 2026 – Arte e direção: Luíza Marcon. Edição desta peça e idealização da campanha: Laert Sarrumor
Nesse ínterim, o nosso amigo "Moah", já trabalhava com a produção do clipe de outra música, "Revirada", e estava a nos mostrar as suas experiências preliminares com animação. Eu mesmo preparei o roteiro base e todos os colegas gostaram, por isso, já tínhamos uma base boa para começar essa empreitada.
Primeiros esboços de ilustrações concebidas pelo "Moah" para o clip de "Revirada"
Dias depois, as primeiras provas animadas sobre o clipe de "Revirada" nos foram enviadas para uma apreciação preliminar.
Teste de clipe 1 para “Revirada” – 12 de julho de 2026 – Arte e direção: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Teste de clipe 2 para “Revirada” – 17 de julho de 2026 – Arte e direção: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/d3RYN2aikNA
A webradio e TV Orra Meu anunciou então que faria a estreia da música "Desprogramação" na grade da emissora e o seu respectivo clipe na grade da TV do mesmo conglomerado, no dia 31 de julho de 2026 e assim, uma campanha foi lançada simultaneamente aos esforços que a banda já desenvolvia para tratar do lançamento virtual do álbum, ou seja, foram dias de muito trabalho em meio às duas tarefas, mas com muito prazer inerente, devo salientar, pois a sensação de intensidade foi ótima para todos nós, os componentes.
Peça promocional a divulgar a estreia da música “Desprogramação” (e do seu respetivo clipe, igualmente) na programação da Webradio e TV Orra Meu em 31 de julho de 2026. Criação, edição e produção: Emmanuel Barreto
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/8EAuNZrCWHI
Após essa estreia em dose dupla pela rádio e TV Orra Meu, o próximo compromisso haveria de ser extenuante pelo volume de lembranças que eu havia arrolado através de um roteiro geral, mas ficamos muito animados com a proximidade do dia 2 de agosto de 2026, quando nos reuniríamos no estúdio Prismathias mais uma vez para filmar muitos depoimentos a alimentar o documentário sobre a banda. Em maio já havíamos gravado cenas em locações importantes na história da banda e agora daríamos um passo importante para colher mais material e desta feita, com qualidade de áudio assegurada pela condição de filmar em estúdio.
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, Laert Sarrumor e Osvaldo Vicino. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
Eis que chegou o grande dia da última sessão de estúdio. Ao pensarmos que foi um autêntico milagre reagrupar essa banda após quase cinquenta anos, isso por si só já foi um fato histórico como eu tenho ressaltado ao longo deste longo adendo na minha autobiografia. Como se isso não bastasse, a ousada ideia de reestruturar o máximo de músicas que pudéssemos nos lembrar da produção dos anos setenta, que essa banda criou, se revelou como um passo decisivo para que ela escrevesse uma história dentro da sua própria história.
Notável, igualmente, foi a constatação de que esse extenso período a visitar e usar as dependências do estúdio Prismathias, gerou laços afetivos fortalecidos entre os membros, também com o engenheiro de som, Danilo Gomes Santos, além dos muitos músicos convidados que recebemos durante esse longo processo e sem deixar de mencionar o ultra valoroso Moacir Barbosa de Lima, o popular "Moah", que fotografou e filmou praticamente todas as sessões que tivemos para gravar, mixar e masterizar as quatorze canções.
A banda reunida na sala de recepção do estúdio, onde muito conversamos, comemos doces "éclair", e vibramos a cada etapa concluída ao longo de 2023 a 2026. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
E por fim, creio que essa larga história construída no estúdio Prismathias revelou que criamos carinho igualmente pelo espaço em si, ou seja, vivemos muitos dias ali dentro desse estúdio, além de nos familiarizarmos com o entorno de suas dependências, isto é, o comércio local (a famosa padaria que tanto frequentamos), a pastelaria ao lado da estação de metrô Parque São Lucas, as idas de carro ou mesmo no uso do próprio metrô, os dias de calor intenso ou de frio, chuvas torrenciais, algumas poucas (mas ótimas) sessões noturnas e a camaradagem generalizada que vivenciamos ali dentro.
