domingo, 31 de maio de 2026

Autobiografia na música - Boca do Céu - Capítulo 204 - Por Luiz Domingues

Osvaldo Vicino e eu (Luiz Domingues), em frente a um dos muitos murais da nossa velha escola, onde nos conhecemos e fundamos o Boca do Céu e com um específico grafite ao fundo, a homenagear a antiga arquitetura do prédio. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro

Marcamos o domingo, dia 10 de maio de 2026, para filmarmos os depoimentos dos quatro componentes originais da banda em meio às locações arroladas mediante a lista que elaborei previamente e que fora aprovada pelos companheiros. Elegemos uma logística confortável para todos e fomos nos encontrar na rua Baluarte, no quarteirão entre as ruas Gomes de Carvalho e Casa do Ator, ou seja, a apontar para uma das laterais do antigo Grupo Escolar da Vila Olímpia, o nome do bairro em questão, na zona sul de São Paulo. Tal escola foi fundada em 1957 e em dado momento dos anos 1960, passou a abrigar também o antigo curso ginasial, ou seja, na organização pedagógica mais antiga estabelecida pelo ministério da educação desde os anos vinte ou trinta do século XX, aproximadamente (eu deduzo, não tenho certeza), o ensino fundamental era dividido em duas etapas distintas, a se registrar: curso primário, focado na alfabetização e superficiais ensinamentos da matemática e ciências e o curso ginasial, com o início do aprofundamento das matérias, e a conter professores diferentes para cada matéria.

Tal dinâmica pedagógica antiga produzia demarcações psicológicas para todas as crianças, no sentido de que no imaginário popular, e por décadas assim ocorreu, se instaurou a ideia de que encerrar o curso primário com quatro anos de estudos, geralmente dos 7 aos 11 anos de idade na média, ficava delineada como a fase final da infância e ao ingressar no curso ginasial aos 12, começava a adolescência.

Eu (Luiz Domingues) em foto de 1976, quando cursei a 8ª série na Escola Municipal de 1º Grau Professora Maria Antonieta D'Alckimin Basto, conheci o amigo Osvaldo Vicino, fundamos o Boca do Céu no mês de abril e em agosto, nas dependências da escola, recebemos a visita de Laert Julio, que aprovado por nós, se tornou o vocalista da nossa então recém formada banda. Acervo: Luiz Domingues 

Nesses termos, a minha história pessoal passou por esse processo, ao ter ingressado nessa escola em fevereiro de 1968, matriculado no primeiro ano do curso primário e vale salientar que nessa época, a escola ocupava não apenas as faces das ruas Baluarte e Gomes de Carvalho, a se tratar de um equipamento do governo do estado, mas também e aparentemente, lhe pertencia o enorme terreno vizinho, da Rua Casa do Ator e nesse caso eu não sabia, mas ao que tudo indicou, tal terreno anexo era de propriedade do município de São Paulo, onde havia um auditório muito bacana para apresentações artísticas as mais variadas, palestras e também, um enorme campo aberto onde as crianças brincavam no exercício do recreio e se promoviam ensaios a céu aberto com vistas a preparar os alunos para participar de desfiles cívicos.

Em 1970, eu e todos os coleguinhas de então, estudamos o 3º ano do curso primário a observar a divisão do terreno, assim que o ano letivo se iniciou e durante o ano inteiro, a aguentar o forte barulho gerado pelas obras da construção civil de um novo prédio, que segundo nos contaram, seria doravante uma escola municipal distinta da nossa e nós não sabíamos, mas haveria uma ampliação em termos de cooperação entre o governo do estado e a prefeitura da capital, já a mirar na reforma educacional que seria implementada a partir de 1972, a unificar os cursos primário e ginasial, formando o ensino fundamental, com 8 anos de duração e um diploma único de conclusão de curso.

Mudei de bairro no começo de 1971, concluindo o curso primário em outra escola e ainda a obter o diploma do curso primário, a caracterizar tal ano de 1971, como o último ano letivo dentro da organização pedagógica antiga e sendo assim, em 1972, cheguei a me matricular no primeiro ano ginasial de uma outra escola, mas por força da papelada nova ainda não estar disponível nas escolas de uma maneira geral, na prática, eu passei mesmo foi para a 5ª série, nova denominação criada pela reforma educacional governamental da época.

