Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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domingo, 8 de março de 2015
Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 36 - Por Luiz Domingues
No embalo do meu problema pessoal, que quase desestabilizou-me emocionalmente, começou a aparecer os novos alunos que revolucionariam as minhas aulas doravante. O primeiro dessa safra que apareceu, foi um garoto a contar com apenas doze anos de idade, na ocasião, aproximadamente. Quando eu combinei a primeira aula com ele, ao telefone, notei que o rapaz detinha voz de adolescente (padrão normal de quem geralmente procurava-me para solicitar aulas), mas quando eu abri a porta de minha residência para a primeira aula, descobri que ele era muito mais jovem do que eu imaginara. O seu nome era : Marcelo Bueno.
Nessa foto acima de 1996, eis Marcelo Bueno, em minha sala de aulas
Garoto imberbe, e a ostentar feições infantis ainda, mas dotado de uma impressionante determinação, eu logo observei. Foi possível sentir, desde as primeiras aulas, que Bueno queria muito tocar, e sonhava em estar em uma banda de Rock. O seu pai era um sociólogo chamado, Inácio de Loyola Gomes Bueno, que escreveu livros, e morou no exílio durante os anos de chumbo do regime autoritário, devidamente "convidado" pelos governantes de então a retirar-se, por ter sido professor universitário; psicanalista, e crítico daquele regime.
Tremenda figura boa, mesmo sendo um intelectual, mantinha um grau de conversação coloquial com qualquer pessoa, sem a costumeira soberba adquirida em meio às afetações acadêmicas, tão comuns nesse meio. E mais um dado, o professor Inácio ficou popular entre os meus alunos a seguir, também por ter assistido um show dos Rolling Stones em 1966, em Londres, a viver o seu exílio... e em meio ao meu espectro de atuação contracultural, diante dessa revelação, até eu admirei-me com tal proeza de sua parte, visto que ver os Rolling Stones com a presença do saudoso guitarrista, Brian Jones, e nessa época em específico, deve ter sido uma experiência mágica...
Continua...
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