Nessa altura dos acontecimentos, a história construída pelo Boca do Céu no decorrer dos anos 2020, em comparação ao que tivemos nos anos setenta do século passado, já se revelava como muito maior em termos de longevidade, quanto de realizações, a contabilizar a finalização da preparação do áudio de um CD completo, shows realizados, redes sociais organizadas, merchandising, o nome da banda devidamente registrado no inpi, clipes e um documentário.
Em suma e a raciocinar individualmente desta feita, eu elucubrei que foi um momento magnífico para a minha carreira musical e trajetória de vida, no sentido de que no limiar da vida, estava a encerrá-la da maneira como a iniciei, ou seja, com o sonho de gravar um disco com uma banda de Rock e bem produzido. É claro que gravei muitos discos incríveis por bandas variadas dentro da minha longa jornada pessoal, mas com a minha primeira banda teve um significado simbólico extra. Que oportunidade o Boca do Céu me ofertou novamente, de uma maneira muito surpreendente!
Na foto 1, Carlinhos Machado (por detalhe ínfimo), Danilo Gomes Santos e eu (Luiz Domingues). Foto 2: Carlinhos Machado em destaque, com Danilo Gomes Santos de costas e por detalhe. Foto 3: Danilo Gomes Santos de costas no destaque, com Carlinhos Machado ao fundo. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
E foi assim que chegamos ao dia 15 de junho de 2026, para a última sessão presencial no estúdio Prismathias, quando o nosso técnico, Danilo Gomes Santos, nivelou o padrão sonoro das quatorze faixas que ali gravamos. Fizemos a audição com pouquíssimos ajustes empreendidos, na medida em que apenas a música "1969" estava um pouco abaixo do nível das demais, devido ao fato que o estúdio trocara de placas de gravação, a usar material bem mais sofisticado, portanto, ficara nítido que essa gravação feita anteriormente estava abaixo do nível das demais que foram gravadas depois de 2023.
Sobre a extensa durabilidade do processo de gravação, acredito que ao longo dos capítulos anteriores eu já pude explicar com muitos detalhes os motivos pelos quais demoramos tanto para finalizar tal trabalho. É claro que é bem anormal demorar três anos para gravar um disco, no entanto, os muitos problemas que tivemos com agendamento, principalmente da parte dos músicos que convidamos para abrilhantar a obra, gerou momentos de longos hiatos observados.
Além do mais, ao contrário da dinâmica normal de qualquer banda bem sedimentada e experiente, nós não tínhamos as quatorze músicas completamente arranjadas e ensaiadas para entrarmos em estúdio e gravarmos tudo simultaneamente, por isso trabalhamos em blocos a partir de 2024, depois de termos lançado a canção "1969" isoladamente em 2023.
Enfim, mesmo com a consciência de que poderíamos ter sido mais rápidos na conclusão da tarefa, foi com alegria que encerramos a etapa de estúdio nesse dia 15 de junho de 2025, com o sentimento forte de dever cumprido, orgulho pelo trabalho bem executado e alegria pelos tantos momentos bons que vivenciamos ali nas dependências do estúdio Prismathias.
Wilton Rentero brinca com duas rosquinhas de coco, as clássicas que Osvaldo Vicino sempre trazia, as quais saboreamos ao longo de tantas sessões que ali realizamos no estúdio Prismathias. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E a acrescentar mais símbolos dessa longa permanência, não posso deixar de citar um fator prosaico, mas de alto valor afetivo para nós. Não houve nenhuma sessão desde a gravação da canção "1969" em 2023, que o Wilton não tenha trazido consigo uma caixa de doces de padaria a conter o famoso "éclair" de origem francesa, além de outra caixa a conter a brasileiríssima "Maria Mole", hábito que cultivou desde os primeiros ensaios realizados pelo trio de cordas entre 2021 e 2023. Nessa mesma esteira, o Osvaldo também passou a criar uma tradição ao providenciar e nos oferecer um saco repleto de rosquinhas de coco, ou seja, dali em diante, toda vez que saboreei essas iguarias, automaticamente me lembrei do Boca do Céu, de seus ensaios e sobretudo das sessões de gravação realizadas entre 2023 e 2026.
