Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 30 - Por Luiz Domingues
No início de 1999, surgiu a oportunidade de passarmos a ensaiar em um estúdio bem perto da minha residência, chamado: "Alquimia", situado no bairro da Aclimação. Perdemos o clima da autêntica tenda Hippie com a qual nos habituáramos no estúdio do P.A., no entanto, ganhamos na qualidade de instalações e equipamentos mais qualificados do novo estúdio para onde fomos doravante.
No Alquimia, contudo, o clima nunca mais foi o mesmo dos primeiros tempos do Sidharta. O Zé Luiz realmente estava insatisfeito, e não demorou muito para nos demonstrar abertamente a sua discórdia, ao dizer-nos em um determinado ensaio de janeiro de 1999, que estava determinado a simplificar as suas linhas de bateria ao máximo, pois considerava que os seus arranjos estavam todos "errados".
Ele chegou a nos dizer que estava a considerar as nossas músicas com estilo "Heavy-Metal", certamente a exagerar ao cubo nessa colocação. Segundo ele, ainda nós estávamos equivocados, ao fazer e arranjar músicas longe do padrão Pop das FM's, e do que costumava ver na MTV etc. Ora, basta voltar ao início deste relato, para verificar que eu sempre deixei claro à ele, qual fora o propósito do Sidharta. Portanto, não caberia surpresas nesse caso da parte dele.
Certamente que ele forçou a barra ao entrar na banda, mesmo sendo bem avisado de qual meta queríamos atingir e suportou até exaurir-se, pois definitivamente, não era da sua predileção a nossa meta. Reconheço a vontade dele de fazer parte, querer tocar na banda e particularmente comigo, novamente, pois sempre nos demos muito bem como músicos e amigos. Fiquei chateado também, mas claro, eu sabia desde o começo, por conhecer o temperamento dele e o seu gosto musical, que ele não haveria por se encaixar no projeto.
Após essa afirmativa, o clima ficou pesado. Cumprimos mais um ou dois ensaios depois disso, e aí ao chegar o carnaval de 1999, o clima ficou insustentável. Rodrigo e Marcello também queriam uma definição, e antes que eu convocasse uma reunião para esclarecer a sua posição, o Zé Luiz ligou-me e marcou um encontro apenas com a minha presença, sem os garotos. Falarei desse acontecimento a seguir, mas antes, abro um parêntese para contar uma pitoresca história ocorrida em janeiro de 1999, e com o próprio Zé Luiz como protagonista.
Continua...
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