Como gostamos deles né? Vestidos dos mais diversos jeitos e por tantos caminhos. ‘Facilitam’ a identificação para muitos de nós buscando ser rápidos para categorizar, quase sempre e também, colocar nas nossas caixinhas igualmente rotuladas. Olhar a cada um tal como se apresente com as informações que traga sobre si, seja em seus maneirismos, linguagens que são muitas e até como pela própria autodefinição e ser capaz de ouvir e deixar que suas mensagens possam ir forjando quem aquele ser será para nós não costuma ser tarefa fácil.
Também e necessário que saibamos que, como nós, estamos em processo... conscientes ou não das mudanças que a vida propõe, buscadas, desejadas ou mesmo muitas e tantas outras trazidas sem consulta prévia ou anuência nossa mas, por um contexto da didática do próprio curso dos fatos e circunstâncias já resultante de anteriores posicionamentos... e, por consequência, plagiando a conhecida frase que diz que ‘o rio não é o mesmo’ quando passando por ele logo após, como nós, complexos seres humanos seríamos iguais infinitamente?!...
Ainda e assim, preferimos dar lugares, cargos, funções e denominações de forma prévia e estabelecida por nossas classificações, denominações e critérios ‘agilizando’ a comunicação permitindo dessa forma com mesma rapidez possamos responder ao contato sem grandes interações de aprendizado de ambas as partes. Essa permissão continuada em todas as nossas trocas acaba caracterizando uma maneira imediatista e mecânica, onde não estamos nunca funcionando no presente, não respeitando quem somos a cada aqui e agora e menos, bem menos ainda diante de quem estamos. Algo de não valorizar o que os processos sigam promovendo em nós, nos demais e no próprio contexto que nos cerca que reage, reverbera e cria incríveis e diferentes inovações em seu fluir.
Quanto mais rico seria o viver se as atenções não fossem tão fugazes, mais que isso, viciadas e empobrecidas pela nossa preguiça da escuta, da percepção, de olhar aberto e atento a cada aqui e agora afrontando essa maneira acomodada de ser e estar com tudo e todos que nos cercam. Quão mais intenso e maior o evoluir, o acessar patamares verdadeiramente de consciência oxigenados, inovadores que aboliriam uma enormidade de doenças, síndromes, traumas que acometem essa humanidade em meio a tantos de alertas, sinais e alarmes...
Somos postos frente a frente, quase sempre, quando fatos ou situações bastante inusitadas (doloridas e/ou incomuns) chegam a nós e, rapidamente, acostumamos e já saímos dessa constatação após colocarmos na sua devida caixinha e... finalmente, voltamos à nossa normalidade tão estimada e... idem e novamente, não digerimos, assimilamos seguindo e, consequentemente, nada mudamos, nada crescemos, nada aprendemos e nada e também nada mesmo apreendemos!!!
Rotulamos, encaixamos e fechamos mais uma vez assunto, pessoa... Sabemos que a vida, Vida, os Planos Maiores, Deus, chamemos como quisermos a essa força, essa chama não desiste de nós e seguirá paciente, Paz Ciente, cutucando, estimulando e convidando até que despertemos e reverenciemos tudo e todos com olhar mais aprendiz, discípulo, iniciante e iniciado!!!
Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.