Última sessão de estúdio (audição)
– 15 de junho de 2026 – Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
No mesmo dia da última sessão, o "Moah" fez uma sessão de fotos promocionais já a visar a parte gráfica do CD e nos dar subsídios para abordar a mídia quando necessário.
Algumas fotos feitas durante a sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Nessa mesma ocasião, o Moah clicou várias fotos a visar a preparação do clipe que estava a preparar para divulgar a música "Revirada".
Algumas fotos feitas para a posteriori serem recortadas e usadas possivelmente no clipe da música "Revirada". Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E assim, encerrada essa longa, porém, virtuosa etapa no estúdio Prismathias, todos os esforços foram concentrados na subida da músicas para lançamento virtual através das plataformas "streaming" então ainda em alta voga no mercado musical, o lançamento do clipe de "Desprogramação", a preparação do clipe de "Revirada" e a preparação do material gráfico necessário para lançar o CD tradicional. Isso sem contar com a preparação do segundo documentário em fase de produção, igualmente.
Mais fotos individuais e coletivas, desta feita sob o efeito da lente olho de peixe. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Na escadaria de acesso ao estúdio, que tanto subimos e descemos, entre 2023 e 2026, no encerramento da última etapa. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, o nosso convidado especial, Marcos Ottaviano, Carlinhos Machado e eu (Luiz Domingues). Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Click (selfie), acervo e cortesia: Wilton Rentero
E após termos feito uma rodada de filmagens a buscar reminiscências da nossa história nos anos 1970, eis que no dia seguinte, 11 de maio de 2026, tivemos enfim um dia igualmente histórico e relacionado ao então presente da banda, isto é, a realidade do Boca do Céu do século XXI a gravar e no caso, finalizar a captura do seu tão sonhado álbum.
É preciso registrar que havíamos desistido de esperar pelo áudio do grande Willy Verdaguer que faria a intervenção em castellaño para ornar a música "Tango x Tanga", pelo mesmo motivo que também havíamos desistido de contar com Luiz Carlini para gravar o solo de "No Mundo de Hoje", ou seja, ambos estavam há meses a circular pelo Brasil a cumprir turnê com Guilherme Arantes e assim, ficou impossível contar com ambos por absoluta falta de agenda e pior ainda, em 7 de maio, perdemos subitamente o Carlini, a se comprovar como um grande choque e inclusive, eu e Carlinhos comparecemos à cerimônia de velório e sepultamento desse grande astro do Rock nacional e nosso amigo de tantos anos, a se configurar como um momento tristíssimo para todos.
No caso do tango, contamos com a intervenção de um rabugento senõr portenõ, Don Diego Camboneón e para o solo de "No Mundo de Hoje", eu havia pensado e sugerido três amigos que são feras do Blues brasileiro: Marcos Ottaviano, Amleto Barboni e Edu Gomes. Ligamos primeiro para o Ottaviano e ele aceitou de pronto, para nos deixar muito felizes.
Nos reunimos no estúdio Prismathias para recepcionar o nosso último convidado, o guitarrista superb, Marcos Ottaviano, uma das maiores feras do Blues brasileiro, guitarrista do Blue Jeans, aclamada banda desse circuito e também ex-componente da banda de Celso Blues Boy, outro lendário guitarrista.