Voltei a morar no bairro, ou melhor, não exatamente na Vila Olímpia, mas do outro lado da avenida Santo Amaro, já a se caracterizar como o bairro de Moema, ou seja, tal avenida demarca a divisão dos bairros, todavia, apenas três quarteirões distante da minha velha escola e ali voltei para estudar nos anos de 1973 (6ª série), 1974 (sétima série) e 1975 (repetente da sétima série). Em 1974, a escola mudou de nome, para Escola Estadual Professor Marcondes da Silva. Em 1975, assim prosseguiu, quando ninguém nos informou que em 1976, haveria uma mudança brusca, fator que só descobrimos quando o ano letivo de 1976, de fato se iniciou e fomos informados que a velha escola não nos abrigaria mais e que estudaríamos doravante para o prédio novo, pertencente da prefeitura, com entrada pela Rua Casa do Ator.

Tudo bem, seria o meu último ano ali naquela instituição, a fechar a 8ª série e cumprir o ciclo do ensino de 1º grau ou antigo curso ginasial antigo e assim, forçosamente, eu teria que me matricular em outra escola, para iniciar o 2º grau ou como era chamado naquela época, "curso colegial". Não me incomodei com a mudança, embora achasse (e ainda acho), que o prédio antigo pela sua arquitetura mais antiga, fosse muito mais bonito, e agradável para o convívio social, pelos espaços amplos, jardins bem planejados, muita vegetação e tudo mais.

Mas o destino é realmente incrível, pois se foi entre 1968 e 1970, mesmo ainda na condição de criança, que o meu processo de aproximação com a contracultura começou a se aprofundar, e isso se intensificou muito quando ali voltei já adolescente para continuar a estudar entre 1973 e 1975, eu simplesmente não conheci o Osvaldo Vicino ali, embora ele também estivesse a estudar na mesma escola, tampouco nunca nos vimos, nesse período pelas imediações, festas escolares e competições esportivas promovidas pela instituição, mesmo a morarmos no mesmo quadrante do bairro de Moema, em ruas paralelas.

Todavia, foi quando fomos obrigados a nos mudar para o prédio escolar ao lado, que nos conhecemos e ele me convidou para fazer parte de uma banda de Rock, ou seja, foi o convite que me deu o empurrão para sair de um delírio onírico e materializar o mergulho literal na música, no Rock e na contracultura, de fato.

Portanto, no meu caso pessoal, ao misturar as memórias pessoais com essa específica sobre a escola "D'Alckimin Basto" que representou o local onde a pedra fundamental da fundação do Boca do Céu foi lançada em 1976, posso dizer que foi muito emocionante ter visitado as cercanias dessas duas escolas, separadas por muros, mas a ocupar o mesmo gigantesco terreno entre as Ruas Casa do Ator, Baluarte e Gomes de Carvalho no bairro da Vila Olímpia.  

Posto esse longo (porém pertinente), relato com muitos dados pessoais anexados como preâmbulo, digo que a emoção não foi apenas minha, mas do Osvaldo Vicino, pelos mesmos óbvios motivos, certamente, e claro, também para o Laert, que aliás, propôs de improviso algo além dos depoimentos estáticos em frente a tais locações, mas uma pequena encenação bem improvisada a simularmos o nosso primeiro encontro ali na escola, ele motivado pelo anúncio que eu e Osvaldo havíamos publicado na revista "Rock, a História e a Glória" e do qual ele lera e se prontificara a se candidatar para a vaga de vocalista que buscávamos para a nossa banda de Rock que havíamos montado.

Alguns dos murais grafitados que ornam a face lateral do antigo Ginásio Estadual da Vila Olímpia, na Rua Baluarte, bairro da Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Osvaldo Vicino e eu (Luiz Domingues), ali reunidos, cinquenta anos depois (foto 3). Filmagens do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima "Moah")/Produtora Bicho Raro

Por azar, justamente nesse dia 10 de maio de 2026, fez um frio bem intenso e choveu muito, praticamente no decorrer do dia inteiro. Sendo assim, como demoramos para acertar uma agenda que fosse confortável para todos e para o nosso colaborador, "Moah", resolvemos manter o apontamento mesmo debaixo de chuva e daí estarmos em muitas tomadas colhidas a usar guarda-chuva. Nos molhamos muito no decorrer das filmagens, ficamos sob o frio, igualmente, mas valeu muito a pena a coleta de material bruto nesse dia e como já afirmei, a experimentar a emoção inerente ao falarmos sobre sobre as nossas reminiscências in loco, nos cenários reais onde tais fatos ocorreram, cinquenta anos atrás, 1976-2026.

