Escolhemos o estúdio Mosh, para gravar o nosso primeiro disco oficial, o
famoso compacto. Nossa sorte, digamos assim, foi que o Mosh era um estúdio
relativamente novo nessa época, e longe do status que alcançaria ainda nos anos
oitenta, quando consolidou-se como um dos principais estúdios do Brasil,
responsável pela produção de grande parte da música mainstream, durante a década de
noventa. Nessa época, o Mosh operava em uma casa ampla, antiga residência,
localizada na Rua Coronel Melo de Oliveira, na Vila Pompeia, zona oeste de São
Paulo.
Marcamos as sessões para o final de janeiro, pois eu teria um
pequeno hiato de shows com o Língua de Trapo. Estávamos afiados para o
estúdio, com as duas músicas que gravaríamos, absolutamente ensaiadas. Em "Luz",
contaríamos com o reforço de duas vozes femininas convidadas para o backing vocals :
Soraia Orenga e Rosana Gióia.
A Soraia foi uma garota que conhecemos no
início de 1983, quando estávamos a cumprir temporada no Victoria Pub. Em
meio às crises de ego e posterior saída da vocalista, Verônica Luhr,
chegamos a cogitar que a Soraia fosse a substituta, mas a predileção era
mais para a MPB, e assim, não deu certo essa aproximação. Lembro-me que
conversas com ela aconteceram nesse sentido e também dela ter ido assistir-nos no Victoria Pub. Quanto à Rosana Gióia, a irmã caçula do
Rubens, também sempre quis cantar. Mas por ser adolescente, e muito
nova nessa época (quatorze para quinze anos de idade), houve um claro
desestímulo da família nesse sentido, e o Rubens, apesar de dividido,
adotou a postura em não forçar nenhuma situação adversa, para não criar conflitos com os seus pais
etc. Mas como haveria por ser uma participação simples no disco, apenas a fazer
backing vocals, tanto a Rosana Gióia, quanto Soraia Orenga compareceram, e
deixaram as suas respectivas colaborações.
Gravações de Backing vocals na música "Luz", estúdio Mosh, janeiro de 1984. Da esquerda para a direita : Zé Luiz; Soraia Orenga; Rubens; Rosana Gióia, e eu, Luiz Domingues.
Continua...
Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
Mostrando postagens com marcador Rosana Gióia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rosana Gióia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 21 de março de 2014
Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 95 - Por Luiz Domingues
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 16 - Por Luiz Domingues
Com Verônica Luhr, efetivada como componente de nossa banda, passamos a acelerar o processo para prepará-la a atuar ao vivo. Já tínhamos mais músicas próprias a caminho, mas ainda precisávamos de "covers" para completar o set list.
E com a entrada dela, e diante de seu potencial, tratamos logo de colocar no repertório, músicas como: "Proud Mary"e "Acid Queen", para ela soltar a Tina Turner que tinha na garganta. O primeiro show ocorreu em um festival colegial.
Não concorremos, logicamente, mas fizemos o show oficial do Festival do Colégio Manoel de Paiva, localizado no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo.
Mesmo sob um caráter amadorístico, havia um PA alugado, com qualidade razoável, que a direção da escola, em parceria com o centro acadêmico dos estudantes, havia bancado. Havia cerca de duzentas e cinquenta pessoas presentes, nesse dia 20 de novembro de 1982.
A irmã do Rubens, Rosana Gióia, apresentou-se também, ao fazer backing vocals.
Essa apresentação foi um estouro, pois além de contrastar com o nível sofrível das bandas de alunos, que apresentaram-se a concorrer (e 99.9% delas, a praticar o Heavy-Metal no modismo do "NWOBHM" (The New Wave of British Heavy-Metal), a Verônica chamou muito a atenção.
A sua voz era impressionante e claro, a sua beleza física provocava frisson. O sua pronúncia, ao menos nessa época, do idioma inglês, não era boa, mas isso não nos incomodava em demasia, pois os "covers" seriam usados como meramente ocasionais, e portanto, estavam com os seus dias contados.
Esse foi o primeiro show d'A Chave do Sol, em que não tocamos para uma plateia formada somente por amigos e parentes e a repercussão efusiva provocou aplausos, uivos, assobios e assédio no camarim.
Foi um começo muito animador para essa nova formação, e na semana seguinte, já tínhamos marcado mais dois shows, novamente no Café Teatro Deixa Falar, e desta feita, sedimentados como quarteto. Esses shows posteriores foram muito fracos em termos de público, no entanto (dias 26 e 27 de novembro de 1982 e com dez e quinze pagantes, respectivamente).
No entanto, a dona Sabine, havia recém-adquirido uma outra casa noturna, localizada na Rua 13 de maio, no bairro da Bela Vista (o popular, "Bexiga"), na região centro-sul de São Paulo, onde a movimentação da noite era fortíssima naquela época, e assim, convidou-nos a fazer uma temporada lá, para atrair público ao seu novo estabelecimento. E nessa série de shows, fatores muito engraçados aconteceram.
Marcadores:
A Chave do Sol,
A Chave do Sol Capítulo 16,
Autobiografia de Luiz Domingues,
José Luis Dinola,
Luiz Domingues,
Rosana Gióia,
Rubens Gióia,
Verônica Luhr.
Assinar:
Postagens (Atom)