Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
Da esquerda para a direita: Wilton Rentero, Laert Sarrumor e Osvaldo Vicino. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
Eis que chegou o grande dia da última sessão de estúdio. Ao pensarmos que foi um autêntico milagre reagrupar essa banda após quase cinquenta anos, isso por si só já foi um fato histórico como eu tenho ressaltado ao longo deste longo adendo na minha autobiografia. Como se isso não bastasse, a ousada ideia de reestruturar o máximo de músicas que pudéssemos nos lembrar da produção dos anos setenta, que essa banda criou, se revelou como um passo decisivo para que ela escrevesse uma história dentro da sua própria história.
Notável, igualmente, foi a constatação de que esse extenso período a visitar e usar as dependências do estúdio Prismathias, gerou laços afetivos fortalecidos entre os membros, também com o engenheiro de som, Danilo Gomes Santos, além dos muitos músicos convidados que recebemos durante esse longo processo e sem deixar de mencionar o ultra valoroso Moacir Barbosa de Lima, o popular "Moah", que fotografou e filmou praticamente todas as sessões que tivemos para gravar, mixar e masterizar as quatorze canções.
A banda reunida na sala de recepção do estúdio, onde muito conversamos, comemos doces "éclair", e vibramos a cada etapa concluída ao longo de 2023 a 2026. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/produtora Bicho Raro
E por fim, creio que essa larga história construída no estúdio Prismathias revelou que criamos carinho igualmente pelo espaço em si, ou seja, vivemos muitos dias ali dentro desse estúdio, além de nos familiarizarmos com o entorno de suas dependências, isto é, o comércio local (a famosa padaria que tanto frequentamos), a pastelaria ao lado da estação de metrô Parque São Lucas, as idas de carro ou mesmo no uso do próprio metrô, os dias de calor intenso ou de frio, chuvas torrenciais, algumas poucas (mas ótimas) sessões noturnas e a camaradagem generalizada que vivenciamos ali dentro.
Nessa altura dos acontecimentos, a história construída pelo Boca do Céu no decorrer dos anos 2020, em comparação ao que tivemos nos anos setenta do século passado, já se revelava como muito maior em termos de longevidade, quanto de realizações, a contabilizar a finalização da preparação do áudio de um CD completo, shows realizados, redes sociais organizadas, merchandising, o nome da banda devidamente registrado no inpi, clipes e um documentário.
Em suma e a raciocinar individualmente desta feita, eu elucubrei que foi um momento magnífico para a minha carreira musical e trajetória de vida, no sentido de que no limiar da vida, estava a encerrá-la da maneira como a iniciei, ou seja, com o sonho de gravar um disco com uma banda de Rock e bem produzido. É claro que gravei muitos discos incríveis por bandas variadas dentro da minha longa jornada pessoal, mas com a minha primeira banda teve um significado simbólico extra. Que oportunidade o Boca do Céu me ofertou novamente, de uma maneira muito surpreendente!
Na foto 1, Carlinhos Machado (por detalhe ínfimo), Danilo Gomes Santos e eu (Luiz Domingues). Foto 2: Carlinhos Machado em destaque, com Danilo Gomes Santos de costas e por detalhe. Foto 3: Danilo Gomes Santos de costas no destaque, com Carlinhos Machado ao fundo. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Wilton Rentero
E foi assim que chegamos ao dia 15 de junho de 2026, para a última sessão presencial no estúdio Prismathias, quando o nosso técnico, Danilo Gomes Santos, nivelou o padrão sonoro das quatorze faixas que ali gravamos. Fizemos a audição com pouquíssimos ajustes empreendidos, na medida em que apenas a música "1969" estava um pouco abaixo do nível das demais, devido ao fato que o estúdio trocara de placas de gravação, a usar material bem mais sofisticado, portanto, ficara nítido que essa gravação feita anteriormente estava abaixo do nível das demais que foram gravadas depois de 2023.
Sobre a extensa durabilidade do processo de gravação, acredito que ao longo dos capítulos anteriores eu já pude explicar com muitos detalhes os motivos pelos quais demoramos tanto para finalizar tal trabalho. É claro que é bem anormal demorar três anos para gravar um disco, no entanto, os muitos problemas que tivemos com agendamento, principalmente da parte dos músicos que convidamos para abrilhantar a obra, gerou momentos de longos hiatos observados.
Além do mais, ao contrário da dinâmica normal de qualquer banda bem sedimentada e experiente, nós não tínhamos as quatorze músicas completamente arranjadas e ensaiadas para entrarmos em estúdio e gravarmos tudo simultaneamente, por isso trabalhamos em blocos a partir de 2024, depois de termos lançado a canção "1969" isoladamente em 2023.
Enfim, mesmo com a consciência de que poderíamos ter sido mais rápidos na conclusão da tarefa, foi com alegria que encerramos a etapa de estúdio nesse dia 15 de junho de 2025, com o sentimento forte de dever cumprido, orgulho pelo trabalho bem executado e alegria pelos tantos momentos bons que vivenciamos ali nas dependências do estúdio Prismathias.