Na primeira foto, Marcos Ottaviano aparece de lado a tocar na sala da técnica, com Danilo Gomes Santos entretido na mesa e Wilton Rentero e Osvaldo Vicino a fotografá-lo e filmá-lo. Fotos 2 e 3: Marcos Ottaviano a gravar. Foto 4: Marcos Ottaviano a gravar, com Laert Sarrumor ao seu lado. Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Clicks e acervo: Luiz Domingues
Especialista no assunto, Marcos Ottaviano chegou no estúdio muito bem preparado e no uso da sua bela Gibson Les Paul, modelo Gold Top, criou um solo espetacular, propôs contrasolos perfeitos e ainda gravou um segundo canal com intervenções de slide muito belas, para que escolhêssemos a vontade as melhores partes para atuar conjuntamente ou a trocar com o primeiro canal que gravou.
Rápido e eficiente, gravou tudo com a convicção de um grande blues-man que era, consagrado na cena brasileira e assim abrilhantou o nosso blues, "No Mundo de Hoje".
Marcos Ottaviano a se preparar para gravar. Sessão final de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
Sessão espetacular pela riqueza artística garantida para ornar com requinte a nossa música, a sessão não foi somente inspirada e eficiente, mas também, muito prazerosa pelo clima amistoso nela instaurado, com uma interação da banda e de seu convidado, sob intensa cordialidade e leveza.
Como seria possível em 1976, quando a ideia primordial dessa canção brotou inicialmente na minha mente, época, inclusive, em que eu não tocava absolutamente nada, eu poderia imaginar que essa música seria gravada cinquenta anos depois e com o requinte instrumental que a canção adquiriu, e ainda mais com o solo a registrar a marca de um renomado blues-man reconhecido no Brasil?
Pois é, isso aconteceu e assim fechamos a gravação dessa canção com um toque de luxo, eu diria.
Feito então, além dessa marca incrível, comemoramos o final da fase de gravação geral do álbum. Foi a última sessão de captura e dali em diante, só precisávamos mixar e masterizar as duas últimas canções do pacote: "No Mundo de Hoje" e "Funk se quiser"
A dupla de metais mais infernal da paulicéia desvairada: Beto Pizzulin e André Knobl, líderes do sensacional grupo "Neurozen"
Já havíamos recebido a gravação dos metais para acrescentar ao "Funk se quiser", da parte da sensacional dupla de sopristas, André Knobl e Beto Pizzulin, a genial metaleira do grupo Neurozen. Eles haviam gravado em seu estúdio particular, assim como procederam na sua participação ao gravar a música "1969".
Portanto, nos dias decorrentes de maio de 2026, ficamos a analisar as provas de mixagem e masterização dessas duas últimas músicas e a tratar internamente da preparação burocrática da banda para subir as 12 músicas restantes (a se unir a "1969" e "Rock do Cometa", ambas já lançadas), nas plataformas streaming em uma primeira instância, lançar o clipe de "Desprogramação" a seguir e depois, alardear o lançamento oficial do CD físico, ou seja, com essas três operações distintas a ocupar a nossa atenção para o segundo semestre de 2026, o ano de nosso cinquentenário e que queríamos muito que fosse o ano do lançamento do disco!
No Mundo de Hoje – 8ª sessão - Estúdio Prismathias de São Paulo – 11 de maio de 2026. Filmagem e
acervo: Luiz Domingues
No Mundo de Hoje – Bastidores da gravação da música “No Mundo de
Hoje” - Estúdio Prismathias de São Paulo – 11 de maio de 2026. Acervo
e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”). Filmagem: Wilton Rentero
Funk se quiser – 1ª prova de masterização – 29/5/2026 – Edição:
Luiz Domingues
Eis o link para assistir no YouTube:
https://youtu.be/sTt_UajIdmo
A confraternização final após o término da sessão final de captura para a música: "No Mundo de Hoje" e por coincidência, também do disco inteiro. Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, o nosso convidado especial Marcos Ottaviano, Osvaldo Vicino, Laert Sarrumor, eu (Luiz Domingues), e no comando da "selfie", Danilo Gomes Santos. última sessão de captura. Boca do Céu no estúdio Prismathias de São Paulo. 11 de maio de 2026. Click (selfie), acervo e cortesia: Danilo Gomes Santos