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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Indignação - Por Telma Jábali Barretto


Que espécie de sentimento é esse que mexe com os instintos, tira do prumo, trazendo uma certa revolta para a superfície... Seguro é que, daqui e dali, podemos fazer contato com essa forma desagradável de sensação e se atentos formos algum despertar, insight, quem sabe até bastante revelador, poderá ser trazido à superfície... Vale a investigação e das mais acuradas dos movimentos que daí submergiram, criando algo que, nem sempre, exercitamos naquela forma de distanciamento, isenção de ânimos, quando detectamos esse ‘suposto inquilino que nos habita’... Buscando nomear, depois de passado o susto, que aí, então, deixa seu rastro ladrão das conhecidas seguranças que já não reconhecem ou se encaixam em seus anteriores lugares... e, trabalho e muito trabalho nos espera a partir dessa quebra do estabelecido, onde reinava um formato de paz, agora, perdida... E como viver sem ela ?!... 
Há que buscá-la e construí-la em novo projeto, sob outras perspectivas a engatinhar, medindo passos iniciadores de patamar, vislumbrado e, ainda, pouco confortável numa necessária busca de pôr, mais uma vez, os pés no chão, apoiados em terreno, de novo, seguro ! São esses processos, em sua maioria, de circunstâncias promotoras de nosso caminhar evolutivo...envolvendo, sempre, mais uma etapa vencida, na qual desapegamos da autonomia reconhecendo perdida sua validade, merecendo olhar com outras lentes, esperando, novamente, que tragam a nitidez produtora de confiança que, mais uma vez, nesse jogo da vez, almejamos... E, vamos nós, mais um passinho, degrau, atalho aberto pela dor, desmanche daquela, também, tranquilidade, retomando a coragem de reencontrá-la ! Sagrados são tais acontecimentos... sempre e também, só festejados depois de transpostos, quando somos capazes de perceber (se é que percebemos ?!...?!... às vezes, a rigidez e teimosia são nossos escudos, couraças!) quanto andamos, acessamos, conquistamos de nós mesmos ou daquilo julgado antes como sereno, dando lugar a outros e mais amplos horizontes... Aí, abençoamos !!! Mais que isso, agradecemos! Parafraseando... ”E, assim caminha a humanidade”... assim, caminhamos nós! E que, assim seja... Amém !!!


Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, a colunista Telma, fala-nos sobre como o sentimento de indignação pode ser um estímulo para que busquemos um novo posicionamento e atitude.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Sinais - Por Telma Jábali Barretto


Quantos e dos mais diversos são utilizados, traduzindo comportamentos, demonstrando intenções... Já, no formato mais básico, conhecido nosso como reguladores de trânsitos, propostos para que um bom fluxo entre desconhecidos promova razoável harmonia em meio a um grande, aleatório e momentâneo convívio. Muitas são as comunicações, refletidas nessa subliminar linguagem, que tanto anunciam uma gama de sensações, emoções que nos habitam... Saber lê-las costuma ser, também, subjetivação das percepções que, e quanto mais sutilizadas, desdobram em leituras enriquecedoras em absorções e aprendizados dos sentidos. 
Ali mesmo, no trânsito, quantas são as intenções mesmo não sinalizadas, muitas vezes, conforme circunstâncias, demonstram irritabilidade, desconforto, rapidez ou calma, atenção ou falta dela, que aqueles menos afoitos e mais atentos sabem traduzir essas mensagens, recebendo, interpretando e agindo de modo a manter tranquilidade, num jeito de coabitar espaços comuns... Sempre nos veem à mente, quanto evoluímos nessa forma impessoal, múltipla e tão fugaz de proximidade, dia atrás de dia, cunhando, no meio, um cuidar de nós, do próximo (...nem tão próximo?!...desconhecidos mesmo...), da vida... Não por acaso, talvez, seja contexto que, usualmente, gera tanto estresse, igual, ao nosso olhar, produz um tipo de atenção à qual somos forçados, instados a desenvolver... Aprender e apreender ! Um tipo de progresso humano, usando carros, computadores e celulares que nos fazem tão poderosos num teste da força, equilíbrio interno com que manuseamos essas máquinas que deveriam nos servir...?!... para, com mais e melhor qualidade, usarmos nosso tão sagrado tempo. E... em meio a quantas artimanhas são forjados os degraus ?! 
Quanto mais atentos a isso, conscientes das ações, presentes, sairemos de uma inconsciência lerda, pouco desperta, mais percebedores das muitas e sub-reptícias mensagens, mais consequentes, possibilitando levar mais harmonia ao inevitável fluxo do conviver... com viver, viver com os outros... Ganhos e contribuições acrescidos ! Nosso corpo fala, conosco, com os que nos rodeiam... Com olhares, gestos, suspiros e silêncios! Para aqueles mais acordados, em contato com a própria sensatez, perceptivos, assim serão nos contatos interpessoais, com a natureza, com a Vida em Sua extraordinária multiplicidade de idiomas e sintonias numa tentativa reiterada, incansável, que a percebamos para que, conscientes, possamos participar de sua plenitude abundante, reverberando, multiplicando... Honrando ser parte... E... que aceitemos seus muitos convites, valorizando Seus Sinais !!! 

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora para a harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, fala-nos sobre os "sinais", aqueles  insights sutis que apontam-nos a direção a ser seguida na vida.

domingo, 10 de março de 2019

Oásis - Por Telma Jábali Barretto


O que cada um de nós reconheceria como oásis ? Lugar de abastecer em meio à aridez é para cada qual, lugar diferente... como diferentes são as sedes ! Um tempo sem compromisso, espaço de silêncio, lazer com adrenalina, viagem sem destino, estar num lugar de exuberante beleza, agitação para esquecer quem somos...e tantas mais... Somos feitos da mesma matéria, mas... necessidades que as nutram são as mais diversas, como, e também, nos incomuns momentos da nossa existência única num mesmo CIC e RG. Já nutrimos anseios, satisfeitos ou não, que não mais nos convidam ou estimulam. Vamos mudando nossas fomes, desejos e quereres e, se atentos somos ao que nos mova, internamente, clareando percepções em suas metamorfoses, surgindo, nutrindo e apaziguando... Entre o louco e sábio muita similaridade pode haver. Ambos vivem em realidade distintas, saídas do campo do comum e...se nomear tenha importância, há que se cuidar nessa nomeação ?!...?!... 
Fato é que quantos mais tensas e sobrecarregadas são as experiências de cada jornada humana, mais necessidade dos ‘refrescos’ teremos, mais sextas-feiras esperaremos e o intervalar cria um marco considerável entre a vidinha usual, dia a dia tornando fundamental e revigorante cada oásis... sendo somente, ali, onde reconhecemos prazer, alegria ou paz! Um distância estabelecida entre afazeres (e como viver sem eles?!...) e satisfação! 

Quanto, ainda, falta para viver num pulsar que, harmoniosamente, passeamos entre absorver e irradiar, ser nutrido e nutrir, numa simples repetição da natureza, abastecedora do fluxo de vida em seu modus operandi em seu contínuo ensinar, incansável, perene... Um exercício de estar, presença, que não elege gosto/desgosto num rejubilar-se com a própria dádiva da vida, da morte, do existir... que pouco diferencia em ter ou não um endereço/corpo, num tranquilo repouso consciente de que se É, SER, que desperto !!! a outros quer despertar... Reverência !!! 


Telma Jábali Barretto é colunista do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga; consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, alerta-nos sobre a questão do refúgio que sempre procuramos para abastecermo-nos com a energia vital.