Wilton Rentero brinca com duas rosquinhas de coco, as clássicas que Osvaldo Vicino sempre trazia, as quais saboreamos ao longo de tantas sessões que ali realizamos no estúdio Prismathias. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E a acrescentar mais símbolos dessa longa permanência, não posso deixar de citar um fator prosaico, mas de alto valor afetivo para nós. Não houve nenhuma sessão desde a gravação da canção "1969" em 2023, que o Wilton não tenha trazido consigo uma caixa de doces de padaria a conter o famoso "éclair" de origem francesa, além de outra caixa a conter a brasileiríssima "Maria Mole", hábito que cultivou desde os primeiros ensaios realizados pelo trio de cordas entre 2021 e 2023. Nessa mesma esteira, o Osvaldo também passou a criar uma tradição ao providenciar e nos oferecer um saco repleto de rosquinhas de coco, ou seja, dali em diante, toda vez que saboreei essas iguarias, automaticamente me lembrei do Boca do Céu, de seus ensaios e sobretudo das sessões de gravação realizadas entre 2023 e 2026.
Última sessão de estúdio (audição)
– 15 de junho de 2026 – Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora
Bicho Raro
No mesmo dia da última sessão, o "Moah" fez uma sessão de fotos promocionais já a visar a parte gráfica do CD e nos dar subsídios para abordar a mídia quando necessário.
Algumas fotos feitas durante a sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Nessa mesma ocasião, o Moah clicou várias fotos a visar a preparação do clipe que estava a preparar para divulgar a música "Revirada".
Algumas fotos feitas para a posteriori serem recortadas e usadas possivelmente no clipe da música "Revirada". Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
E assim, encerrada essa longa, porém, virtuosa etapa no estúdio Prismathias, todos os esforços foram concentrados na subida da músicas para lançamento virtual através das plataformas "streaming" então ainda em alta voga no mercado musical, o lançamento do clipe de "Desprogramação", a preparação do clipe de "Revirada" e a preparação do material gráfico necessário para lançar o CD tradicional. Isso sem contar com a preparação do segundo documentário em fase de produção, igualmente.
Mais fotos individuais e coletivas, desta feita sob o efeito da lente olho de peixe. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
Na escadaria de acesso ao estúdio, que tanto subimos e descemos, entre 2023 e 2026, no encerramento da última etapa. Sessão final de alinhamento da masterização do CD "Sempre jovens para o Rock'n' Roll". Estúdio Prismathias de São Paulo. 15 de junho de 2025. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro
É com muita satisfação que eu anuncio o lançamento
de mais um livro de minha autoria, o 11º da minha bibliografia e 6º volume
específico sobre a minha autobiografia musical.
A sexta etapa da construção da minha autobiografia
na música, é versada por uma abordagem ligeiramente diferente, no sentido de
que não discorre sobre a história que venho a contar mediante atuação em alguma
banda de carreira pela qual atuei e tampouco a se tratar de trabalhos sazonais
cumpridos por convites recebidos da parte de outros artistas.
Neste caso, o assunto se trata da minha atividade
mantida em paralelo às ações com os compromissos musicais a bordo de minhas
bandas autorais, na qualidade de professor de música, atividade essa que
mantive em paralelo à carreira, entre julho de 1987 e abril de 1999.
Dessa forma, em meio a um corpo discente formado
por jovens em sua maioria e com a característica de admirar muitas das bandas
pelas quais eu atuei anteriormente e atuava nessa ocasião, foi uma etapa que
também gerou emoção, a despertar amizades.
Além do aspecto pedagógico e os laços afetivos
estabelecidos, há de se salientar que essa atividade movimentou uma enorme
quantidade de apoiadores de minhas bandas no aspecto extra-curricular, ou seja,
uma bolha cultural efervescente foi gerada de forma significativa no ambiente
da minha sala de aulas, o que motivou euforia mútua e ótimas
lembranças.
Tais alunos testemunharam o final das atividades
d’A Chave do Sol (volume V/tomos A e B), a dramática formação do The Key (volume
VII), muitas das histórias sobre trabalhos avulsos contidas no volume III desta
autobiografia, )livro “Trabalhos avulsos), toda a trajetória do Pitbulls on
Crack (volume VIII), o nascimento do Sidharta (volume IX), o início da gloriosa
formação Chronophágica da Patrulha do Espaço (volume X), e sempre a demonstrar
apoio entusiasmado para me apoiar.
Click de Michel Camporeze Téer
E o melhor de tudo, a constatação de que muitos desses alunos cresceram demais
como músicos e se firmaram como grandes artistas no panorama do Rock e da
música em geral, a fornecer uma alta dose de orgulho para este, então,
simulacro de professor que vos escreve e que não teve muito o que lhes ensinar,
todavia, certamente que aprendi muito mais com esses outrora jovens com os
quais convivi, e forjei amizade para o resto da vida.
Ficha técnica:
Livro “Sala de aulas” (a autobiografia de Luiz
Domingues na música – Volume VI)
Revisão gramatical & ortográfica, carta
catalográfica, arte e layout de capa e material de divulgação: Alynne
Cavalcante
Editor: Cristiano Rocha Affonso da Costa
Foto do autor: Michel Camporeze Téer
Uma produção da Matilda Cultural
Apoio: Clube de Autores
Disponível diretamente pelo site do Clube de
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