Neste meu segundo Blog, convido amigos para escrever; publico material alternativo de minha autoria, e não publicado em meu Blog 1, além de estar a publicar sob um formato em micro capítulos, o texto de minha autobiografia na música, inclusive com atualizações que não constam no livro oficial. E também anuncio as minhas atividades musicais mais recentes.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 37 - Por Luiz Domingues
Realmente o P.A. que contratamos foi insuficiente para conter a massa de amplificadores, com direito ao órgão Hammond genuíno, e com o seu peso característico. Em alguns momentos ficamos sem referência de retorno, devido à pouca potência do P.A. insuficiente que havíamos contratado.
Mas foi assim que atuamos. O público mostrou-se animado. O meu exército Neo-Hippie compareceu em peso. Alguns fãs do ABC, lógico, também. Com pouca divulgação, lamentamos que não tenha vindo mais pessoas.
Junior e Paulo Zinner, com o atual dono da bateria Ludwig que pertenceu-lhe nos anos 1970 e 1980. Sentada ao lado de Zinner, a produtora Sarah Reishdan. Em pé, o empresário do Paulo Zinner à época (Wagner Silvestre), e a esposa do dono da bateria.
Cerca de dois anos depois, eu estive em uma loja da Galeria do Rock em São Paulo, e o lojista apresentou-me a um sujeito alemão que tinha um site sobre Hard Rock. O rapaz não entendia nenhuma palavra em português, mas ficou entusiasmado com a minha presença, pois assistira esse show do Camerati in loco !
E após fornecer-nos o endereço virtual, pudemos verificar que possuía uma resenha sobre esse show , publicada em seu site, com fotos e tudo. Ele havia entusiasmado-se, pois escreveu vários elogios a nossa performance, que bom. Contudo, esse mesmo sujeito ficou a saber que eu tocara em uma banda pesada dos anos oitenta, e como o seu negócio era o Heavy-Metal, talvez ele tenha pensado que minha ex-banda, A Chave do Sol, tivesse tais características, ou mesmo influenciara-se mediante informações distorcidas dos lojistas, o meu respeito. Só sei que tempos depois fui informado que no site do rapaz, ele havia resenhado o LP "The Key", daquela banda, e ali teceu duras críticas, ao classificá-la como "entediante". Até aí tudo bem, eu não incomodar-me-ia com uma opinião desagradável sobre um trabalho meu, mas o problema foi que essa resenha foi usada como texto base para descrever A Chave do Sol no Wikipedia, e como demorei anos para inserir-me no mundo virtual, só muito tempo depois pude eu mesmo suprimir esse texto pobre e infame, e elaborar um histórico à altura da carreira daquela banda. Mas claro, aqui o assunto é Patrulha do Espaço e isto foi só um parêntese motivado pela coincidência.
Terminado o show, combinamos de voltar no domingo a tarde para ajudar o "Zôro" a desmontar toda a parafernália, e ouvirmos a gravação do show ao vivo. Ficamos entusiasmados, pois mesmo com erros musicais ínfimos, muitas músicas poderiam ser aproveitadas posteriormente, como de fato aconteceu, com várias faixas a entrar como bonus track na coletânea : "Dossiê Volume 4", no ano de 2001.
Patrulha do Espaço + Ricardo Schevano (a usaro camiseta do Grand Funk), e Marcelo Bueno (primeiro à direita). Click : Eduardo Donato
Como todas as bases do disco Chronopahagia estavam prontas, iniciamos a partir da semana subsequente, a gravação de solos; vocais; participação de convidados, e por fim, a mixagem.
Continua...
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