Bem, Wilton e Moah foram direto da cidade de Guarulhos para esse endereço situado entre três ruas da Vila Olímpia. Wilton não participou historicamente desse momento de 1976 da nossa banda, portanto, não filmaria nessa primeira etapa, pois só nos conhecemos, e de fato, ele entrou para a banda em março de 1977, mas além de fornecer apoio logístico para o nosso grande colaborador, o film-maker e fotógrafo, "Moah", Wilton acompanhou e opinou nessa primeira fase da captura de imagens com grande entusiasmo e até mesmo participou de algumas tomadas que fizemos a atravessar a faixa de pedestres da Rua Baluarte, esquina com a Rua Casa do Ator, ou seja, a brincadeira óbvia que quase toda banda de Rock comete ao buscar simular a histórica foto que emoldura a capa frontal do LP "Abbey Road" do "The Beatles". 

Clichê dos clichês, eu sei, mas por outro lado, que simbologia incrível ao me relembrar que atravessei aquela esquina tantas vezes, desde 1968, e inclusive, foi na Rua Baluarte e nesse específico ano que citei, que eu avistei de perto um hippie autêntico pela primeira vez na vida.

E já em 1969, ano do lançamento do disco citado dos Beatles, eu permaneci a atravessar aquela faixa de pedestres durante o ano inteiro a caminho da escola e como eu poderia imaginar aos nove anos de idade que em 2026, estaria ali a ser filmado a imitar a famosa pose fotográfica do "Fab Four?" Enfim, tudo foi lúdico nesse dia 10 de maio de 2026, com chuva, frio e muita lembrança afetiva revigorada.

Osvaldo já estava no local do ponto de encontro, também, quando eu eu e Laert chegamos, vindos diretamente de metrô, da estação Eucaliptos, em Moema, não tão perto assim, mas cuja caminhada foi prazerosa pela conversa empreendida, em meio a sete ou oito quarteirões e apesar do frio e chuva. 

Na primeira foto, um grafite existente no muro da escola a fazer menção à banda da instituição. Na foto abaixo, um registro histórico da apresentação da bandinha infantil, em dezembro de 1968, no Teatro Paulo Eiró e da qual, participei. Sou a quarta criança, (sendo que há um menino encoberto que entra na conta), da direita para a esquerda no canto superior da foto. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Foto 1: Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")`Produtora Bicho Raro. Foto 2: acervo de Luiz Domingues, com autor do click desconhecido

Sendo assim, as primeiras tomadas, foram feitas nas Rua Baluarte e Gomes de Carvalho, as duas faces da escola antiga. Vimos muitos grafites e entre eles uma menção à banda musical da escola fundada oficialmente em 1970, como uma fanfarra organizada de fato, mas eu me lembrei que participei do seu embrião, em 1968, quando toquei singelamente o "triângulo" em uma apresentação a representar a nossa escola, no palco do Teatro Paulo Eiró, no bairro do Alto da Boa Vista, não muito distante dali da Vila Olímpia. Falei sobre isso em depoimento filmado nesse dia e logicamente a salientar que mesmo tendo sido uma apresentação absolutamente infantil, sem nenhum apuro musical, a não ser da professora de música que tocou as canções no piano e conduziu a cantoria, sob a insípida participação da criançada, eu incluso, a tocar instrumentos de percussão a esmo, sem nenhum sentido rítmico minimamente organizado, mas na prática, foi a minha primeira apresentação em um palco e de fato, um palco nobre (ainda que na foto não pareça, pois usamos o palco reduzido, porque havia material cenográfico de uma peça teatral em cartaz nesse dia a ocupar quase a totalidade do espaço cênico), sendo o Teatro Paulo Eiró, um dos mais tradicionais do circuito de teatros municipais de São Paulo, equipamentos esses espalhados por diversos bairros da cidade.

Até brinquei com os colegas, que eu fiz essa apresentação em dezembro de 1968, no mesmo momento que o "Cream" fez o seu show de despedida no Royal Albert Hall de Londres, com abertura do "Yes" (o guitarrista irlandês, Rory Gallagher, também tocou nessa noite), ou seja, a mesma contemporaneidade, a despeito do abismo musical incomensurável entre os dois eventos. Tal histórico último show do Cream ocorreu em 26 de novembro de 1968, na verdade, poucos dias antes da minha histórica "primeira" apresentação, em tese.

O Laert já mantinha vasta experiência como ator, respaldado através de muitas atuações significativas em filmes autorais, comerciais de TV, audiovisuais em geral, especiais de TV e até sitcoms (sem deixar de mencionar a sua destacada atuação como dublador), e por ser um cinéfilo também, contribuiu com muitas ideias de tomadas, enquadramentos e até a dirigir de uma maneira bem prática algumas encenações que ele mesmo propôs na base do improviso. Foi um reforço e tanto nesse dia, ao nos doar mais uma vez o seu talento artístico, não tenho dúvida, e sintomático, isso veio a ocorrer naquele mesmo espaço, onde cinquenta anos antes, quando também notamos que ele tinha talento nato como compositor, outro de seus atributos artísticos naturais, ou seja, acertamos em aceitá-lo como membro da nossa banda em 1976, não resta dúvida!  

Na primeira foto, eis a placa de identificação da atual escola municipal de ensino fundamental Professora Maria Antonieta D'Alckimin Basto e na segunda, eu (Luiz Domingues) na frente do mural grafitado a conter a carteirinha escolar idêntica à que tivemos em 1976, com a escola ainda chamada de "1º grau" na sua atribuição técnica pedagógica de outrora. Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Clicks, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro 

1) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 1 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/K9tYrl2fypw

2) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 2 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/6GAjuQhjC0Y

3) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 3 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/SFBbjlcqTk4

4) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 4 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/4htSrnGfqao

5) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 5 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/FV4IhOeQUpc

6) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 6 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/_icp_k9oKBc

7) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 7 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/fTwIC8kzK2g

8) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 8 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/_gCw_ZYxIyQ

9) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 9 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/ueNU_bbD6F4

10) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 10 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/9Q6WDAM1K5Q

11) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 11 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/b4rR_TXBdZY

12) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 12 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/-Kra5Nr9YU8

13) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 13 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/F5547KkvYDs

14) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 14 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/SDfkDKQISk4


15) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 15 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/Y2aQ-CYz_8g

16) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 16 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/iNqjCLfccoo

17) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 17 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/P8bwoGPXr9c

18) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 18 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/zu4DI9WlGxA

19) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 19 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/86aQQctKVIw

20) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 20 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/OuoRtctDVnI

21) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 21 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/QCSAuvZ0WyI

22) Material bruto da filmagem do documentário - Vídeo 22 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/lt943d_jsa8

23) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 23 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/CAW6J9j7nhc

24) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 24 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/v_FogV14sEk

25) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 25 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/ZxZRBFJ6M9k

26) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 26 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/p4IeG5yxujI

27) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 27 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/U5nY58tn9cQ

28) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 28 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/q3kzTYObtvc

29) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 29 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/KRdlC8nRmA0

30) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 30 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/ooQ2AMkPR-Y

31) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 31 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/9OTVCtoSdZ8

32) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 32 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/v3rJ7O0aLmw

33) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 33 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/RiYZbF3NKAE

34) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 34 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/a7_bu5yaTqU

35) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 35 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/x-k9SWlv67E

36) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 36 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/rRAtsjX3fIw

37) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 37 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/-ugWX-jLzbc


38) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 38 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/do8ATrLwpXk

39) Material bruto da filmagem do documentário – Vídeo 39 - 10 de maio de 2026. Filmagem, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima (“Moah”)/Produtora Bicho Raro

Eis o link para assistir no YouTube:

https://youtu.be/TGIMnR7VH30

Em suma, nessa primeira etapa, fizemos muitas tomadas nas três faces das duas escolas, exploramos bem os muitos murais grafitados que narram por ilustrações a própria história da escola, estabelecemos simulacros de encenações, depoimentos sobre o nascedouro da banda e encerrada essa etapa, fomos para o outro lado da avenida Santo Amaro, para filmarmos a fachada da antiga residência do Osvaldo Vicino, onde as primeiras reuniões e ensaios muito insípidos mediante violão ou guitarra desplugada, aconteceram de abril, até pelo menos agosto de 1976.  

Laert Sarrumor, eu (Luiz Domingues) e Osvaldo Vicino, no muro da escola onde em abril de 1976 a banda foi fundada e em agosto, Laert se tornou membro. Cinquenta anos depois, que momento! Filmagem do documentário do Boca do Céu. 10 de maio de 2026. Click, acervo e cortesia: Moacir Barbosa de Lima ("Moah")/Produtora Bicho Raro 

Continua...

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